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Pivetta declara patrimônio de R$ 575,6 milhões e aparece entre os maiores patrimônios das eleições

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O governador de Mato Grosso e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 575,68 milhões para as eleições de 2026. O valor coloca o político entre os maiores patrimônios declarados por candidatos neste pleito, segundo levantamento baseado nos dados apresentados à Justiça Eleitoral.

A maior parte dos bens informados por Pivetta está relacionada a investimentos e participações empresariais. Entre os ativos de maior valor está um fundo de investimento multimercado com aplicação no exterior, declarado em aproximadamente R$ 257,2 milhões.

O patrimônio informado pelo governador também apresenta diferença significativa em relação à declaração feita nas eleições de 2022. Naquele ano, Pivetta havia declarado cerca de R$ 378,9 milhões. A diferença nominal entre os dois registros chega a aproximadamente R$ 197 milhões.

A variação, porém, não permite concluir, isoladamente, como ocorreu a evolução patrimonial, já que as declarações eleitorais reúnem diferentes tipos de ativos e valores informados pelos próprios candidatos.

Trajetória entre política e agronegócio

A formação patrimonial de Pivetta está ligada à sua trajetória empresarial e à atuação no agronegócio. Ele chegou a Mato Grosso no início dos anos 1980 e se estabeleceu em Lucas do Rio Verde, município onde iniciou sua carreira política.

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A primeira eleição foi disputada em 1996. Pivetta venceu a disputa pela Prefeitura de Lucas do Rio Verde e comandou o município por dois mandatos consecutivos. Anos depois, voltou ao cargo para um terceiro mandato, entre 2013 e 2016.

No intervalo entre os mandatos municipais, ocupou a Secretaria de Desenvolvimento Rural de Mato Grosso e, posteriormente, conquistou uma cadeira na Assembleia Legislativa, onde exerceu mandato entre 2007 e 2010.

Em 2010, concorreu ao cargo de vice-governador, mas não conseguiu se eleger. A chegada ao Governo de Mato Grosso ocorreu em 2018, quando foi eleito vice-governador na chapa encabeçada por Mauro Mendes.

A dupla foi reeleita em 2022. Em março de 2026, após Mendes deixar o cargo para disputar uma vaga ao Senado, Pivetta assumiu o comando do Palácio Paiaguás e passou a disputar a eleição para permanecer no cargo.

Outro mato-grossense entre os maiores patrimônios

Mato Grosso também aparece em posição de destaque por meio do empresário Odílio Balbinotti Filho (PL), primeiro suplente de José Medeiros na chapa ao Senado. Ele declarou R$ 359,74 milhões em patrimônio.

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Entre os principais ativos informados estão aproximadamente R$ 266,2 milhões em ações da Atto Participações S/A. Também aparecem na declaração cerca de R$ 45,6 milhões em ações da GOT Holding Limited, nas Ilhas Virgens Britânicas, além de um apartamento em Balneário Camboriú avaliado em R$ 16 milhões e aproximadamente R$ 13,8 milhões em valores depositados em instituições financeiras.

Somados, os patrimônios declarados por Pivetta e Balbinotti chegam a aproximadamente R$ 935,4 milhões.

Os valores registrados no sistema eleitoral correspondem às declarações apresentadas pelos próprios candidatos e podem incluir imóveis, propriedades rurais, empresas, investimentos, aplicações financeiras e outros direitos. As informações ainda podem ser alteradas por meio de eventuais retificações durante o processo eleitoral.

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Coronel Vânia recua e não disputará cadeira na Assembleia Legislativa

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A vice-prefeita de Cuiabá, Coronel Vânia Rosa, decidiu deixar a disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso nas eleições de 2026. O pedido de renúncia foi protocolado na última sexta-feira (14) no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), retirando seu nome da chapa do MDB.

A saída acontece depois de uma mudança significativa na trajetória política de Vânia. Eleita vice-prefeita de Cuiabá pelo Novo, partido identificado com pautas liberais e de direita, ela rompeu politicamente com o prefeito Abílio Brunini (PL) e posteriormente deixou a legenda para ingressar no MDB.

A decisão de abandonar a candidatura ocorre, portanto, em meio a uma trajetória marcada pela mudança de campo político. Vânia chegou a ser oficialmente incluída nas atas das convenções do MDB como candidata a deputada estadual, com o número 15.190.

Apesar do pedido formal encaminhado à Justiça Eleitoral, Vânia afirmou que ainda pretende explicar publicamente a situação. Ao ser procurada, declarou que, na avaliação dela, não teria chegado efetivamente a ser candidata.

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“Teoricamente, não foi uma renúncia. Não cheguei a me candidatar. Ao menos é o que sei”, afirmou.

O processo agora tramita no TRE-MT. Nesta segunda-feira (17), o juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra intimou o MDB para se manifestar sobre o pedido apresentado pela vice-prefeita.

A saída também altera a composição da chapa do MDB para a Assembleia. O partido havia confirmado seus candidatos no início do mês, enquanto decidiu não lançar nomes para a Câmara dos Deputados e concentrar esforços na candidatura da deputada estadual Janaina Riva ao Senado.

Da direita ao MDB

A trajetória recente de Coronel Vânia ganhou destaque justamente pela mudança de posicionamento partidário. Ela chegou à Prefeitura de Cuiabá ao lado de Abílio Brunini, uma das principais lideranças da direita em Mato Grosso, mas posteriormente rompeu com o prefeito.

Depois da saída do Novo, Vânia ingressou no MDB, legenda historicamente associada a grupos tradicionais da política mato-grossense.

A mudança provocou repercussão no cenário político da capital, principalmente pela conhecida oposição de Abílio ao MDB, partido que reúne adversários políticos do prefeito, entre eles o ex-prefeito Emanuel Pinheiro e o deputado estadual Eduardo Botelho.

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A desistência da candidatura à Assembleia acrescenta um novo capítulo à trajetória política da vice-prefeita e deixa em aberto os próximos passos de Vânia na eleição de 2026.

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