POLÍTICA NACIONAL

Caiado compara segurança em Salvador à guerra na Ucrânia e afirma que risco de morte é cinco vezes maior

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“Isso é um fato estatístico”, declarou o presidenciável

Candidato à Presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado expressou preocupação com a segurança pública de Salvador, capital da Bahia, e afirmou que ir até a cidade é mais perigoso do que ir à Ucrânia, país em guerra com a Rússia.

– Hoje, para você ir a Salvador, você corre cinco vezes mais o risco que se você for à Ucrânia, para a guerra. Hoje, a chance de você morrer na Bahia, cinco vezes maior por hora do que se você for à Ucrânia. Isso é um fato estatístico – afirmou.

A fala aconteceu durante a 27ª Conferência Anual Santander, o Centro Histórico de São Paulo. Na ocasião, ele apontou que a segurança pública é uma das “grandes preocupações da população brasileira”.

Ele também observou que as pessoas tem recorrido a estratégias como o uso de alianças falsas para evitar terem bens roubados.

Caiado ainda ironizou as falas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva invocando a “soberania brasileira”, apontando que atualmente nossa soberania tem estado nas mãos do Primeiro Comando da Capital (PCC).

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O ex-governador de Goiás também disse que os Estados Unidos não podem resolver um problema que é “nosso”, ao se referir ao combate às organizações criminosas brasileiras.

– Os americanos não vão resolver um problema que é nosso. Não tenho preocupação nenhuma com os americanos. Quem vai resolver esse problema somos nós – disse à imprensa após o evento.

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POLÍTICA NACIONAL

Lula fica fora de debate da Band e critica critérios para participação de candidatos

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A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu não participar do debate presidencial promovido pela TV Band, marcado para o próximo domingo (23). A equipe do petista questiona a presença de Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) no encontro e considera que o formato definido pela emissora não oferece as condições desejadas para a participação do presidente.

Um dos principais argumentos apresentados pela campanha é relacionado aos critérios de participação em debates estabelecidos pela legislação eleitoral. Segundo a equipe de Lula, a legislação assegura a presença de candidatos de partidos que tenham pelo menos cinco parlamentares no Congresso Nacional.

A regra, entretanto, permite que candidatos de legendas que não alcancem essa representação sejam convidados caso haja concordância da organização do debate. É justamente nesse ponto que a campanha de Lula concentra parte de seus questionamentos sobre a composição do encontro.

Além da questão partidária, os aliados do presidente avaliam que o formato do debate não garantiria condições consideradas adequadas para que Lula responda aos ataques dos demais candidatos. A decisão, contudo, ainda deverá ser discutida em uma reunião da campanha ao longo desta semana.

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A tendência, segundo informações divulgadas pela campanha, é que Lula mantenha a decisão de não comparecer ao encontro da Band.

A ausência também pode provocar reflexos nas estratégias dos demais candidatos. A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), por exemplo, trabalha com a orientação de priorizar debates nos quais Lula esteja presente.

A participação nos debates passou a ocupar espaço relevante na estratégia das campanhas presidenciais de 2026, especialmente diante da disputa entre candidatos de diferentes correntes políticas. Para os concorrentes, os encontros representam uma oportunidade de confrontar propostas e apresentar diferenças diretamente ao eleitor.

No caso de Lula, a decisão de não comparecer ao debate da Band abre uma nova frente de discussão sobre os critérios utilizados pelas emissoras para definir os participantes e sobre a estratégia do presidente para os confrontos eleitorais durante a campanha.

Até o momento, a expectativa é de que a equipe petista reavalie a decisão durante a reunião prevista para esta semana, mas a sinalização é de manutenção da ausência no debate marcado para o dia 23.

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