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Candidato ao Senado Nelson Ferreira defende fim da reeleição para parlamentares

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O candidato ao Senado por Mato Grosso Nelson Ferreira Júnior, do Agir, defendeu mudanças na legislação penal, maior rigor contra organizações criminosas e alterações na estrutura do Supremo Tribunal Federal durante entrevista ao Jornal da Cultura, nesta quinta-feira (13).

Professor da rede pública, Nelson afirmou que o combate à criminalidade deve começar pela prevenção, especialmente entre crianças e adolescentes. Para ele, a ampliação das escolas em tempo integral e o acesso ao esporte, à música e às artes podem reduzir a exposição de jovens ao recrutamento por organizações criminosas.

Segundo o candidato, manter os estudantes ocupados durante todo o dia é uma das estratégias que podem contribuir para afastá-los da criminalidade.

“Se você não dá espaço para o crime ir lá e captar aquela criança, porque ele vai estar na rua, ele vai estar sem fazer nada, e ele estando praticando esporte, ou na arte, ou na música, na escola, não vai ter”, afirmou.

Nelson também defendeu a ampliação das escolas de período integral. Ele citou a própria experiência profissional para sustentar a proposta.

“Eu trabalho na escola integral, então meus alunos ficam o dia inteiro lá, das 7 da manhã até 5 da tarde”, disse.

Ao abordar o combate às facções criminosas, o candidato defendeu penas mais severas e citou como referência o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, cuja política de segurança é marcada pelo encarceramento em massa de suspeitos e integrantes de organizações criminosas.

Nelson afirmou que pretende defender uma mudança constitucional para endurecer as punições e reduzir a possibilidade de criminosos continuarem nas ruas.

Constituição e sistema político

Durante a entrevista, o candidato também apresentou propostas para modificar o funcionamento das instituições brasileiras. Entre elas está a criação de mandatos para ministros do Supremo Tribunal Federal.

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Nelson defendeu que os ministros tenham oito anos de mandato, em vez da permanência até a aposentadoria compulsória.

O candidato também propôs limitar a possibilidade de reeleição para cargos eletivos. Segundo ele, deputados estaduais, deputados federais, senadores e vereadores deveriam ter direito a apenas uma reeleição.

A proposta, na avaliação de Nelson, permitiria maior renovação no Legislativo e abriria espaço para novos nomes na política.

O candidato ainda criticou a relação entre o Senado e o Supremo Tribunal Federal. Para ele, o Senado deveria exercer com maior independência sua função de analisar eventuais processos de impeachment de ministros da Corte.

Apostas online

Outro tema abordado foi a expansão das apostas online. Nelson se posicionou contra o modelo atual e defendeu a retirada ou restrição das plataformas.

Ele relatou ter conhecimento de casos de pessoas que contraíram dívidas em razão dos jogos e afirmou que o acesso de crianças e adolescentes também precisa ser combatido.

“Hoje eu sou a favor que retire, que se proíba”, declarou.

Emendas parlamentares

Nelson também criticou o atual modelo de distribuição das emendas parlamentares. Para ele, os recursos deveriam ser repassados diretamente pelo Executivo aos municípios e destinados às áreas consideradas prioritárias, sem depender da indicação individual de parlamentares.

Na avaliação do candidato, o sistema atual pode criar uma relação de dependência política entre parlamentares e prefeitos.

“Essa emenda acaba beneficiando os candidatos, o candidato, os políticos que leva essa emenda”, afirmou.

Operação Heritage

Questionado sobre a Operação Heritage, da Polícia Federal, que investiga suspeitas envolvendo recursos públicos em Mato Grosso, Nelson defendeu que as investigações avancem e que eventuais responsáveis sejam punidos caso as acusações sejam comprovadas.

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“Se forem inocentes, que sejam inocentados. Se foram culpados, que sejam punidos”, afirmou.

Para o candidato, investigações envolvendo agentes públicos podem ter impacto no processo eleitoral, mas ressaltou que a responsabilização deve ocorrer somente após a comprovação dos fatos.

Disputa presidencial

Ao ser questionado sobre a eleição para presidente da República, Nelson afirmou que não acredita que o atual grupo político deva permanecer no poder e declarou alinhamento com o campo da direita.

O candidato citou o senador Flávio Bolsonaro como seu nome de preferência no cenário apresentado durante a entrevista. Ele afirmou ainda que poderá apoiar outro candidato de direita caso esse nome avance na disputa.

Partido pequeno

Nelson também falou sobre a estratégia para ampliar sua presença eleitoral em Mato Grosso. O candidato reconheceu que o Agir possui uma estrutura menor em comparação com grandes partidos, mas afirmou que pretende utilizar entrevistas e a exposição na imprensa para apresentar suas propostas.

Para ele, os partidos menores deveriam ter condições mais equilibradas de disputar eleições.

Nelson também criticou o Fundo Eleitoral. Disse ser contrário ao mecanismo, mas afirmou que, enquanto existir, os recursos deveriam ser distribuídos de maneira mais igualitária entre os candidatos, independentemente do tamanho da legenda.

“Se esse dinheiro é para isso, que seja repartido pela candidatura em partes iguais para todo mundo, independente de partido”, defendeu.

Ao longo da entrevista, o candidato apresentou como principais bandeiras segurança pública, educação em tempo integral, esporte e cultura, endurecimento das punições criminais, mudanças no funcionamento das instituições e maior renovação política.

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Pivetta endurece discurso contra Wellington e promete levar disputa sobre emendas para campanha

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos), candidato à reeleição ao Governo de Mato Grosso, elevou o tom contra o senador Wellington Fagundes (PL), principal adversário na corrida ao Palácio Paiaguás. Em entrevista coletiva nesta sexta-feira (14), Pivetta rebateu críticas do senador, questionou sua trajetória política e afirmou que pretende transformar a discussão sobre emendas parlamentares em um dos principais temas da campanha.

A declaração representa uma mudança no discurso do governador, que vinha adotando uma postura mais moderada em relação aos adversários. O acirramento ocorre em meio à aproximação entre Wellington e lideranças que se afastaram do grupo governista, entre elas o senador Jayme Campos (União Brasil).

Ao responder sobre uma comparação feita entre as trajetórias dos dois candidatos, Pivetta afirmou que possui uma trajetória ligada à iniciativa privada e à administração pública, enquanto Wellington teria construído sua carreira predominantemente no Legislativo.

“Ele precisa comparar a trajetória dele com a minha. A minha é a trajetória de um trabalhador que começou aos 15 anos, produziu, gerou resultados e entrou para a política com a vida feita para servir ao povo”, afirmou.

Na sequência, o governador fez críticas à atuação política do senador e disse que Wellington teria concentrado sua carreira na política e na negociação de recursos por meio de emendas parlamentares.

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“Ele é um negociador voraz de emendas. Essa é a profissão dele”, declarou.

Pivetta questiona destino de emendas

Durante a entrevista, Pivetta afirmou que Wellington teria destinado mais de R$ 1,5 bilhão em emendas parlamentares nos últimos 12 anos e questionou onde os recursos teriam sido aplicados.

“Ele está há dez mandatos no Congresso. Só nos últimos 12 anos em que é senador, distribuiu mais de R$ 1,5 bilhão em emendas. Procurem saber onde estão as emendas dele”, disse.

O governador comparou o valor mencionado ao custo de grandes obras de infraestrutura hospitalar e afirmou que o montante seria suficiente para construir quatro unidades semelhantes ao Hospital Central de Mato Grosso.

“Um bilhão e meio daria para fazer quatro hospitais centrais como esse que está sendo inaugurado. Tem algum hospital que ele fez?”, questionou.

Pivetta também afirmou que pretende explorar o assunto durante a campanha e prometeu apresentar informações sobre a destinação das emendas parlamentares.

“Durante a campanha, nós vamos mostrar muita coisa sobre emenda”, afirmou.

Críticas à trajetória política

O governador ainda questionou a atuação de Wellington no Congresso Nacional e afirmou que o senador não teria apresentado, ao longo da carreira, uma legislação de grande impacto para a sociedade brasileira.

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“Eu não vou suportar uma comparação com alguém que nunca trabalhou no Executivo, só no Legislativo, e não tem uma lei sequer na história dele que tenha sido importante para a sociedade brasileira”, declarou.

Pivetta também fez referência à passagem de Wellington por governos federais do PT e citou as administrações de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

“Lula 1, Lula 2, Dilma 1 e Dilma 2. Ele mandava em todas as emendas, mandava em todas as áreas”, afirmou.

As declarações sobre corrupção, negociação de emendas e atuação de Wellington em governos anteriores foram feitas por Pivetta durante a entrevista e, no material apresentado, não foram acompanhadas de documentos que comprovem irregularidades. A reportagem deverá ouvir Wellington Fagundes para que apresente sua versão sobre as acusações.

O confronto entre os dois candidatos sinaliza uma mudança no ambiente da disputa pelo Governo de Mato Grosso. Com a aproximação do período de campanha, críticas relacionadas à experiência administrativa, uso de recursos públicos e atuação parlamentar tendem a ganhar espaço no debate eleitoral.

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