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Taques mira Janaína Riva e diz que candidata terá de responder sobre passado; veja vídeo

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O candidato ao Senado por Mato Grosso Pedro Taques (PSB), ex-governador e ex-procurador da República, voltou a direcionar críticas à família Riva durante entrevista e questionou publicamente a trajetória da deputada estadual Janaína Riva (MDB) antes de ingressar na vida política.

Em tom de confronto, Taques afirmou que a deputada deverá responder aos questionamentos sobre sua vida financeira e chegou a perguntar quem sustentava suas despesas antes dos 26 anos.

“Você fazia o que até os 26 anos de idade? Quem sustentava as suas compras? O seu carro? Vai ter que responder”, afirmou.

 

Na mesma declaração, o ex-governador relacionou a família Riva às investigações envolvendo a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Cuiabá e Várzea Grande. Taques questionou por que o modal, planejado para a Copa do Mundo de 2014, não foi concluído.

“Por que Mato Grosso não tem o VLT cortando Cuiabá em Várzea Grande? Porque a família Riva roubou o dinheiro do VLT”, declarou.

A afirmação retoma uma acusação que já havia sido feita publicamente por Taques e que chegou à Justiça. Em abril deste ano, José Riva e Janete Riva ingressaram com ação contra o ex-governador pedindo R$ 40 mil por danos morais, alegando que as declarações de Taques sobre suposto desvio de recursos do VLT seriam falsas e sem comprovação. O processo segue em tramitação.

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As investigações relacionadas ao VLT foram conduzidas, entre outras frentes, na Operação Descarrilho, deflagrada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal em agosto de 2017. A operação apurou suspeitas de fraude em licitação, corrupção, lavagem de dinheiro e outros crimes relacionados ao contrato e à execução das obras.

 

José Riva foi um dos investigados na operação. Na época, a investigação apontou que a empresa Multimetal Engenharia de Estruturas, que havia sido subcontratada pelo consórcio responsável pelo VLT, tinha Janete Riva como sócia. Segundo informações divulgadas a partir do inquérito, a Polícia Federal investigava a possibilidade de Riva ser um sócio oculto da empresa.

A Operação Descarrilho, porém, não deve ser confundida com a Operação Ventríloquo. Esta última investigou um esquema envolvendo contratos da Assembleia Legislativa de Mato Grosso e apontou suspeitas de desvio de recursos públicos. José Riva também foi investigado e denunciado nesse caso.

O VLT foi contratado em 2012, durante a gestão do ex-governador Silval Barbosa, com previsão de conclusão antes da Copa do Mundo de 2014. A obra acabou paralisada e posteriormente o contrato foi rescindido. Durante a gestão de Taques, o governo suspendeu pagamentos e realizou auditorias sobre o contrato. Após a deflagração da Operação Descarrilho, a administração rompeu as negociações com o consórcio.

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Ao reforçar suas críticas, Taques também afirmou que não teme responder a questionamentos sobre sua própria trajetória política e defendeu que os candidatos sejam submetidos ao mesmo escrutínio.

“Não é possível que a sociedade de Mato Grosso não saiba o passado, o presente e o futuro dos seus candidatos. Eu não tenho medo. Eu quero saber”, afirmou.

A fala ocorre em meio à disputa pelas duas vagas de Mato Grosso no Senado em 2026. Pesquisa MT Dados realizada entre 15 e 21 de julho, com 2.800 entrevistas, apontou Janaína Riva com 14% das intenções de primeiro voto e Taques com 6%. No resultado consolidado, que soma primeiro e segundo votos, Janaína aparece com 29% e Taques com 15%.

 

 

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Coronel Fernanda devolve provocação de Abilio e cita Operação Heritage

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A deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT) rebateu as declarações do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), sobre a aliança formada em torno da candidatura do senador Wellington Fagundes (PL) ao Governo de Mato Grosso.

Abilio havia criticado a composição política e utilizado o termo “porcarias” para se referir aos grupos que integram a aliança. Fernanda, que participou da convenção do MDB, afirmou que não se arrepende da decisão e classificou sua presença no evento como uma estratégia para ampliar a base política em defesa da candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

“Eu estava lá. Eu não sou porcaria, nunca fui porcaria e nunca serei. Eu tenho um nome a zelar e sempre me posicionei de forma clara e contínua, não dou recado”, afirmou a deputada em publicação nas redes sociais.

Na sequência, Fernanda devolveu a crítica ao grupo político apoiado por Abilio e citou a Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal. A investigação apura suspeitas relacionadas a um acordo envolvendo o Governo de Mato Grosso e a empresa Oi e teve entre os alvos o ex-governador Mauro Mendes (União) e outras pessoas ligadas ao grupo político.

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“Eu quero dizer o seguinte, para quem falou que eu sou porcaria, porcaria estava do lado de lá e não do lado onde eu estou”, declarou.

Estratégia política

Fernanda afirmou que sua participação na convenção do MDB não representa mudança de posicionamento político, mas uma escolha estratégica diante do cenário eleitoral de 2026.

A deputada vem defendendo a ampliação da aliança de forças de direita em Mato Grosso como forma de fortalecer o projeto nacional do PL e a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência.

O episódio expõe também o aumento das divergências dentro do campo político de direita em Mato Grosso, especialmente em torno da composição das chapas para as eleições de 2026.

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