NESTA TERÇA

Operação Peso Bruto apura extração ilegal de calcário e prejuízo de R$ 3 milhões à União

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A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (4), a Operação Peso Bruto para aprofundar as investigações sobre a extração irregular de recursos minerais e a suposta usurpação de bens da União em Rosário Oeste, a 104 quilômetros de Cuiabá.

De acordo com a investigação, a atividade minerária teria sido realizada além dos limites autorizados pelos títulos minerários e pelas licenças ambientais. As apurações apontam que mais de 34 toneladas de calcário foram extraídas de forma irregular, causando um prejuízo estimado em mais de R$ 3 milhões aos cofres da União.

Por determinação da Justiça, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em Cuiabá. As equipes da Polícia Federal estiveram em um apartamento no Edifício Monreale, localizado na Avenida Estevão de Mendonça, no bairro Quilombo; em outro endereço no Edifício American Diamond, na Avenida Brasília, no Jardim das Américas; e em um imóvel situado na Avenida Haiti, também no Jardim das Américas.

Durante as diligências, os agentes buscam apreender documentos, equipamentos eletrônicos, registros contábeis e outros materiais que possam contribuir para o avanço das investigações.

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Segundo a Polícia Federal, o inquérito teve início após a identificação de exploração mineral fora da área autorizada. Posteriormente, fiscalizações administrativas, análises geoespaciais e perícias técnicas confirmaram indícios da atividade irregular, com impactos ao patrimônio mineral da União e ao meio ambiente.

As investigações também apontam que a exploração ilegal teria ocorrido durante um período prolongado, envolvendo grande volume de calcário. Agora, a PF pretende identificar a participação individual dos investigados, dimensionar o lucro obtido com a atividade, verificar se a prática continua ocorrendo e apurar a existência de outros envolvidos ou beneficiários do esquema.

Os investigados poderão responder por crimes relacionados à usurpação de bens da União, extração irregular de recursos minerais e infrações ambientais, conforme o resultado das apurações.

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Polícia

PF pede abertura de terceiro inquérito para investigar Lulinha por suposto tráfico de influência

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A Polícia Federal solicitou a abertura de um terceiro inquérito para investigar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A nova apuração busca esclarecer suspeitas de tráfico de influência e possível favorecimento a uma empresa de tecnologia contratada pelo governo federal.

Segundo informações confirmadas pelo Correio Braziliense junto a fontes da corporação, a investigação tem como foco a empresa 3Structure IT Ltda., que mantém contratos vigentes com a administração federal que somam R$ 55.721.051,62.

Na semana passada, a Polícia Federal já havia solicitado a abertura de outros dois inquéritos contra Lulinha. As investigações foram autorizadas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e apuram supostas irregularidades relacionadas a recursos do Ministério da Saúde e da Dataprev.

De acordo com a apuração, a suspeita é de que o filho do presidente tenha atuado em favor de uma empresa privada. Até o momento, porém, as investigações estão em fase preliminar e, segundo a própria apuração, ainda não foram apresentadas evidências conclusivas da prática de crimes.

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No caso do terceiro inquérito, ainda não houve definição sobre a relatoria no STF. A tendência é que o processo também seja distribuído ao ministro André Mendonça, por prevenção, já que ele conduz as duas investigações anteriores envolvendo o caso.

As diligências seguem em andamento e deverão indicar se há elementos que justifiquem o aprofundamento das apurações ou eventual responsabilização dos investigados. Até o momento, não há denúncia formal apresentada contra Lulinha.

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