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Ausência de Medeiros em anúncio de vice gera clima de tensão no PL

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O candidato ao Governo de Mato Grosso Wellington Fagundes (PL) minimizou o distanciamento público com o candidato ao Senado José Medeiros (PL) e afirmou que a ausência do correligionário em atos de campanha não significa uma ruptura dentro da chapa. Segundo Fagundes, os integrantes da coligação não precisam participar juntos de todas as agendas eleitorais.

A declaração ocorreu nesta quinta-feira (13), durante o anúncio do empresário Reinaldo Morais como candidato a vice-governador na chapa de Fagundes. Medeiros não participou do evento realizado na sede do diretório estadual do PL, em Mato Grosso.

“Não precisa estar todo mundo ao mesmo tempo no mesmo lugar. Nós temos é que potencializar a nossa campanha”, afirmou Fagundes.

O episódio ocorre em meio a divergências recentes entre os dois candidatos. A relação ficou mais tensionada após o PL oficializar a aliança com o MDB, que levou a deputada estadual Janaina Riva para a disputa ao Senado dentro da mesma composição.

Além da composição eleitoral, Fagundes e Medeiros também adotaram posições diferentes após a deflagração da Operação Heritage, realizada pela Polícia Federal para investigar um suposto esquema envolvendo recursos públicos.

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Medeiros chegou a defender a apresentação de um projeto para impedir operações policiais contra candidatos nos seis meses anteriores às eleições. Fagundes, por sua vez, classificou a ideia como “absurda” e defendeu que as investigações continuem independentemente do calendário eleitoral.

Apesar das diferenças, Fagundes procurou demonstrar que Medeiros continua integrado ao projeto eleitoral do PL. O candidato ao Governo afirmou que tem citado publicamente o nome do correligionário como candidato da legenda ao Senado.

“Eu desafio vocês a pegarem uma fala minha que eu não tenha citado o Medeiros como nosso candidato a senador do PL. Então não tem gesto maior do que esse”, afirmou.

“Vou abraçar todos”

Fagundes também buscou ampliar o discurso de unidade dentro da chapa e afirmou que pretende apoiar os diferentes candidatos que integram o grupo.

“Eu quero abraçar todos os nossos candidatos, o Medeiros, a Janaína, o meu vice e todos os nossos candidatos a deputados federais e estaduais, tudo junto”, declarou.

O candidato também citou o senador Jayme Campos como exemplo de integrante da chapa que poderá representá-lo em municípios durante a campanha.

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Para Fagundes, a estratégia não depende da presença simultânea de todos os integrantes em cada evento. A prioridade, segundo ele, é ampliar a campanha e fortalecer as candidaturas que fazem parte da composição.

A ausência de Medeiros no anúncio do vice, entretanto, ocorre em um momento de exposição das divergências internas e passa a ser observada no contexto da disputa eleitoral de 2026 em Mato Grosso.

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Natasha aposta na campanha para crescer e chegar ao 2º turno em MT

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A candidata ao Governo de Mato Grosso Natasha Slhessarenko (PSD) aposta no início da campanha eleitoral e na maior exposição de seu nome para reduzir a distância em relação aos líderes da corrida eleitoral. Em pesquisa divulgada nesta semana pelo Real Time Big Data, a médica aparece em terceiro lugar, com 13% das intenções de voto.

O levantamento mostra o senador Wellington Fagundes (PL) na liderança, com 34%, seguido pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que soma 26%. Na sequência aparecem Natasha, o influenciador Rafael Milas (Missão), com 3%, e o sargento Laudicério (Agir), com 1%. O empresário Maurício Coelho (Mobiliza) não pontuou.

Diante dos números, Natasha atribui parte da diferença para os dois primeiros colocados à estrutura política e financeira acumulada pelos adversários. Ela destaca que Wellington possui uma longa trajetória na política e que Pivetta ocupa atualmente o comando do Executivo estadual.

“Um é senador e foi deputado, está na política há 30 anos e tem R$ 70 milhões em emendas por ano. O outro foi prefeito e é o governador, com R$ 40 bilhões de orçamento. Eu sou uma médica, empresária e professora que nunca foi candidata”, afirmou.

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Apesar da terceira colocação, a candidata avalia que ainda há espaço para mudanças no cenário eleitoral. Segundo Natasha, uma parcela do eleitorado ainda não está diretamente envolvida com a disputa e deverá começar a definir suas escolhas com o avanço da campanha.

“Quanto mais as pessoas conhecerem minha trajetória e nossas propostas, mais iremos crescer. O eleitor ainda não está envolvido com a eleição”, disse.

Natasha também aposta no início da propaganda eleitoral no rádio e na televisão como uma oportunidade para apresentar suas propostas e ampliar o conhecimento sobre sua candidatura. A médica nunca ocupou cargo eletivo e considera a exposição durante a campanha um fator importante para aproximá-la do eleitor.

Em sua estratégia, a candidata também busca ocupar um espaço entre os eleitores de perfil mais conservador. Terceira colocada na pesquisa, ela defende uma campanha capaz de dialogar com diferentes segmentos e rejeita a divisão do eleitorado entre direita e esquerda.

“Quero dialogar com todos. Chega dessa história de dividir as pessoas”, afirmou.

Natasha chegou a ser oficializada como candidata ao Senado pelo PSB em 2022, mas desistiu da disputa antes da eleição. Agora, estreia na disputa pelo Palácio Paiaguás e tenta transformar o período de campanha em uma oportunidade para ampliar sua presença no eleitorado.

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Ao comentar a disputa, a candidata também fez críticas à atual administração estadual e afirmou que pretende apresentar uma alternativa ao eleitor.

“Com o início da campanha, a TV e o rádio, o eleitor vai comparar e decidir se quer ficar com um Estado que não cuida de ninguém, atolado em corrupção e roubalheira, ou se quer um Mato Grosso diferente, que cuide das pessoas”, declarou.

Pesquisa

A pesquisa Real Time Big Data ouviu 1.600 eleitores de Mato Grosso entre os dias 7 e 11 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Na pesquisa estimulada, Wellington Fagundes aparece com 34%, seguido por Otaviano Pivetta, com 26%, e Natasha Slhessarenko, com 13%. Rafael Milas tem 3% e Sargento Laudicério, 1%. Brancos e nulos somam 12%, enquanto 11% dos entrevistados não souberam ou não responderam.

O levantamento foi contratado pelo próprio Real Time Big Data e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo MT-04560/2026.

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