Política MT

Wilson Santos visita Rosário Oeste e reforça compromisso com pescadores

Publicado em

O deputado estadual Wilson Santos (PSD) reafirma o seu compromisso com os pescadores de Mato Grosso e acompanha de perto os impactos da Lei nº 12.197/2023, conhecida como “Transporte Zero, durante visita ao município de Rosário Oeste, nesta quinta-feira (24), ele se reuniu com representantes da categoria na Colônia de Pescadores e Aquicultores Z-13, ao lado do presidente, Jonas Neves de Campos. O encontro também teve a presença do prefeito Mariano Balbam e do vereador Paulo Augusto, ambos do PSB, e dos secretários municipais de Saúde e Governo, Anderson Rodrigues de Sá e Alexandre Ribeiro de Lucena.

O parlamentar informou aos presentes sobre a Comissão Especial do Observatório da Pesca da Assembleia Legislativa, presidida por ele, que iniciou suas atividades em outubro de 2024. O objetivo é monitorar e compensar os possíveis impactos socioeconômicos da lei vigente, que proíbe por cinco anos o transporte, armazenamento e comercialização de 12 espécies de peixes nos rios do Estado. “Já se passou um ano e meio, e estamos acompanhando os efeitos e consequências da legislação sobre os pescadores profissionais e artesanais, a movimentação de hotéis e pousadas que atraem turistas com a pesca esportiva, e os comerciantes de artigos de pesca. Já estamos organizando, junto com os membros da Comissão, uma visita à colônia de Rosário Oeste para identificar as mudanças no setor provocadas por essa lei e garantir os direitos e o bem-estar dos pescadores”, afirmou.

Leia Também:  Em audiência na Assembleia, Pivetta anuncia Grupo de Trabalho e reabertura do Repesca

O presidente Jonas relatou que a lei do “transporte zero” acabou com a pesca e o turismo em Mato Grosso. “Temos várias reivindicações. Em Rosário Oeste enfrentamos muitas dificuldades. Aqui, há pessoas que sobrevivem da pesca. Enquanto eu estiver aqui, vou representar essa classe. Essa lei tirou o direito do pescador. Com o defeso já era difícil, agora, piorou. Todas as colônias estão enfrentando o mesmo problema. Agradeço a visita. Essa é a nossa triste realidade”, desabafou o pescador.

Na sequência, Wilson Santos agradeceu aos representantes da colônia pelo acolhimento e reconheceu o esforço de Jonas em conduzir a entidade com seriedade, mesmo sem arrecadação suficiente para custear despesas e oferecer a assistência necessária aos pescadores. “O que se pode exigir de uma colônia? Jonas sempre se esforçou ao máximo para defender seus pescadores. Não existe apenas a pesca esportiva, há também a científica, a difusa, a amadora e a profissional. São 16 mil famílias que vivem da pesca profissional em Mato Grosso, nas bacias do Pantanal, Araguaia, Tocantins e da Amazônia Mato-Grossense. Entrei na política para defender os pequenos. Essa é a minha luta. Os pescadores fazem parte disso e eu não os abandonarei. O pescador não quer esmola, ele quer o direito de exercer sua profissão”, ressaltou.

O prefeito Mariano lamentou a forma como a fiscalização tem tratado os pescadores, muitas vezes confundindo-os com predadores. “O pescador é um profissional. Ele tem documentação e exerce sua profissão como eu exerço a minha, como agricultor. Minha fazenda fica a cinco ou seis quilômetros do rio Cuiabá, e o pescador profissional faz uso do rio conforme o seu direito. É preciso olhar para eles com mais sensibilidade. Os pescadores merecem respeito”, afirmou o gestor municipal.

Leia Também:  Juca do Guaraná inicia levantamento de bairros sem asfalto em Cuiabá

O vereador Paulo Augusto, responsável por articular o encontro entre as autoridades políticas e os pescadores, destacou que o momento foi uma oportunidade de reunir aqueles que realmente defendem a categoria. “Wilson Santos é o grande defensor dos pescadores na Assembleia Legislativa. Quero também parabenizar o prefeito, que prontamente se dispôs a estar presente. Podem ter certeza: a partir deste ano, os pescadores terão um novo tratamento. E, se precisarem de apoio, o prefeito Mariano está comprometido em colaborar e promover mudanças para Rosário Oeste”, declarou.

Atualmente, três Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) foram ajuizadas pelos partidos MDB e PSD, além da Confederação Nacional dos Pescadores e Aquicultores (CNPA). As ações apontam que a legislação interfere na competência da União para legislar sobre pesca e transporte de animais, viola direitos fundamentais dos pescadores e impõe restrições desproporcionais, afetando a subsistência das comunidades pesqueiras. O julgamento definitivo ainda está pendente no Supremo Tribunal Federal (STF).

Fonte: ALMT – MT

Advertisement

Política MT

Quase meio bilhão: Wellington mira benefícios fiscais de empresa ligada a Pivetta

Published

on

O candidato ao Governo de Mato Grosso Wellington Fagundes (PL) colocou novamente a política de incentivos fiscais do Estado no centro do debate eleitoral. Durante sabatina realizada na terça-feira (15), na TV Centro América, ele questionou o volume de benefícios tributários registrados para a Natural Pork Alimentos S.A., empresa que mantém ligação empresarial histórica com Otaviano Pivetta (Republicanos).

Segundo levantamento apresentado por Wellington com base em registros oficiais, a empresa acumulou aproximadamente R$ 491,97 milhões em renúncias fiscais entre 2019 e 2025. Os valores registrados passaram de R$ 35,2 milhões em 2019 para R$ 94,23 milhões em 2025.

Durante a sabatina, Wellington afirmou que os números podem ser conferidos nos dados oficiais e chegou a dizer que renunciaria à candidatura caso as informações apresentadas fossem falsas.

“Isso são dados oficiais. Pegue esses dados e confirme. Se isso não for verdade, eu renuncio a minha candidatura”, declarou.

Valores cresceram ao longo dos anos

De acordo com os dados divulgados, os benefícios associados à Natural Pork foram de R$ 35,2 milhões em 2019, R$ 62,38 milhões em 2020, R$ 73,18 milhões em 2021, R$ 74,61 milhões em 2022, R$ 76,39 milhões em 2023, R$ 75,96 milhões em 2024 e R$ 94,23 milhões em 2025. A soma dos valores chega a cerca de R$ 492 milhões.

Leia Também:  Laudicério chora ao lembrar mãe que perdeu a visão enquanto esperava por cirurgia em MT

Os registros apontam que os benefícios estão relacionados principalmente ao Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic), além de tratamentos tributários previstos no RICMS. Em 2025, segundo os dados apresentados, R$ 80,67 milhões estavam relacionados ao Prodeic e R$ 13,55 milhões ao RICMS.

A Natural Pork aparece nos registros estaduais com o CNPJ 17.356.474/0001-73 e a inscrição estadual 13.478.757-9.

Relação com Pivetta

A ligação empresarial de Pivetta com o empreendimento é anterior à sua entrada na política estadual. Segundo informações divulgadas sobre o caso, ele foi presidente da Intercoop, estrutura que posteriormente passou a operar como Natural Pork Alimentos.

Em 2022, durante o registro de sua candidatura, Pivetta declarou participação na Natural Pork à Justiça Eleitoral. Também declarou ações da Ideal Pork e valores a receber da empresa.

A existência de participação ou vínculo empresarial, contudo, não significa, por si só, irregularidade na concessão dos benefícios fiscais. Os incentivos são programas previstos na legislação estadual e podem ser concedidos a empresas que atendam aos critérios estabelecidos.

Leia Também:  Comissão de Infraestrutura aprecia 19 projetos em reunião ordinária

Debate envolve bilhões em incentivos

A Natural Pork foi citada por Wellington dentro de uma discussão mais ampla sobre a concentração dos incentivos fiscais em Mato Grosso.

Dados referentes a 2023 apontam que 30 beneficiários concentraram R$ 4,6 bilhões em renúncias, equivalentes a 43,3% do total registrado naquele ano. Os dez maiores beneficiários concentraram aproximadamente R$ 2,9 bilhões.

No período de 2019 a 2025, levantamentos baseados em dados do TCE-MT apontam crescimento da renúncia fiscal anual de R$ 3,42 bilhões para R$ 15,6 bilhões. O acumulado no período chega a aproximadamente R$ 65,5 bilhões.

Wellington defende a manutenção dos incentivos para empresas que investem, industrializam e geram empregos, mas propõe ampliar o acesso aos benefícios para pequenos e médios empresários, cooperativas e produtores.

O candidato também afirma que pretende cobrar critérios mais claros sobre os benefícios concedidos e o retorno gerado em investimentos, empregos e desenvolvimento econômico.

A Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), por sua vez, defendeu a manutenção dos programas de incentivos e afirmou que eles ajudam a compensar custos adicionais de produção no Estado.

Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA