POLÍTICA NACIONAL

PF encontra diálogos de Lulinha com empresária investigada no caso do INSS

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Novas informações obtidas pela Polícia Federal ampliaram a apuração sobre a relação entre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, a empresária Roberta Luchsinger e Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Mensagens apreendidas durante a investigação mostram conversas entre Lulinha e Roberta sobre negócios, articulações e reuniões com pessoas que ocupavam posições estratégicas no governo federal.

Entre os diálogos está uma conversa de 22 de março de 2024 na qual Roberta afirma que os dois atuavam em um nível diferenciado e menciona a Suíça como perspectiva para o futuro. Na mesma troca de mensagens, segundo o material divulgado, Lulinha relata participação em reuniões com Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, e Swedenberger Barbosa, então secretário-executivo do Ministério da Saúde.

Os novos elementos passaram a ser analisados no contexto da investigação sobre o esquema de descontos associativos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS. A Operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União, apura um esquema que teria movimentado bilhões de reais entre 2019 e 2024.

A PF também investiga a atuação de Roberta Luchsinger, apontada como uma das conexões entre Lulinha e o Careca do INSS. Segundo documentos já apresentados no âmbito da CPMI, a empresária teria recebido R$ 1,5 milhão de empresas ligadas a Antunes. Em uma das mensagens analisadas pelos investigadores, o lobista teria determinado o pagamento de R$ 300 mil a uma empresa ligada a Roberta e, ao ser questionado sobre o destinatário, utilizado a expressão “filho do rapaz”. A PF passou a investigar se a referência seria a Lulinha.

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Outro ponto que entrou no radar dos investigadores são viagens internacionais realizadas em 2024. Documentos apresentados à CPMI apontam pelo menos três ocasiões em que Lulinha, Roberta e Antunes estiveram na Península Ibérica, incluindo períodos em Lisboa e Madri. Em uma das viagens, Lulinha e Roberta viajaram juntos de Guarulhos para Lisboa, em junho daquele ano.

A defesa de Lulinha nega participação em negociações ou irregularidades. Segundo os advogados, ele foi convidado por Antunes para conhecer um projeto relacionado à produção de medicamentos à base de canabidiol durante uma viagem a Portugal, mas não teria participado de negociações, investido recursos ou recebido proposta de sociedade no empreendimento.

Roberta Luchsinger também nega irregularidades. Em depoimento à Polícia Federal, prestado em maio, ela afirmou que os recursos recebidos de Antunes estavam relacionados a um projeto de regulamentação do mercado de canabidiol e negou que Lulinha tivesse prestado serviços ou recebido valores relacionados à contratação.

 

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A investigação ganhou ainda uma dimensão política após a CPMI do INSS aprovar o indiciamento de Lulinha. Documentos apresentados no Congresso sustentam que os investigadores encontraram indícios de possível atuação como facilitador de acesso a instâncias governamentais e levantam a hipótese de sociedade oculta com Antunes. Essas conclusões, porém, fazem parte das alegações e linhas investigativas da comissão e ainda estão sujeitas à análise das autoridades competentes.

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A situação de Lulinha também chegou ao Supremo Tribunal Federal. A Polícia Federal havia solicitado a quebra de seus sigilos bancário, fiscal e telemático, medida autorizada pelo ministro André Mendonça. Posteriormente, o ministro Flávio Dino suspendeu a quebra de sigilo aprovada pela CPMI, enquanto informações financeiras relacionadas ao caso já haviam sido divulgadas.

Com as novas mensagens, a investigação passa a analisar não apenas possíveis vínculos financeiros, mas também o conteúdo das conversas e a eventual atuação de pessoas próximas ao governo em reuniões e tratativas de interesse empresarial. Até o momento, contudo, não há condenação de Lulinha e as apurações sobre sua eventual participação no esquema continuam em andamento.

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POLÍTICA NACIONAL

Flávio Bolsonaro lança campanha à Presidência em Copacabana com discurso centrado na família e no legado de Jair Bolsonaro

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O senador Flávio Bolsonaro (PL) lançou oficialmente neste domingo (16) sua candidatura à Presidência da República em um ato realizado na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. Em um discurso marcado por referências ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, o candidato buscou reforçar a continuidade do projeto político associado ao sobrenome Bolsonaro e apresentou propostas voltadas principalmente à economia, segurança pública e valores familiares.

Durante o evento, Flávio afirmou reconhecer o peso de carregar o nome do ex-presidente na disputa nacional e disse estar preparado para enfrentar os adversários. Em diferentes momentos, o público foi chamado a homenagear Jair Bolsonaro, com manifestações de apoio ao ex-presidente.

Uma gravação com uma mensagem de Jair Bolsonaro foi reproduzida durante o ato. O momento também foi marcado pela participação de Fernanda Bolsonaro, mulher de Flávio, que escreveu nas costas da camisa do candidato a frase “o Brasil vai vencer”. Ao subir ao palco, ela relacionou a participação feminina à defesa da família.

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“Quando as mulheres vencem, a família vence. E o Brasil vai vencer”, afirmou.

Flávio também direcionou críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), principal adversário citado durante o discurso. O senador classificou a gestão petista como responsável pelo aumento do custo de vida e apresentou sua candidatura como alternativa ao atual governo.

Na área econômica, Flávio prometeu reduzir impostos e a burocracia. Na segurança pública, defendeu medidas mais rigorosas, incluindo a redução da maioridade penal. O candidato também mencionou os índices de feminicídio ao abordar a segurança das mulheres.

O discurso foi acompanhado por referências a temas que fazem parte da agenda política do bolsonarismo, como liberdade, segurança, família e críticas ao Supremo Tribunal Federal.

O ato contou com a presença de integrantes do PL e aliados da campanha, entre eles o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), escolhido como vice na chapa, e o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha. Também participaram candidatos do partido ao governo e ao Senado pelo Rio de Janeiro, como Douglas Ruas, Carlos Portinho e Carlos Jordy.

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O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, declarou apoio à composição da chapa e afirmou que o partido pretende realizar uma ampla mobilização durante a campanha.

A família também teve papel de destaque no lançamento. A mãe de Flávio, Rogéria Bolsonaro, candidata a deputada federal pelo PL no Rio de Janeiro, discursou antes do filho e defendeu a construção de um governo que, segundo ela, seja forte para enfrentar os problemas do país.

Michelle Bolsonaro não participou do evento. Segundo a organização, a ex-primeira-dama, que é candidata ao Senado pelo Distrito Federal, permaneceu em Brasília em razão dos cuidados com Jair Bolsonaro, além de compromissos relacionados à própria campanha.

Realizado em um dos principais pontos de mobilização do bolsonarismo no Rio de Janeiro, o lançamento marcou o início oficial da corrida de Flávio Bolsonaro ao Palácio do Planalto. O candidato deverá agora ampliar a agenda nacional e buscar consolidar seu nome junto ao eleitorado durante a campanha.

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