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Nelson Ferreira e Beny Godoy aparecem no radar do eleitor na corrida ao Senado por MT pelo AGIR 36

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Em uma disputa pelo Senado ainda marcada por alto índice de eleitores sem decisão definida, o AGIR 36 tenta construir um espaço próprio no campo da direita em Mato Grosso. A legenda lançou dois candidatos ao Senado, Professor Nelson Ferreira e Beny Godoy, e vem se apresentando como uma alternativa aos grupos políticos tradicionais.

No levantamento da PercentBrasil apresentado no gráfico, que considera a média entre a primeira e a segunda opção de voto, Nelson Ferreira aparece com 1,2%, enquanto Beny Godoy registra 0,4%. Os dois nomes somam 1,6% das intenções nesse recorte da pesquisa.

O resultado coloca Nelson à frente de Beny dentro da chapa do AGIR 36 e mostra que a legenda já possui dois nomes identificados pelo eleitorado na corrida por uma das duas cadeiras que Mato Grosso escolherá para o Senado em 2026.

A estratégia do partido é ocupar um espaço que considera ainda aberto no eleitorado mato-grossense. Em sua movimentação para as eleições, o AGIR reforçou uma identidade voltada ao eleitorado de direita e apostou em candidaturas próprias, incluindo Nelson Ferreira e Beny Godoy para o Senado e o sargento Laudicério Machado para o Governo do Estado.

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A presença de dois candidatos da mesma legenda também diferencia o AGIR de partidos que concentraram sua estratégia em apenas um nome para o Senado. A escolha foi formalizada na convenção estadual realizada em Cuiabá, quando o partido também apresentou candidaturas proporcionais e definiu sua chapa majoritária.

No cenário apresentado pelo levantamento, a liderança é de Mauro Mendes, com 20%, seguido por Janaina Riva, com 18,9%. José Medeiros aparece com 9,3%, Carlos Fávaro com 9,1% e Pedro Taques com 7,3%. Entre os demais candidatos, Antônio Galvan tem 3%, Nelson Ferreira 1,2%, Coronel Darwin 1,1%, Margareth Buzetti 0,9% e Beny Godoy 0,4%.

Mais importante do que os percentuais dos candidatos que aparecem na parte superior da tabela é o tamanho do eleitorado que ainda não escolheu um nome. O próprio gráfico registra 22,1% de eleitores que não souberam ou não responderam e outros 4,7% que declararam voto nulo ou branco. É nesse espaço de indefinição que candidaturas com menor percentual podem tentar crescer durante a campanha.

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Para o AGIR 36, a presença de Nelson Ferreira e Beny Godoy representa também uma tentativa de consolidar a legenda como uma opção própria dentro da direita mato-grossense, sem depender exclusivamente dos nomes mais conhecidos da política estadual.

A disputa, porém, ainda está aberta. O levantamento retrata o momento em que a pesquisa foi realizada e não representa uma previsão do resultado eleitoral. Com dois nomes no páreo, o desafio do AGIR será transformar a presença registrada na pesquisa em reconhecimento, intenção de voto e competitividade ao longo da campanha.

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Júlio Campos detona campanha de Wellington e diz que desorganização pode entregar eleição

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Uma crítica pública feita pelo deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) expôs insatisfação com a estrutura da campanha do senador Wellington Fagundes (PL) ao Governo de Mato Grosso. Integrante da coordenação da candidatura, Júlio classificou a situação como uma “pobreza de lascar” e afirmou que a falta de organização pode comprometer o desempenho do candidato.

A declaração foi publicada em um comentário nas redes sociais. Segundo o deputado, o comitê de Wellington ainda não teria conseguido estruturar adequadamente a campanha e estaria sem material básico para distribuição aos eleitores.

“Até hoje o comitê de Wellington 22 não organizou a campanha, e não tem material. A pobreza está de lascar. Está entregando a vitória por falta de organização, está vergonhoso. Acorda, WF!”, escreveu Júlio.

A manifestação chama atenção porque parte de um aliado que atualmente participa da coordenação da própria campanha de Wellington.

Crítica vem após repasse de quase R$ 5 milhões

A cobrança também ocorre poucos dias depois de o Partido Liberal transferir quase R$ 5 milhões para a candidatura de Wellington Fagundes.

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O volume de recursos torna ainda mais contundente a reclamação sobre a falta de material e estrutura apontada pelo deputado. Para Júlio, o problema não estaria necessariamente na ausência de recursos, mas na organização e na capacidade de transformar a estrutura disponível em uma campanha efetiva nas ruas.

Júlio rompeu com grupo do próprio partido

A presença de Júlio Campos na coordenação de Wellington ocorre depois de uma mudança no cenário político dentro do União Brasil.

O deputado deixou de apoiar a candidatura de seu próprio partido após seu irmão, o senador Jayme Campos, ser derrotado nas convenções partidárias.

A escolha aproximou Júlio do projeto de Wellington e fez com que ele passasse a integrar a articulação da campanha do candidato do PL.

A cobrança pública, portanto, expõe uma situação incomum: um integrante da própria coordenação eleitoral apontando falhas na condução da campanha e cobrando uma reação imediata.

A frase “Acorda, WF!” resume o tom do recado. Para Júlio, mais do que uma questão administrativa, a falta de organização pode ter consequência diretamente eleitoral.

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Em uma disputa pelo Governo do Estado, em que estrutura de rua, material de campanha, comunicação e presença nos municípios pesam na construção de votos, a crítica coloca em

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