POLÍTICA NACIONAL

Comissão da Confederação do Equador apresenta relatório final nesta quarta-feira

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A comissão temporária em comemoração aos 200 anos da Confederação do Equador fará nesta quarta-feira (9), às 14h, a apresentação do relatório final e encerramento dos trabalhos. O documento, que também será analisado e votado, deve expor resultados e entregar conclusões das atividades realizadas.

Presidida pela senadora Teresa Leitão (PT-PE), a comissão foi instalada em dezembro de 2023 com a finalidade de planejar e coordenar as atividades de comemoração dos 200 anos da Confederação do Equador. Desde então, o órgão parlamentar participou de uma série de audiências públicas, cerimônias e encontros, tanto em Brasília quanto nos estados do Ceará, Pernambuco e Paraíba, regiões que foram o epicentro da Confederação.

A comissão (CTI200CONFEQ) promoveu encontros com representantes de secretarias estaduais, institutos científicos, universidades, assembleias legislativas e autoridades governamentais dos estados nordestinos. Além disso, foram realizados debates e parcerias com instituições de ensino e de preservação histórica, buscando aprofundar o estudo de documentos antigos e disseminar o conhecimento sobre o movimento de 1824 entre a sociedade.

A mesa é composta por outros quatro senadores titulares: Humberto Costa (PT-PE), Fernando Dueire (MDB-PE), Jussara Lima (PSD-PI) e Efraim Filho (União-PB).

Realizações

Entre os principais feitos durante o período de atuação da comissão está a produção do documentário seriado “Uma Outra Independência”, pela TV Senado. O primeiro episódio, “Um herói sem rosto”, narra a revolta que aconteceu no Nordeste contra a monarquia de Dom Pedro I e os ideais republicanos de Frei Caneca, um de seus principais líderes. Já o segundo, “Outras Terras, Outras Gentes”, abrange províncias e grupos invisibilizados que também se envolveram na Confederação do Equador.

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“Assim como na Revolução Pernambucana de 1817, mulheres, negros, indígenas e maçons também atuaram no movimento, ainda que esta participação tenha sido invisibilizada em nossa memória histórica”, introduz o filme.

Além disso, outras iniciativas foram desempenhadas pela comissão para divulgação do movimento histórico:

Encerrando os eventos comemorativos, a comissão promoveu sessão especial em celebração aos 200 anos da Confederação do Equador, onde destacaram a influência do movimento sobre a história e a política brasileiras. Participaram da solenidade o defensor público-geral da União, George Félix Cabral de Souza, o diplomata e autor de um dos seis livros a serem publicados, André Heráclio do Rêgo, e os professores de história na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e na Universidade Federal do Piauí (UFPI), Leonardo Cardoso de Magalhães e Johny Santana de Araújo, respectivamente. 

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História

A Confederação do Equador foi um movimento  de caráter republicano e constitucionalista iniciado em julho de 1824, em Pernambuco, que depois se espalhou para outras “províncias” nordestinas, como Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará. Como reação ao autoritarismo monárquico do então imperador Dom Pedro I, a revolução surgiu em defesa da autonomia das províncias e do federalismo, ou seja, que as funções estatais fossem compartilhadas entre os governos central e regionais.

Apesar do apoio popular, a revolta foi reprimida e dissolvida pelas tropas imperiais entre 1824 e 1825, resultando na prisão e execução dos principais líderes do movimento, incluindo Frei Caneca.

Ainda assim, a Confederação do Equador é, ainda hoje, considerada um marco importante na história do Brasil como um dos primeiros movimentos em defesa do federalismo.

Lúrya Rocha, sob supervisão de Patrícia Oliveira.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Nunes Marques restabelece filiação de Flávio Bolsonaro ao PL

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Às vésperas do prazo final para o registro de candidaturas, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou nesta quinta-feira (13) o restabelecimento da filiação do senador Flávio Bolsonaro ao Partido Liberal (PL). A decisão ocorre após o nome do parlamentar aparecer como filiado ao Partido Missão no sistema da Justiça Eleitoral, justamente no período em que ele busca registrar sua candidatura à Presidência da República.

A medida foi tomada a pedido do próprio PL. Na decisão, Nunes Marques considerou que a filiação partidária é uma condição necessária para que o cidadão possa disputar uma eleição e destacou que o vínculo não poderia ser alterado sem a manifestação de vontade do filiado.

Segundo o ministro, documentos apresentados no processo comprovam que Flávio Bolsonaro mantém vínculo com o PL desde 30 de novembro de 2021. Uma certidão da Justiça Eleitoral, citada na decisão, apontaria a regularidade e a exclusividade da filiação do senador à legenda.

Nunes Marques também considerou incompatível com as circunstâncias do caso a hipótese de uma mudança voluntária de partido. Flávio é apresentado publicamente como pré-candidato do PL à Presidência, enquanto o Missão já possui Renan Santos como nome lançado para a disputa ao Palácio do Planalto.

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A decisão ocorreu no mesmo dia em que o presidente do TSE determinou a abertura de investigação para apurar como a filiação ao Missão foi registrada. De acordo com o tribunal, não houve invasão ou ataque hacker ao sistema da Justiça Eleitoral. A suspeita é de uso indevido das credenciais de acesso de alguém autorizado a realizar filiações em nome do partido.

O caso também deverá ser encaminhado à Procuradoria-Geral Eleitoral para as providências cabíveis, enquanto a Polícia Federal investigará as circunstâncias do registro.

Em nota, o Missão afirmou ter sido alvo de uma tentativa de filiação fraudulenta e informou que já havia comunicado o gabinete de Flávio Bolsonaro sobre as tentativas de inclusão do senador no quadro partidário desde o dia 2 de agosto.

O partido também declarou que pretende colaborar com as investigações e disponibilizar informações técnicas, como registros de acesso, e-mails e endereços de IP, para ajudar na identificação dos responsáveis.

Com a decisão do TSE, Flávio Bolsonaro volta a ter oficialmente o PL como partido de filiação, afastando, neste momento, um dos obstáculos para o registro de sua candidatura à Presidência da República.

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