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Comissão de Meio Ambiente aprova regulamentação do entorno do Lago de Manso

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A Comissão de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Recursos Minerais aprovou, nesta terça-feira (2), o substitutivo integral 02 ao Projeto de Lei 1983/2024, durante a quarta reunião extraordinária. A proposta estabelece regras para a cota máxima de operação e disciplina a faixa de ocupação no entorno do Reservatório do Manso.

O deputado Gilberto Cattani (PL), que presidiu a reunião da Comissão de Meio Ambiente, destacou que dois projetos foram pautados, mas apenas um foi votado. Segundo ele, o deputado Dilmar Dal Bosco (União) pediu vista do Projeto de Lei 1613/2024 apresentado pelo deputado Valdir Barranco (PT), que trata da realização de aceiros na faixa de domínio das rodovias estaduais.

Foto: Luciano Campbell/ALMT

“Essa proposta que trata de domínio do Estado pode gerar despesas ao governo. Já o outro projeto votado e aprovado, de autoria do deputado Elizeu Nascimento (PL), trata das delimitações de reserva no entorno do Lago do Manso, que atende uma antiga demanda dos moradores da região”, afirmou Cattani.

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O deputado Dal Bosco, que foi relator desse projeto de lei, disse que a proposta estabelece regras claras para o uso e ocupação do entorno do Reservatório do Manso, conciliando interesses ambientais, turísticos e da população ribeirinha.

“A medida garante segurança jurídica aos moradores que já ocupam a área há décadas, ao mesmo tempo em que define novos critérios para futuras instalações, prevendo distanciamentos de até 30 metros e restrições mais rígidas em locais ainda não ocupados”, afirmou Dal Bosco.

Ele destacou ainda que a proposta permitirá o fortalecimento da agricultura familiar, da pesca artesanal e comercial, da piscicultura em tanques-rede e do turismo, fomentando renda e desenvolvimento sustentável para a região.

“O projeto abre espaço para novos usos, como a criação de Sítios Pesqueiros, que poderão ser implantados pelas prefeituras de municípios como Brasilândia e Chapada dos Guimarães. Isso permite a conciliar à manutenção dos negócios existentes com a promoção do turismo e da pesca esportiva, fortalecendo a economia local e atraindo visitantes para a região”, explicou Dal Bosco.

O deputado Elizeu Nascimento destacou que há um estudo financiado pelos moradores da região que prevê a soltura de alevinos no Lago de Manso. Segundo ele, a pesquisa se baseia em projetos já aplicados em Minas Gerais e reforça a necessidade de repovoamento do reservatório.

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O parlamentar criticou a atuação de Furnas, afirmando que a “empresa não cumpre a legislação vigente e que, sem peixes, não há como viabilizar o funcionamento do Sítio Pesqueiro. O que falta é Furnas cumprir as leis já existentes e não se omitir”, ressaltou Nascimento.

Fonte: ALMT – MT

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Disputa ao Senado tem Mauro Mendes com 20%, Janaina com 18,9% e 22,1% de indecisos

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A corrida por duas vagas ao Senado por Mato Grosso ainda apresenta um cenário aberto, com os principais nomes concentrando as maiores intenções de voto, mas com uma parcela expressiva do eleitorado sem candidato definido. É o que mostra o levantamento da PercentBrasil, no cenário estimulado que considera a soma e a média da primeira e da segunda opção de voto.

O ex-governador Mauro Mendes, do União Brasil, aparece na primeira colocação, com 20% das intenções. Na sequência está a deputada estadual Janaina Riva, do MDB, com 18,9%. A diferença entre os dois é de 1,1 ponto percentual, indicando uma disputa concentrada na parte superior da tabela.

José Medeiros, do PL, aparece com 9,3%, seguido pelo ministro Carlos Fávaro, do PSD, com 9,1%. O ex-governador Pedro Taques, do PSB, registra 7,3%.

Na sequência aparecem Antonio Galvan, do Avante, com 3%, Professor Nelson Ferreira, do AGIR 36, com 1,2%, Coronel Darwin, do Democrata, com 1,1%, Margareth Buzetti, do PP, com 0,9%, e Beny Godoy, também do AGIR 36, com 0,4%.

O levantamento chama atenção especialmente pela presença de dois nomes do AGIR 36 no cenário. Professor Nelson Ferreira aparece à frente de Beny Godoy, mas ambos colocam a legenda na disputa e ampliam a representação de uma corrente política que busca se consolidar no campo da direita em Mato Grosso.

O AGIR 36 tem procurado se apresentar como uma legenda alinhada à chamada “verdadeira direita”, defendendo uma atuação política mais identificada com pautas conservadoras, liberdade econômica, empreendedorismo, combate à corrupção e redução do tamanho do Estado. A presença de dois candidatos ao Senado permite ao partido disputar espaço dentro de um eleitorado que também é cobiçado por siglas maiores.

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Indecisão ainda domina o eleitorado

Apesar da liderança dos principais candidatos, o dado que mais chama atenção na pesquisa é o tamanho do eleitorado que ainda não definiu sua escolha.

22,1% aparecem como NS/Indeciso, enquanto 4,7% declararam voto nulo ou branco e outros 2% não responderam. Somados, esses grupos representam 28,8% do eleitorado no cenário apresentado.

Na prática, quase três em cada dez entrevistados ainda não estão posicionados de maneira definitiva entre os nomes apresentados. Esse contingente pode ser decisivo para a definição das duas cadeiras que estarão em disputa.

O resultado também mostra que existe uma distância considerável entre os candidatos que lideram e aqueles que ainda buscam ampliar sua presença eleitoral. Mauro Mendes e Janaina Riva, juntos, somam 38,9%, enquanto José Medeiros, Carlos Fávaro e Pedro Taques aparecem em um segundo bloco, todos acima dos 7%.

Já os demais candidatos precisam transformar conhecimento, exposição e estrutura de campanha em crescimento efetivo nas intenções de voto.

Nelson Ferreira e frente de Beny Godoy, ambos do AGIR 36

AGIR busca espaço em uma disputa dominada por nomes conhecidos

A presença de Nelson Ferreira e Beny Godoy ganha importância justamente por ocorrer em um cenário de elevada fragmentação entre os candidatos que aparecem abaixo dos líderes.

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Nelson registra 1,2%, enquanto Beny aparece com 0,4%. Embora os números ainda sejam modestos, o resultado coloca os dois nomes do AGIR 36 no radar da disputa e mostra que a legenda conseguiu inserir seus candidatos em um levantamento que reúne nomes com trajetória política e exposição eleitoral significativamente maiores.

Para o partido, o desafio passa agora por ampliar o conhecimento dos candidatos junto ao eleitorado e transformar a identidade ideológica da legenda em votos. Em uma eleição com duas vagas e quase 29% dos entrevistados ainda sem definição, existe um eleitorado considerável que poderá alterar o desenho da disputa ao longo da campanha.

A pesquisa, portanto, não deve ser interpretada como previsão de resultado, mas como uma fotografia do momento eleitoral. O levantamento mostra Mauro Mendes na liderança, Janaina Riva próxima, um segundo grupo formado por Medeiros, Fávaro e Taques e uma grande faixa de eleitores ainda disponível para ser conquistada.

Nesse cenário, a presença de dois candidatos do AGIR 36, partido que reivindica para si o posicionamento de verdadeira direita, representa uma tentativa da legenda de ocupar um espaço próprio na eleição para o Senado e disputar o voto conservador com candidaturas de partidos mais tradicionais.

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