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ALMT consolida políticas públicas e fortalece protagonismo feminino no esporte

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O Dia Internacional da Mulher, celebrado neste domingo, 8 de março, é mais do que flores e homenagens. A data convida à reflexão sobre direitos, oportunidades e espaços de destaque. Na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), esse compromisso se materializa em leis e projetos que ampliam a presença feminina no esporte e fortalecem políticas públicas voltadas à igualdade de oportunidades.

O cenário nacional demonstra avanço. Estudos recentes apontam crescimento do interesse das mulheres pela prática de atividades físicas desde 2020. Além disso, pela primeira vez na história dos Jogos Olímpicos, as mulheres foram maioria na delegação brasileira em Paris, ocupando 55% das vagas: reflexo de um processo contínuo de fortalecimento do esporte feminino no país.

Em Mato Grosso, esse movimento encontra respaldo em iniciativas aprovadas pelo Parlamento estadual. A Lei nº 11.553/2021, de autoria do deputado Paulo Araújo (PP), criou o Programa de Incentivo à Prática de Futebol Feminino no Estado. Na avaliação do parlamentar, a legislação representa uma política pública de importante alcance social.

Ana Carolina Duarte, atleta paralímpica de Goalball.

Ana Carolina Duarte, atleta paralímpica de Goalball.

Foto: Douglas Magno/CPB/Exemplus

“A Lei nº 11.553, de nossa autoria, é mais do que um incentivo ao esporte, é um instrumento de transformação social. O futebol feminino garante oportunidade, autoestima e protagonismo às nossas meninas e mulheres. Nosso compromisso é assegurar espaço, respeito e investimento para que elas ocupem todos os campos que desejarem, dentro e fora do esporte”, enfatizou.

Já a Lei nº 11.734/2022, proposta pelo deputado Carlos Avallone (PSDB), instituiu o Programa Mato Grosso Série A, garantindo apoio financeiro também às equipes femininas que disputam competições nacionais. Segundo o parlamentar, o projeto original encaminhado pelo Executivo previa aportes apenas para as equipes masculinas.

“Com a mudança promovida por meio da nossa Lei nº 11.734/2022, as equipes femininas puderam investir e fortalecer seus elencos. A nova legislação fez justiça às mulheres, que já vinham apresentando rendimento expressivo em todas as categorias do futebol e precisavam de apoio. Por isso asseguramos às mulheres o mesmo incentivo financeiro dado pelo governo do Estado aos homens”, destacou.

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Avallone afirmou ainda que a medida foi fundamental para o fortalecimento de equipes locais, como as “Tigresas” do Mixto Esporte Clube, que conquistaram o primeiro título nacional de uma equipe mato-grossense, a Série A3, de forma invicta, avançaram à Série A2 e, neste ano, disputam a Série A1, a elite do futebol brasileiro feminino. “Este é um projeto que realmente mudou a realidade do segmento esportivo, estabelecendo a igualdade de gênero no futebol”, declarou.

O reflexo dessas políticas é visível no Mixto, que disputa a Série A do Campeonato Brasileiro Feminino e se tornou o único representante de Mato Grosso e da região Centro-Oeste na elite nacional, tanto no feminino quanto no masculino.

Recém-chegada ao clube, Andressa Anjos, 26 anos, iniciou no futebol em um projeto social criado pelo pai, em Mogi das Cruzes (SP). Até os 14 anos, jogava com meninos, mas precisou migrar para o feminino por falta de competições mistas. “Ter incentivo nas escolas e apoio financeiro aos clubes é algo sensacional. É na iniciação que se formam atletas. Se todos os estados tivessem políticas assim, o futebol feminino estaria em outro patamar”, afirmou.

A meio-campista Isabela Mello também reforça o elenco do Mixto nesta temporada. Ela começou aos 12 anos em um projeto social voltado a crianças em situação de vulnerabilidade e se profissionalizou aos 15 pelo Atlético Mineiro. “Já passou da hora de esperar resultados para depois apoiar. É preciso primeiro oferecer condições de trabalho e incentivo. O Mixto é reflexo disso. Com apoio, os resultados aparecem”, frisou.

Outro avanço importante foi a Lei nº 12.315/2023, de autoria do deputado Fábio Tardin – Fabinho (PSB), que garante às atletas, paratletas, atletas-guia e técnicas a manutenção do benefício do Projeto Olimpus desde a confirmação da gravidez até 180 dias após o parto.

Para Tardin, a iniciativa assegura proteção e respeito às mulheres no esporte. “Garantir o amparo às mulheres no esporte, especialmente durante a maternidade, é uma questão de justiça e de respeito à trajetória dessas atletas. A lei assegura que gestantes e mães continuem recebendo o benefício desde a confirmação da gravidez até 180 dias após o parto, evitando que precisem escolher entre a carreira esportiva e a maternidade. Nosso objetivo é fortalecer políticas públicas que reconheçam a importância da mulher no esporte e garantam condições reais para que elas sigam representando Mato Grosso com dignidade e segurança”, ressaltou.

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A paratleta de goalball do Instituto dos Cegos de Mato Grosso Ana Carolina Duarte iniciou no esporte paralímpico aos 13 anos, após adquirir deficiência visual aos 12. Convocada para a seleção brasileira em 2004, participou das Paralimpíadas de Atenas e construiu trajetória no alto rendimento. Em 2021, mudou-se para Mato Grosso para fomentar o paradesporto e passou a integrar o programa Bolsa Atleta estadual. Durante a gravidez do filho Matheus, continuou recebendo o benefício assegurado pela Lei nº 12.315/2023.

“A escolha de engravidar é desafiadora para qualquer atleta. Ter essa segurança fez toda a diferença. Foi uma visão importante do Estado garantir esse amparo às mulheres”, afirmou.

Experiência nacional – A ex-jogadora de basquete Magic Paula, que esteve em Cuiabá na semana passada, destacou que o crescimento do esporte feminino é resultado de políticas estruturadas e investimento contínuo. “Observamos um progresso significativo no esporte feminino. A presença expressiva das mulheres em delegações olímpicas é resultado de um trabalho construído ao longo do tempo”, declarou.

Projetos de Lei em tramitação na ALMT:

Projeto de Lei nº 816/2023 – Fábio Tardin – (PSB) – Institui a Política Estadual de apoio e incentivo à mulher no esporte e dá outras providências.

Projeto de Lei nº 377/2025 – Wilson Santos – (PSD) – Dispõe sobre a valorização e reconhecimento das mulheres praticantes de artes marciais e o fomento à defesa pessoal para mulheres no âmbito do Estado de Mato Grosso.

Fonte: ALMT – MT

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Prêmio ALMT de Jornalismo busca revelar histórias e personagens de todo Mato Grosso

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A segunda edição do Prêmio ALMT de Jornalismo – Troféu Parlamento reforça seu caráter estadual ao incentivar a participação de profissionais da comunicação de todas as regiões de Mato Grosso. A premiação, promovida pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), busca reconhecer trabalhos que retratem a relação entre a atividade parlamentar e o cotidiano da população.

Com o tema “Onde a lei nasce, a cidadania cresce”, a edição deste ano convida jornalistas, radialistas, fotojornalistas e estudantes a produzirem conteúdos que mostrem como as ações do Poder Legislativo influenciam a vida dos mato-grossenses. A proposta é destacar histórias que revelam os desafios, avanços e transformações vividos em diferentes regiões do estado, demonstrando como a atuação parlamentar está presente no cotidiano da população.

Ao reunir profissionais de diferentes regiões em uma mesma premiação, o Troféu Parlamento reforça que boas histórias podem surgir em qualquer município mato-grossense e que o jornalismo desempenha papel fundamental na construção da cidadania e na aproximação entre a população e o Poder Legislativo.

Para o secretário-geral do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT), Sergio Roberto Reichert, morador de Tangará da Serra, a premiação cumpre um papel importante ao reconhecer profissionais que atuam em todas as regiões do estado.

“Mato Grosso é um estado de dimensões continentais e grande parte da sua força econômica está no interior. Quando uma premiação valoriza jornalistas de diferentes municípios, ela também amplia a visibilidade de pautas que muitas vezes nascem longe dos grandes centros, mas que têm relevância para todo o estado”, destacou.

Foto: EQUIPE CRIAÇÃO/ALMT

Segundo Reichert, o prêmio também contribui para fortalecer a pluralidade do jornalismo mato-grossense.

“Existem excelentes profissionais produzindo conteúdo de qualidade em todas as regiões. Uma premiação estadual permite que esses trabalhos ganhem mais visibilidade e demonstra que o bom jornalismo está presente em todo Mato Grosso”, afirmou.

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O representante do Sindjor destacou ainda o papel dos jornalistas do interior na aproximação da população com os debates realizados na Assembleia Legislativa.

“Quando o jornalista conecta as demandas locais às discussões estaduais, ele cria uma ponte entre a população e os tomadores de decisão. Em um estado com as dimensões de Mato Grosso, esse trabalho é fundamental para que as diferentes realidades regionais sejam conhecidas e debatidas”, observou.

A importância da participação de profissionais do interior também pode ser percebida entre os vencedores da primeira edição do Troféu Parlamento. Moradora de Nova Mutum, a jornalista Elissa Neves conquistou o terceiro lugar na categoria Telejornalismo com a reportagem “Assembleia Legislativa e Pontal do Marape: a união do Parlamento e do campo traz segurança e transforma sonhos em realidade”.

Para ela, o reconhecimento demonstrou que é possível produzir conteúdo competitivo e de qualidade fora da capital. “Conquistar o prêmio atuando no interior teve um significado muito especial. Foi o reconhecimento de um trabalho desenvolvido diariamente e uma valorização do papel da imprensa regional na cobertura de temas de interesse público”, afirmou.

Segundo Elissa, a premiação também ampliou a visibilidade do seu trabalho e fortaleceu a credibilidade do jornalismo produzido nos municípios. “O prêmio mostrou que a dedicação à produção de conteúdo de qualidade é percebida e valorizada, independentemente da região onde o jornalista atua”, disse.

Ela acredita que o reconhecimento conquistado por profissionais de diferentes cidades ajuda a fortalecer toda a imprensa do interior. “Existem jornalistas comprometidos e produzindo coberturas relevantes em diversas regiões do estado. Quando esse trabalho é reconhecido, ele incentiva outros profissionais e valoriza a diversidade do jornalismo mato-grossense”, acrescentou.

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Outro exemplo vem de Tangará da Serra. O estudante Alexandre Cardoso conquistou o terceiro lugar na categoria Universitário com o trabalho “O apoio da ALMT ao curso de Jornalismo da Unemat”. Para ele, a conquista representou uma demonstração do potencial dos estudantes do interior.

“Vencer mostrou que somos capazes de produzir trabalhos com a mesma qualidade e profissionalismo. Foi uma oportunidade de demonstrar a força dos alunos de Jornalismo da Unemat e do ensino realizado fora da capital”, destacou.

O estudante acredita que o prêmio contribuiu para ampliar sua visibilidade profissional e abrir novas oportunidades para a carreira. “Além do reconhecimento, a premiação fortalece o currículo e mostra que o jornalismo produzido no interior tem qualidade e merece ser valorizado”, afirmou.

Como participar – Conforme estabelece o edital, podem ser inscritos trabalhos veiculados entre 1º de janeiro e 9 de novembro de 2026. As produções devem estar alinhadas ao tema desta edição, “Onde a lei nasce, a cidadania cresce”, e mostrar como as leis, ações e debates parlamentares impactam o cotidiano da população mato-grossense.

O prêmio contempla cinco categorias: Telejornalismo, Reportagem em Texto, Radiojornalismo, Fotojornalismo e Universitário. Os trabalhos devem ter sido publicados em língua portuguesa e veiculados por veículos de comunicação sediados em Mato Grosso. Na categoria Universitária, poderão ser inscritos conteúdos em texto, áudio, vídeo ou fotografia produzidos por estudantes dos cursos previstos no edital em instituições de ensino sediadas no estado.

A comissão julgadora será composta por representantes da Coordenação de Comunicação do Senado Federal, TV Senado, TV Câmara dos Deputados, Rádio Câmara dos Deputados, União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale) e Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj).

Fonte: ALMT – MT

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