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Wilson Santos busca destravar titulação fundiária de microdistrito em Cuiabá

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O deputado estadual Wilson Santos (PSD) se reuniu, nesta segunda-feira (4), com a direção do Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat) para discutir os entraves que ainda impedem a emissão dos títulos definitivos de regularização fundiária de 90 lotes do Micro Distrito Industrial do CPA, em Cuiabá. Após quase duas décadas de espera, empresários voltaram a ter uma perspectiva de avanço no processo.

O microdistrito abriga cerca de 90 empresas de pequeno e médio porte e possui, atualmente, mais de mil empregos diretos. Apesar da importância econômica para a capital, os empresários ainda aguardam a conclusão das etapas técnicas e administrativas necessárias para a titulação definitiva.

O presidente da Associação do Micro Distrito Industrial do CPA, Raimundo Figueiredo, lembrou que a reivindicação já atravessa três gestões estaduais e destacou que a região recebeu importante apoio de Wilson Santos, no período em que foi prefeito de Cuiabá, quando houve a pavimentação asfáltica do local.

Ele conta que, em 2023, reacendeu-se a esperança da classe empresarial de que a regularização finalmente saísse do papel. “Todos os lotes estão ocupados e a proposta da associação é que seja regulamentada e regularizada e dê os títulos para quem tem o direito”, comentou.

Durante a reunião, o diretor de Regularização Fundiária Urbana do Intermat, Erivelto Vieira Nunes, explicou que a parte importante do processo já foi executada. Segundo ele, o georreferenciamento – considerado a fase mais onerosa da regularização – já foi concluído. “Nós tínhamos um saldo no contrato com a empresa Geogis. Esse saldo era pequeno, mas deu para fazer o georreferenciamento. Hoje, o geo está na nossa mão. Agora, estamos vendo a possibilidade de incluir o restante das etapas da regularização fundiária”, explicou.

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Ele informou ainda que o andamento do processo depende agora de disponibilidade orçamentária do Governo do Estado. Conforme ele, a expectativa é formalizar até 30 de junho um convênio que permita dar sequência à regularização. “A parte mais cara já foi paga e executada. As peças técnicas já foram feitas. O que falta agora é a etapa orçamentária. Estamos correndo para firmar esse convênio e avançar no cronograma”, acrescentou.

Ao longo da reunião, Wilson Santos questionou os representantes do Intermat sobre o valor necessário para concluir as etapas restantes e sinalizou a possibilidade de destinar emenda parlamentar para garantir o avanço definitivo da regularização. “Presidente Serafim, primeiro, muito obrigado por receber esses empresários mato-grossenses. Se eles não trabalham, não pagam boletos. Se não pagam, cortam energia, cortam água. São eles que produzem e garantem o sustento de muitas famílias. Afinal, são mais de mil trabalhadores neste micro distrito industrial”, declarou.

O parlamentar também destacou a confiança no trabalho desenvolvido pelo instituto. “Se estou aqui no Intermat hoje, é porque tivemos retorno às demandas que apresentamos. O Serafim foi um dos que mais documentou imóveis em Cuiabá e em todo Mato Grosso. Ele montou uma boa equipe e está de parabéns”, declarou.

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O presidente do Intermat, Francisco Serafim de Barros, reforçou que o caso é considerado prioritário pela autarquia e reconheceu a legitimidade da demanda dos empresários. “Desde o começo do governo Mauro Mendes estamos dando prosseguimento a projetos como esse, que começaram e encontraram muita dificuldade no meio do caminho. Mas esse caso aqui é justo e importante. O Erivelto já está com todo o encaminhamento, faltando apenas a liberação do processo para incluir as outras etapas que restam”, disse.

Serafim ressaltou o compromisso institucional com a conclusão do processo. “Nós não fazemos promessas, fazemos compromisso. E o deputado já propôs verificar a possibilidade de uma emenda para ajudar nessa etapa final”, completou.

Representando os empresários, Paulo Balbino destacou que a titulação é aguardada principalmente por pequenos e médios empreendedores que há anos sustentam a atividade econômica da região. “Ali não tem grande empresa. São pequenas e médias empresas, pessoas que vêm trabalhando há muito tempo. A gente fica travado. Esse problema técnico nós sabemos que precisa ser resolvido, mas temos certeza de que estamos no caminho certo”, afirmou.

Ao final do encontro, o Intermat assumiu o compromisso de encaminhar a Wilson Santos, no prazo de dois dias, o valor exato do recurso necessário para concluir a regularização fundiária.

Fonte: ALMT – MT

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Relatório propõe novas regras para definição de áreas de Reserva Legal em MT

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O relatório produzido pelo Grupo de Trabalho (GT) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), que revisou os critérios técnicos para definição das Áreas de Reserva Legal no estado, continua servindo de base para análises e discussões sobre possíveis alterações na legislação ambiental estadual. Coordenado pelo deputado Nininho, o estudo consolidou propostas elaboradas ao longo de 2025 com participação de representantes do poder público, setor produtivo, universidades e instituições técnicas.

De acordo com relator do GT, o advogado especialista em Direito Ambiental, Zaid Ahmad Haidar Arbid, o principal resultado foi a elaboração de uma proposta de atualização do Código Ambiental Estadual, disciplinado pela Lei Complementar 38/1995, especialmente do artigo 62 B. Além de ajustes no Decreto 1.025/2021.

O estudo já foi entregue ao Governo do Estado em novembro, que em sequência aos trabalhos, requereu à Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEMA-MT), à Procuradoria Geral do Estado (PGE) e ao Ministério Público Estadual (MPE) avaliações e sugestões complementares.

A expectativa, segundo o relator, é de que o Poder Executivo encaminhe à Assembleia um projeto de lei complementar incorporando as propostas do Grupo de Trabalho. “A medida deve abrir uma nova fase de debate no Legislativo, com potencial de impactar tanto a proteção ambiental quanto a atividade produtiva em Mato Grosso”, disse Zaid.

O relator explica que a classificação da vegetação, para definir o percentual de reserva legal dos imóveis rurais, deve seguir critérios científicos mais claros. Ele pontuou que entre as principais mudanças está a adoção de uma análise conjunta dos fatores de estrutura da vegetação (formas de vida e área basal) e a composição das espécies presentes no imóvel rural.

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Foto: Luiz Alves/ALMT

“Na prática, isso significa que a definição entre áreas de floresta, cerrado ou campos gerais não poderá mais se basear em bancos de dados de sites (Reflora ou Specieslink), que desconsideram a altura e a espessura da vegetação analisada”, ressaltou Zaid.

Outro ponto central do relatório foi a rejeição da proposta de substituição da base de referência atual, projeto RadamBrasil, por um novo mapa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Zaid explica que, a mudança poderia gerar insegurança jurídica e alterar a classificação de mais de 8 milhões de hectares no estado. “No trabalho, foi possível quantificar precisamente essa estimativa até então desconhecida”, pontuou.

O relatório também reforça que o chamado “estudo de tipologia”, feito diretamente na propriedade, deve ter papel decisivo na classificação da vegetação. Hoje, essa etapa já existe, mas o GT identificou falhas na forma como os órgãos ambientais vêm avaliando esses estudos.

Foram analisados diversos casos em que a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA-MT) teria desconsiderado critérios técnicos, como a estrutura da vegetação, dando peso maior a dados secundários. Prova disso é que a variável “altura” ainda hoje é simplesmente ignorada nos pareceres de tipologia emitidos pela Sema.

A proposta agora é deixar claro na lei que as formas de vida dominantes encontradas no imóvel rural são o principal critério de análise e, secundariamente, bancos de dados, como o Reflora, devem ser avaliados de modo consorciado à estrutura da vegetação analisada. O relator destaca que essas balizas interpretativas obedecem ao Manual Técnico de Vegetação Brasileira (IBGE-2012) e aumentam a segurança jurídica na classificação das Áreas de Reserva Legal pelo órgão ambiental.

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O estudo também destacou que o cerrado mato-grossense possui diferentes formações, inclusive apresentando áreas com características florestais. Por isso, o relatório propõe que essas áreas continuem sendo reconhecidas como cerrado para fins de Reserva Legal, desde que não apresentem estrutura típica de floresta amazônica.

Essa definição, segundo o relator, é importante, porque impacta diretamente o percentual de preservação exigido dos imóveis, sendo 80% para Florestas, assim entendidas nos termos do Manual Técnico do IBGE, 35% para Cerrado e 20% para Campos Gerais.

O relator do GT, Zaid Arbid, ressalta ainda que as mudanças propostas buscam equilibrar dois pontos centrais: conservação ambiental, com base em critérios científicos pautados na legislação pátria, e segurança jurídica para produtores rurais e servidores públicos. Ele destaca ainda que na avaliação do Grupo de Trabalho, a clareza nas regras e o uso de parâmetros técnicos consolidados são essenciais para evitar conflitos e garantir o desenvolvimento sustentável no estado.

O trabalho do Gt contou a participação de representantes do IBGE, Reflora E Embrapa, Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso (CREA) e Associação Mato-grossense dos Engenheiros Florestais (AMEF)

Fonte: ALMT – MT

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