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Prevenção começa na escola chega ao Médio Norte de MT na segunda-feira

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O projeto “Prevenção Começa na Escola” chega à região Médio Norte na próxima semana. O primeiro município a ser visitado será Sinop (a 500km de Cuiabá), na segunda-feira (24). As intervenções culturais, apresentações teatrais e dos integrantes da rede de proteção à criança e ao adolescente ocorrerão no auditório da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), no bairro Jardim Imperial, às 7h45 e às 14h. Cerca de 800 alunos da rede pública de ensino deverão participar. 

Na terça-feira (25), as atividades serão desenvolvidas em Colíder (a 650km da Capital), na quadra da Escola Municipal Atalaia, às 9h e às 14h. E na quarta-feira (26), em Cláudia (a 620km de Cuiabá), no pavilhão da Igreja Nossa Senhora da Glória, às 8h30 e às 14h30. A iniciativa é da Procuradoria de Justiça Especializada em Defesa da Criança e do Adolescente e conta com o apoio dos promotores de Justiça locais e das instituições integrantes da rede de proteção.

O objetivo do projeto é transmitir de maneira simples, direta e objetiva mensagens orientativas e preventivas sobre importantes temas vivenciados por crianças e adolescentes no ambiente escolar, como o bullying, assédio sexual, drogas, gravidez na adolescência, entre outros. A peça teatral “Inocentes Pétalas Roubadas” será apresentada pela da Cia. Vostraz, parceira da iniciativa. 

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“Além de orientar os estudantes sobre esses temas tão comuns e perigosos dentro e fora das escolas, buscamos sensibilizar toda a comunidade escolar para, juntos, combatermos essas práticas, garantindo a efetiva proteção das nossas crianças e adolescentes”, argumentou o procurador de Justiça titular da Especializada, Paulo Roberto Jorge do Prado.

Fonte: MP MT

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MP consegue decisão para reativação imediata da Escola Estadual Denis Manerich

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A 3ª Promotoria de Justiça de Alto Araguaia (a 415 km de Cuiabá) obteve na Justiça uma decisão liminar que impede a desativação da Escola Estadual Denis Manerich de Oliveira, localizada em Alto Taquari. A decisão determina que o Estado de Mato Grosso suspenda imediatamente o ato administrativo que fechou a unidade, reativando-a em até 72 horas, com a garantia de matrícula para todos os interessados e o fornecimento de professores e servidores em número adequado. O curto prazo se deve à proximidade do início do ano letivo.

Atendendo a um pedido do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), a decisão também estabelece que seja promovido um amplo debate com a comunidade escolar, incluindo a participação do Conselho Municipal de Educação e outras entidades, para avaliar alternativas de manutenção da escola ou a realocação dos alunos em outra unidade de ensino. Além disso, no prazo de 30 dias, o Estado deverá apresentar estudos técnicos que comprovem que o fechamento da escola é realmente benéfico para os alunos nos aspectos logístico, psicológico, cultural, social e pedagógico. O descumprimento da decisão acarretará multa diária de R$ 5 mil, limitada a R$ 300 mil.

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Falta de justificativa levou MP a acionar a Justiça

A Ação Civil Pública foi ajuizada pelo promotor de Justiça Frederico César Batista Ribeiro após o recebimento de denúncias de mães preocupadas com o impacto do fechamento da escola para seus filhos. Um abaixo-assinado pedindo a permanência da unidade também foi apresentado ao MP. Ao questionar a Diretoria Regional de Educação (DRE) de Rondonópolis, a direção da escola e a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), a Promotoria não recebeu respostas convincentes sobre os motivos do encerramento das atividades da escola.

“Assim como a comunidade escolar não foi esclarecida sobre o motivo do fechamento da escola com melhor avaliação pedagógica, o Estado também não apresentou ao Ministério Público critérios técnicos ou estudos que embasassem essa decisão”, destacou o promotor.

Após colher depoimentos, o MP apurou que:

  • O fechamento da Escola Estadual Denis Manerich foi decidido de forma unilateral pelo Estado;
  • Não houve reunião prévia com os pais dos alunos para discutir a decisão;
  • A Escola Carlos Irrigaray Filho, indicada como alternativa, não possui estrutura adequada para receber todos os estudantes da Denis Manerich e da escola municipal;
  • Alunos com deficiência podem ser prejudicados, pois não há comprovação de que haverá atendimento especializado na nova unidade.
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Com a decisão judicial, a comunidade escolar aguarda um posicionamento definitivo do Estado sobre o futuro da escola e de seus estudantes.

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