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Prevenção começa na escola chega ao Médio Norte de MT na segunda-feira

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O projeto “Prevenção Começa na Escola” chega à região Médio Norte na próxima semana. O primeiro município a ser visitado será Sinop (a 500km de Cuiabá), na segunda-feira (24). As intervenções culturais, apresentações teatrais e dos integrantes da rede de proteção à criança e ao adolescente ocorrerão no auditório da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), no bairro Jardim Imperial, às 7h45 e às 14h. Cerca de 800 alunos da rede pública de ensino deverão participar. 

Na terça-feira (25), as atividades serão desenvolvidas em Colíder (a 650km da Capital), na quadra da Escola Municipal Atalaia, às 9h e às 14h. E na quarta-feira (26), em Cláudia (a 620km de Cuiabá), no pavilhão da Igreja Nossa Senhora da Glória, às 8h30 e às 14h30. A iniciativa é da Procuradoria de Justiça Especializada em Defesa da Criança e do Adolescente e conta com o apoio dos promotores de Justiça locais e das instituições integrantes da rede de proteção.

O objetivo do projeto é transmitir de maneira simples, direta e objetiva mensagens orientativas e preventivas sobre importantes temas vivenciados por crianças e adolescentes no ambiente escolar, como o bullying, assédio sexual, drogas, gravidez na adolescência, entre outros. A peça teatral “Inocentes Pétalas Roubadas” será apresentada pela da Cia. Vostraz, parceira da iniciativa. 

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“Além de orientar os estudantes sobre esses temas tão comuns e perigosos dentro e fora das escolas, buscamos sensibilizar toda a comunidade escolar para, juntos, combatermos essas práticas, garantindo a efetiva proteção das nossas crianças e adolescentes”, argumentou o procurador de Justiça titular da Especializada, Paulo Roberto Jorge do Prado.

Fonte: MP MT

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Ministério Público MT

Homem é condenado a 18 anos por matar mulher trans em Cuiabá

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O Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta terça-feira (5), Junio Santos da Silva a 18 anos de prisão, em regime inicialmente fechado, pelo assassinato da mulher trans Gisa, nome social de Gerardo Ribeiro Lima Junior, de 55 anos. A decisão acolheu integralmente a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).

Os jurados reconheceram que o crime foi cometido por motivo torpe, mediante asfixia, com emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e por razões da condição do sexo feminino, em contexto de discriminação contra uma mulher trans.

O julgamento foi conduzido pelo Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá, com atuação do promotor de Justiça Vinícius Gahyva. Durante a sessão, o representante do Ministério Público destacou que Gisa integra a exposição “Em Memória Delas”, do Observatório Caliandra, iniciativa do MPMT que homenageia vítimas de feminicídio e violência de gênero.

“O reconhecimento de Gisa na exposição reforça a posição do Ministério Público em reconhecê-la como mulher”, afirmou o promotor durante o julgamento.

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De acordo com a denúncia, o crime ocorreu na madrugada de 7 de abril de 2024, em um terreno baldio na Rua Professora Tereza Lobo, no bairro Consil, em Cuiabá. A vítima foi agredida com diversos golpes na cabeça e morreu após ser asfixiada.

Na sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira destacou que os jurados acolheram todas as qualificadoras apresentadas pela acusação. Ao fixar a pena, a magistrada também considerou os impactos psicológicos sofridos pelos familiares da vítima.

Preso preventivamente desde novembro de 2024, Junio Santos da Silva permanecerá detido. A Justiça determinou a execução imediata da pena e negou ao condenado o direito de recorrer em liberdade.

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