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Fávaro tem registro de candidatura sob análise e precisa apresentar certidões criminais ao TRE-MT

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O senador Carlos Fávaro (PSD), candidato à reeleição, foi intimado pela Justiça Eleitoral para complementar documentos apresentados no pedido de registro de candidatura. Entre as pendências estão certidões relacionadas a processos criminais que tramitam na Justiça Estadual.

O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) estabeleceu prazo para que Fávaro apresente a documentação exigida, incluindo uma fotografia adequada e certidões criminais da Justiça Federal de segundo grau e da Justiça Estadual de segundo grau.

A exigência faz parte da análise documental do registro e, conforme a determinação judicial, a ausência dos documentos dentro do prazo pode levar ao indeferimento do pedido de candidatura.

Fávaro já apresentou a certidão solicitada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), na qual não consta registro de processo criminal em segundo grau que impeça, naquele momento, o prosseguimento do registro.

A situação é diferente em relação à Justiça Estadual. Na documentação apresentada ao TRE-MT, foram mencionados dois processos de natureza criminal, sendo um deles com trânsito em julgado. Por isso, o candidato também solicitou ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) a emissão das chamadas Certidões Explicativas de Objeto e Pé.

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Esse documento é utilizado para esclarecer a origem, o conteúdo e a situação processual de uma ação quando uma certidão aponta a existência de processo. A apresentação da certidão, portanto, é necessária para que a Justiça Eleitoral possa avaliar individualmente a situação jurídica do candidato.

Até esta terça-feira (18), segundo as informações do processo, as certidões solicitadas ao TJMT ainda não haviam sido disponibilizadas.

A intimação não significa, por si só, que Fávaro esteja inelegível. O processo ainda está em fase de análise e caberá à Justiça Eleitoral verificar a documentação apresentada e as condições legais para o registro da candidatura.

A definição sobre o registro deverá ocorrer após a apresentação e análise de todos os documentos exigidos pelo TRE-MT.

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Mato Grosso é a Petrobrás do campo’, afirma senador Fávaro

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“As indústrias de etanol de milho vão transformar Mato Grosso na Petrobrás do campo”, a afirmação do senador Carlos Fávaro (PSD), candidato à reeleição, faz referência à destinação do milho à fabricação de etanol e coprodutos, entre eles os Grãos Secos de Destilaria (DDGs), utilizados principalmente na alimentação animal. Nos últimos cinco anos, o volume de milho processado pela indústria mais que dobrou, passando de 6,85 milhões de toneladas, na safra 2021/2022, para uma projeção de16,5 milhões de toneladas no ciclo 2026/2027.

Para o senador Carlos Fávaro (PSD), candidato à reeleição e que esteve à frente do Ministério da Agricultura entre 2023 e 2026, esse crescimento está diretamente ligado à criação de um ambiente favorável à industrialização da produção agropecuária e às políticas de incentivo aos combustíveis renováveis.

“O Governo Lula viabilizou esse crescimento com políticas de estímulo aos biocombustíveis e de abertura de mercados. Um exemplo é o aumento da mistura de etanol na gasolina, uma ação que contribui para a descarbonização da mobilidade, fortalece a indústria instalada em Mato Grosso e cria uma demanda permanente para a produção dos nossos agricultores”, afirmou o senador Carlos Fávaro.

Com o avanço da industrialização, Mato Grosso se tornou o segundo maior produtor de etanol, atrás somente de São Paulo. Entre 2022 e 2026, o volume produzido no estado passou de 3,4 milhões de metros cúbicos para 7,7 milhões de metros cúbicos na safra 2026/2027, de acordo com a Federação das Indústrias de Mato Grosso.

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O primeiro suplente de Carlos Fávaro na candidatura ao senado, o produtor rural Alexandre Schenkel, destaca os efeitos da industrialização do campo, sobretudo para a produção de etanol. “A cadeia dos biocombustíveis é o exemplo perfeito de economia circular no agro: do processamento dos grãos, extraímos a energia limpa para mover o Brasil com menor emissão de poluentes, enquanto os coprodutos ricos em proteína viram alimento de alta qualidade para os animais, conquistando espaço nos mercados abertos pelo senador Carlos Fávaro”, destaca Schenkel.

De Mato Grosso para o mundo – Enquanto a maior parte do etanol produzido em Mato Grosso abastece o mercado brasileiro, os DDGs vêm conquistando espaço no exterior. Nos últimos anos, o Ministério da Agricultura, em parceria com o Ministério das Relações Exteriores, abriu quase 30 novos mercados para o produto. Atualmente, os DDGs brasileiros chegam a 44 países.

A abertura de mercados para os produtos do agronegócio foi uma das principais frentes de atuação de Fávaro durante sua passagem pelo Ministério da Agricultura, entre 2023 e 2026. A estratégia buscou diversificar os destinos das exportações brasileiras e, ao mesmo tempo, ampliar as oportunidades para produtos de maior valor agregado.

“Esta é a industrialização possível e viável para Mato Grosso: verticalizar aquilo que já produzimos com eficiência. Hoje podemos dizer que temos uma Petrobras no campo, produzindo energia limpa, contribuindo para a descarbonização da mobilidade e gerando emprego e renda”, afirma o senador.

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Sustentabilidade – O avanço da industrialização ocorre em paralelo ao crescimento da produção de milho em Mato Grosso. Na safra 2021/2022, o estado produziu cerca de 35 milhões de toneladas do grão. Para o ciclo atual, a projeção supera 57 milhões de toneladas, o equivalente a aproximadamente 40% da produção brasileira.

O crescimento é resultado principalmente do aumento da produtividade e da consolidação da segunda safra, permitindo ampliar a oferta de matéria-prima para as biorrefinarias sem uma expansão proporcional da área agrícola.

Atualmente, Mato Grosso possui 14 biorrefinarias em operação, além de novos projetos previstos para os próximos anos. A expansão aumenta a capacidade de absorção da produção estadual, reduz a dependência da exportação do milho in natura e fortalece uma cadeia que conecta agricultura, indústria, pecuária e produção de energia renovável.

Para Fávaro, esse modelo mostra como a produção agropecuária pode participar diretamente da transição para uma economia de baixo carbono.

“Quando agregamos valor ao milho dentro de Mato Grosso, criamos oportunidades em toda a cadeia. O produtor ganha mercado e previsibilidade, a indústria gera empregos, a pecuária recebe uma nova fonte de proteína e o Brasil amplia a oferta de combustível renovável. É desenvolvimento econômico aliado à sustentabilidade”, conclui

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