POLÍTICA NACIONAL

TSE abre investigação sobre Lula e Alckmin por desfile de Carnaval com recursos públicos

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu dar andamento a uma ação que coloca o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) diante de um novo questionamento na Justiça Eleitoral. O processo, apresentado pelo Partido Novo, busca apurar se a utilização da imagem e da trajetória política de Lula em um desfile de Carnaval pode ter ultrapassado os limites legais e produzido vantagem eleitoral.

A controvérsia envolve a Acadêmicos de Niterói, que levou à Marquês de Sapucaí, em fevereiro deste ano, um enredo dedicado à história política e pessoal de Lula. Para o Novo, a homenagem ganhou dimensão eleitoral justamente em um momento próximo ao início da disputa presidencial e teria contado com recursos públicos.

O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Antonio Carlos Ferreira, entendeu que os fatos apresentados podem, em tese, justificar a investigação de possíveis práticas de abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação. Lula e Alckmin foram chamados a apresentar suas defesas.

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O episódio abre uma discussão que vai além do Carnaval: até que ponto dinheiro público e estruturas de grande alcance podem ser utilizados em eventos que promovam a imagem de um político que disputa a Presidência?

Na avaliação apresentada pelo Novo, a exposição de Lula não teria ocorrido simplesmente como uma homenagem cultural. O partido sustenta que a associação entre a imagem do presidente, o enredo da escola e a ampla divulgação do desfile poderia ter produzido uma vantagem eleitoral diante dos demais concorrentes.

Outro ponto levantado na ação é o financiamento do desfile. Segundo a legenda, cerca de R$ 9,65 milhões teriam sido destinados ao projeto por meio de recursos públicos de diferentes esferas. A tese apresentada à Justiça Eleitoral é que os repasses precisam ser analisados diante da exposição política proporcionada pelo evento.

A decisão do TSE, entretanto, ainda não representa uma condenação. O tribunal não declarou que Lula ou Alckmin cometeram irregularidades. A partir de agora, a Justiça deverá analisar as acusações, as provas e as defesas dos investigados.

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Mesmo assim, o processo cria um novo desgaste para o grupo governista em plena corrida eleitoral. Caso as acusações sejam comprovadas e a Justiça reconheça abuso de poder econômico ou uso indevido dos meios de comunicação, a ação poderá resultar em sanções eleitorais, incluindo pedidos formulados pelo Novo de cassação dos registros ou diplomas e inelegibilidade.

O caso também reforça uma cobrança frequente dos setores de oposição: a necessidade de separar ações de Estado, recursos públicos e promoção política durante o período eleitoral. Para a direita, a questão central é garantir que nenhum candidato tenha acesso privilegiado a estruturas financiadas pelo contribuinte para ampliar sua exposição diante do eleitor.

Por enquanto, porém, o processo está apenas começando. O que existe é uma investigação autorizada pelo TSE, e não uma decisão definitiva contra Lula ou Alckmin. A eventual responsabilização dependerá da comprovação das irregularidades apontadas na ação.

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POLÍTICA NACIONAL

Pesquisa mantém cenário acirrado entre Lula e Flávio Bolsonaro na disputa presidencial

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A corrida presidencial de 2026 aparece mais acirrada nos cenários de segundo turno, segundo a nova pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (17). O levantamento mostra Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 47% das intenções de voto contra 44% de Flávio Bolsonaro (PL), enquanto o presidente registra 45% diante de 42% do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD).

Como a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os resultados colocam Lula e os dois adversários dentro de uma situação de empate técnico. Os números dos confrontos contra Flávio e Caiado permaneceram iguais aos registrados na rodada anterior.

No primeiro turno, entretanto, Lula aparece numericamente à frente de Flávio. O petista registra 41%, enquanto o senador do PL soma 36%. Caiado aparece com 5%, seguido por Renan Santos e Romeu Zema, com 4% cada.

A pesquisa também testou outros cenários para a segunda etapa da eleição. Contra Romeu Zema (Novo), Lula aparece com 46% ante 41%. Já diante de Renan Santos (Missão), o presidente registra 47%, enquanto o adversário alcança 36%.

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No confronto com Flávio Bolsonaro, 8% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, enquanto 1% não soube ou não respondeu. Na simulação com Caiado, brancos, nulos e nenhum somam 11%, além de 2% de indecisos.

O levantamento foi realizado por telefone entre os dias 14 e 16 de agosto, com 2.003 eleitores. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-03317/2026.

Os números refletem um momento específico da campanha e não permitem, isoladamente, projetar o resultado da eleição. Outros levantamentos divulgados em agosto também mostram cenários competitivos, mas apresentam diferenças decorrentes de metodologia, período de coleta e margem de erro.

Os dados acima são apresentados de forma jornalística a partir de levantamentos e fontes públicas; não representam avaliação, comparação ou recomendação entre candidatos.

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