POLÍTICA NACIONAL

Pesquisa mantém cenário acirrado entre Lula e Flávio Bolsonaro na disputa presidencial

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A corrida presidencial de 2026 aparece mais acirrada nos cenários de segundo turno, segundo a nova pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (17). O levantamento mostra Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 47% das intenções de voto contra 44% de Flávio Bolsonaro (PL), enquanto o presidente registra 45% diante de 42% do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD).

Como a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os resultados colocam Lula e os dois adversários dentro de uma situação de empate técnico. Os números dos confrontos contra Flávio e Caiado permaneceram iguais aos registrados na rodada anterior.

No primeiro turno, entretanto, Lula aparece numericamente à frente de Flávio. O petista registra 41%, enquanto o senador do PL soma 36%. Caiado aparece com 5%, seguido por Renan Santos e Romeu Zema, com 4% cada.

A pesquisa também testou outros cenários para a segunda etapa da eleição. Contra Romeu Zema (Novo), Lula aparece com 46% ante 41%. Já diante de Renan Santos (Missão), o presidente registra 47%, enquanto o adversário alcança 36%.

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No confronto com Flávio Bolsonaro, 8% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, enquanto 1% não soube ou não respondeu. Na simulação com Caiado, brancos, nulos e nenhum somam 11%, além de 2% de indecisos.

O levantamento foi realizado por telefone entre os dias 14 e 16 de agosto, com 2.003 eleitores. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-03317/2026.

Os números refletem um momento específico da campanha e não permitem, isoladamente, projetar o resultado da eleição. Outros levantamentos divulgados em agosto também mostram cenários competitivos, mas apresentam diferenças decorrentes de metodologia, período de coleta e margem de erro.

Os dados acima são apresentados de forma jornalística a partir de levantamentos e fontes públicas; não representam avaliação, comparação ou recomendação entre candidatos.

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POLÍTICA NACIONAL

Eleições 2026 têm aumento de candidaturas indígenas e de pessoas com deficiência, aponta TSE

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Pela primeira vez em uma eleição geral, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) passou a divulgar estatísticas sobre orientação sexual e identidade de gênero dos candidatos aos cargos em disputa. Os dados, ainda sujeitos a alterações durante a análise dos registros, mostram que 1,93% das 20.575 candidaturas registradas até terça-feira (18) correspondem a pessoas que se declararam bissexuais, gays, lésbicas, pansexuais ou assexuais.

O levantamento também aponta que 0,51% do total de candidaturas é formado por pessoas que se identificaram como transgênero. O preenchimento dessas informações é facultativo e, por isso, os números não representam necessariamente o perfil completo dos candidatos.

A inclusão da orientação sexual nos formulários eleitorais começou nas eleições municipais de 2024. Em 2026, porém, é a primeira vez que o TSE reúne e apresenta esse recorte nas eleições para presidente, governador, senador e deputados.

Entre os candidatos que optaram por informar a orientação sexual, 55,09% preencheram o campo, enquanto 44,91% preferiram não declarar. No caso da identidade de gênero, 57,75% forneceram a informação e 42,25% não responderam.

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Quando considerados apenas os candidatos que declararam sua orientação, 3,58% se identificaram como LGBTQIAPN+. No universo total de 20.575 candidaturas, o índice corresponde aos 1,93% registrados pelo TSE. Já entre aqueles que informaram a identidade de gênero, 0,89% se declararam transgênero, percentual que representa 0,51% quando calculado sobre todas as candidaturas.

O banco de dados eleitoral também apresenta mudanças em outros recortes do perfil dos candidatos, especialmente entre pessoas com deficiência e indígenas.

Nas eleições de 2026, foram registrados 499 candidatos com deficiência, equivalente a 2,42% do total. Em 2022, eram 476, ou 1,62% das candidaturas. O crescimento proporcional foi de 0,8 ponto percentual, equivalente a uma alta de 49%.

Entre os candidatos com deficiência, 39,7% declararam deficiência física. Na sequência aparecem deficiência visual, com 21,7%; autismo, com 14,2%; e deficiência auditiva, com 10,89%. Outras condições representam 14% do grupo.

No recorte racial, os candidatos brancos continuam representando a maior parcela, com 48,82%. Pardos somam 36,11% e pretos, 13,62%.

A participação indígena também apresentou crescimento. O percentual passou de 0,64% em 2022 para 0,93% em 2026, uma elevação de 0,29 ponto percentual. Entre os candidatos classificados pelo TSE como amarelos, também houve aumento proporcional em relação à eleição geral anterior.

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Os dados integram as estatísticas oficiais de candidaturas disponibilizadas pelo TSE. Como o processo de registro ainda está em andamento, os números poderão sofrer alterações conforme a Justiça Eleitoral analise e julgue os pedidos de candidatura.

Fonte: Agência Senado, com dados do TSE.

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