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Beny Godoy aposta em discurso de direita raiz e promete defender Mato Grosso no Congresso

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O candidato ao Senado pelo Agir 36, Beny Godoy, defendeu, em entrevista concedida nesta quarta-feira (12) à jornalista e âncora da Rádio Jornal da Cultura 90,7, Michely Figueiredo, uma agenda de endurecimento no combate à criminalidade, redução da maioridade penal e maior autonomia para as forças de segurança.

Durante a conversa, Godoy afirmou que o enfrentamento ao crime organizado passa pelo combate à impunidade e pela atuação integrada das instituições. Segundo ele, quando o Estado não consegue responder sozinho a determinadas situações, pode recorrer a mecanismos de cooperação e acordos com outros países.

“Precisamos combater a injustiça, combater a impunidade, dentro e fora da política, para assim combater o crime organizado”, declarou.

Candidato critica PEC da Segurança Pública

Ao ser questionado sobre a proposta de criação de um sistema único de segurança pública, nos moldes do Sistema Único de Saúde (SUS), Godoy classificou a medida como “perigosa”.

Para o candidato, concentrar o comando da segurança em uma estrutura nacional poderia ampliar excessivamente o poder de um grupo ou de uma autoridade. Ele defendeu a manutenção da autonomia das forças estaduais, acompanhada de mecanismos de fiscalização e aprimoramento.

“A segurança pública depende de todos”, afirmou, defendendo que policiais tenham maior autonomia para atuar no combate à criminalidade.

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Redução da maioridade penal

Outro ponto de destaque da entrevista foi a defesa da redução da maioridade penal. Godoy afirmou ser favorável à responsabilização criminal de adolescentes a partir dos 14 anos.

“Quem comete crime tem que pagar por ele”, disse.

Ao mesmo tempo, o candidato afirmou que a redução da maioridade penal deveria ser acompanhada de medidas preventivas, principalmente na educação. Para ele, o combate à criminalidade precisa começar na base, com maior efetividade das políticas públicas voltadas às crianças e aos adolescentes.

Contra regulamentação das redes sociais

Godoy também se posicionou contra uma eventual regulamentação das redes sociais. A discussão foi apresentada pela jornalista a partir de casos envolvendo grupos de ódio, impactos sobre jovens e possíveis riscos relacionados ao uso das plataformas digitais.

O candidato afirmou que a legislação brasileira já prevê mecanismos para responsabilizar crimes como calúnia e difamação e defendeu a preservação da liberdade de expressão.

“Precisamos agir”, afirmou, argumentando que o problema estaria menos na ausência de leis e mais na aplicação das normas existentes.

Críticas à atuação de ministros do STF

A atuação do Supremo Tribunal Federal também esteve entre os assuntos abordados na entrevista.

Godoy afirmou que considera o STF uma instituição prevista pela Constituição, mas criticou decisões tomadas por alguns ministros. Na avaliação dele, o Senado Federal deveria exercer seu papel constitucional diante de eventuais excessos.

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“As instituições são perfeitas. O problema está nas pessoas que estão tomando decisões em nome dessas instituições”, declarou.

O candidato disse ainda que pretende defender a Constituição como referência para sua atuação caso seja eleito ao Senado.

“Direita raiz” e defesa de Mato Grosso

Nas considerações finais, Godoy apresentou sua candidatura como uma alternativa de direita conservadora e afirmou estar preparado para representar Mato Grosso no Congresso Nacional.

Dirigindo-se aos eleitores de diferentes regiões do Estado, especialmente do Araguaia, onde afirmou morar, além de Cuiabá e do Nortão, o candidato destacou a força econômica de Mato Grosso e defendeu maior retorno ao Estado diante de sua participação na arrecadação nacional.

“Estou colocando o meu nome como candidato ao Senado. Tenho coragem, estou preparado, estou querendo”, afirmou.

Godoy também declarou apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro e afirmou que uma de suas bandeiras será a defesa de sua liberdade e de outros presos que considera injustiçados.

A entrevista abordou ainda temas como combate ao crime organizado, cooperação internacional, segurança pública, educação, liberdade de expressão e atuação do Congresso Nacional diante do Supremo Tribunal Federal.

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Candidata à Presidência defende tratar faccionados como terroristas e prisão perpétua no Brasil

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A advogada Clariana Barão, de Várzea Grande, candidata à Presidência da República pelo Democracia Cristã (DC), colocou a segurança pública entre as principais bandeiras de sua pré-campanha e defendeu mudanças na legislação para ampliar o rigor contra integrantes de organizações criminosas.

Em entrevista ao Conexão Poder, Clariana afirmou ser favorável à equiparação de integrantes de facções criminosas a terroristas. Segundo ela, a medida poderia criar mecanismos jurídicos para permitir punições mais severas contra criminosos envolvidos com organizações estruturadas.

A candidata, no entanto, fez uma ressalva sobre a necessidade de individualizar as penas. Para Clariana, nem todas as pessoas envolvidas com o crime organizado ocupam a mesma posição dentro das estruturas criminosas.

“Não defendo bandido, mas a pena tem que ser individualizada, pois têm pessoas que são cooptadas pela criminalidade”, afirmou.

Entre as propostas apresentadas pela candidata está também a adoção da prisão perpétua no Brasil. Atualmente, a Constituição Federal não permite esse tipo de pena.

Clariana também defendeu que o país possa discutir a utilização da castração química em determinados casos. A proposta faz parte de seu discurso de endurecimento das medidas contra criminosos, especialmente em crimes considerados de maior gravidade.

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Sobre a pena de morte, a candidata adotou uma posição mais cautelosa e afirmou que o tema precisa ser analisado dentro de um debate mais amplo sobre segurança pública e legislação penal.

Combate às facções

A equiparação de faccionados a terroristas é uma das principais propostas apresentadas por Clariana durante a entrevista. Na avaliação da candidata, organizações criminosas possuem estruturas capazes de ameaçar a segurança da população e precisam receber uma resposta mais rigorosa do Estado.

A advogada defende que o enfrentamento ao crime organizado deve envolver mudanças na legislação e mecanismos capazes de atingir principalmente as lideranças das facções.

Ao mesmo tempo, ela afirma que eventuais mudanças não devem eliminar o princípio de individualização da pena, justamente para diferenciar os diferentes níveis de participação dentro de uma organização criminosa.

Natural de Várzea Grande, Clariana Barão disputa espaço na corrida presidencial pelo DC apresentando um discurso voltado principalmente à segurança pública e ao endurecimento das políticas de combate à criminalidade.

A entrevista completa aborda ainda outras propostas da candidata para o país.

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