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Curral usado para esconder gado furtado é alvo de operação e 120 cabeças de gado são apreendidas

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A Polícia Civil de Mato Grosso, deflagrou na segunda-feira (10.8), a Operação Curral do Crime II, e apreendeu 120 cabeças de gado com indícios de serem furtadas de propriedades rurais situadas no município de Dom Aquino.

A ação foi realizada com base nas investigações conduzidas pela Delegacia de Polícia de Jaciara para apurar ocorrências de subtração de animais bovinos ocorridos no mês de junho na região.

Durante as diligências os policiais civis identificaram uma propriedade rural utilizada como área de guarda, concentração e ocultação de gado proveniente de crimes contra o patrimônio.

Diante das informações, a equipe foi até a propriedade. No local, foram apreendidos cautelarmente 85 animais adultos e 35 bezerros, totalizando 120 cabeças. O responsável pela área não foi localizado.

Durante a conferência individual do rebanho, 16 animais foram identificados como pertencentes às duas vítimas dos furtos investigados. Em um dos casos, mais de 60 cabeças de gado foram furtadas.

Também foram identificados animais com marcas sobrepostas, remarcações e sinais aparentes de alteração na identificação. A ausência de documentação que comprovasse a procedência regular de todo o lote também reforçou os indícios de possível origem ilícita de parte do rebanho.

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Continuidade

A conferencia individual permitirá o aprofundamento da análise sobre a origem de cada animal, por meio do cruzamento de marcas, Guias de Trânsito Animal (GTAS), notas fiscais, registros de aquisição e movimentações de rebanho.

A Polícia Civil alerta os produtores que reconhecerem animais ou marcas devem procurar a Delegacia de Jaciara com documentos para auxiliar na identificação.

As investigações continuam para localizar os demais animais furtados e esclarecer a origem do rebanho apreendido.

Cooperação

O trabalho operacional realizado pela Delegacia de Jaciara contou com apoio das Delegacias de Dom Aquino e Juscimeira, e demandou cerca de 16 horas de diligências.

Nome da operação

Curral do Crime II faz referência à possível utilização da propriedade como ponto de guarda e ocultação de animais provenientes de furtos na região.

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Polícia

Facção usava empresas para esconder peças furtadas de caminhões, aponta investigação

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Uma operação da Polícia Civil de Mato Grosso desarticula, nesta quarta-feira (12), uma organização criminosa suspeita de furtar módulos eletrônicos de caminhões e alimentar um esquema de receptação e comércio clandestino de peças em Sinop.

Batizada de Operação Módulo Oculto, a ação cumpre 88 ordens judiciais, entre elas 13 mandados de prisão e 14 de busca e apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio de até R$ 11 milhões em contas bancárias, além do sequestro de quatro imóveis e 13 veículos ligados aos investigados.

A investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Sinop aponta que o grupo atuava de forma organizada, identificando previamente caminhões estacionados em vias públicas e pátios de empresas para realizar os furtos.

Após a retirada dos módulos, os componentes eram encaminhados para receptadores e comerciantes. Segundo a Polícia Civil, empresas dos setores de mecânica e comércio de peças automotivas teriam sido utilizadas para receber, armazenar e revender os produtos.

Vítimas pagavam para recuperar peças furtadas

Um dos pontos identificados durante a investigação foi o chamado “resgate” dos módulos. Conforme as apurações, proprietários de oficinas atuavam como intermediários e cobravam das próprias vítimas para devolver as peças que haviam sido furtadas dos caminhões.

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Além da comercialização em Sinop, parte dos componentes era enviada para compradores de outros municípios e estados.

A investigação também apontou um mecanismo para ocultar o dinheiro obtido com os crimes. Os valores eram movimentados entre diferentes contas bancárias e, em alguns casos, passavam por empresas formalmente constituídas, dificultando a identificação da origem dos recursos.

Empresas são atingidas

As medidas judiciais alcançam pessoas físicas e jurídicas investigadas. Além do bloqueio financeiro e do sequestro de bens, a Justiça determinou a suspensão das atividades de quatro empresas e proibiu quatro investigados de exercer atividades empresariais.

A estratégia busca atingir diferentes etapas do esquema, desde os responsáveis pelos furtos até possíveis receptadores, comerciantes e pessoas envolvidas na movimentação e ocultação dos valores obtidos com os crimes.

Os presos e materiais apreendidos serão encaminhados à Derf-Sinop para os procedimentos legais. As provas coletadas serão analisadas e poderão integrar o inquérito policial.

Após os procedimentos, os presos ficarão à disposição da Justiça para audiência de custódia e demais atos processuais.

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Investigação mira toda a cadeia

A Polícia Civil afirma que a Operação Módulo Oculto não se concentra apenas nos autores dos furtos, mas busca atingir toda a estrutura responsável pela circulação e comercialização dos componentes.

O nome da operação faz referência aos módulos eletrônicos retirados dos caminhões e à suspeita de que a organização ocultava tanto a origem das peças quanto dos recursos obtidos com a atividade criminosa.

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