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Candidata à Presidência defende tratar faccionados como terroristas e prisão perpétua no Brasil

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A advogada Clariana Barão, de Várzea Grande, candidata à Presidência da República pelo Democracia Cristã (DC), colocou a segurança pública entre as principais bandeiras de sua pré-campanha e defendeu mudanças na legislação para ampliar o rigor contra integrantes de organizações criminosas.

Em entrevista ao Conexão Poder, Clariana afirmou ser favorável à equiparação de integrantes de facções criminosas a terroristas. Segundo ela, a medida poderia criar mecanismos jurídicos para permitir punições mais severas contra criminosos envolvidos com organizações estruturadas.

A candidata, no entanto, fez uma ressalva sobre a necessidade de individualizar as penas. Para Clariana, nem todas as pessoas envolvidas com o crime organizado ocupam a mesma posição dentro das estruturas criminosas.

“Não defendo bandido, mas a pena tem que ser individualizada, pois têm pessoas que são cooptadas pela criminalidade”, afirmou.

Entre as propostas apresentadas pela candidata está também a adoção da prisão perpétua no Brasil. Atualmente, a Constituição Federal não permite esse tipo de pena.

Clariana também defendeu que o país possa discutir a utilização da castração química em determinados casos. A proposta faz parte de seu discurso de endurecimento das medidas contra criminosos, especialmente em crimes considerados de maior gravidade.

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Sobre a pena de morte, a candidata adotou uma posição mais cautelosa e afirmou que o tema precisa ser analisado dentro de um debate mais amplo sobre segurança pública e legislação penal.

Combate às facções

A equiparação de faccionados a terroristas é uma das principais propostas apresentadas por Clariana durante a entrevista. Na avaliação da candidata, organizações criminosas possuem estruturas capazes de ameaçar a segurança da população e precisam receber uma resposta mais rigorosa do Estado.

A advogada defende que o enfrentamento ao crime organizado deve envolver mudanças na legislação e mecanismos capazes de atingir principalmente as lideranças das facções.

Ao mesmo tempo, ela afirma que eventuais mudanças não devem eliminar o princípio de individualização da pena, justamente para diferenciar os diferentes níveis de participação dentro de uma organização criminosa.

Natural de Várzea Grande, Clariana Barão disputa espaço na corrida presidencial pelo DC apresentando um discurso voltado principalmente à segurança pública e ao endurecimento das políticas de combate à criminalidade.

A entrevista completa aborda ainda outras propostas da candidata para o país.

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VÍDEO: Abilio minimiza racha no PL e diz que divisão faz parte da disputa política

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), minimizou nesta quinta-feira (13) as divergências internas no partido após a aliança firmada com o MDB, que tem a deputada estadual Janaina Riva como candidata ao Senado. Para o prefeito, a divisão dentro das siglas é comum durante a construção das alianças eleitorais e não deve comprometer a candidatura de Wellington Fagundes (PL) ao Governo de Mato Grosso.

A aliança entre PL e MDB provocou reação de parte dos integrantes da legenda, especialmente entre prefeitos que defendiam o projeto de reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Três prefeitos já declararam apoio a Pivetta, enquanto o prefeito de Campo Novo do Parecis, Edilson Piaia, anunciou a intenção de deixar o PL.

Questionado sobre os impactos do racha, Abilio respondeu que a situação não é exclusiva do PL e citou outras legendas que também enfrentam divergências internas.

“A pergunta deveria ser: qual partido está inteiro? Se fala que o PL está rachado, mas o União Brasil está inteiro? O Republicanos está inteiro? Qual partido está inteiro? Acho que faz parte de qualquer discussão partidária. Há os aceites e os não aceites em qualquer partido”, afirmou.

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O prefeito também mencionou o PT como exemplo de divergência interna e citou a situação envolvendo a ex-vereadora Edna Sampaio e a escolha de Pedro Taques para a disputa ao Senado.

Para Abilio, a formação de alianças envolve diferentes interesses e disputas dentro das próprias legendas. Ele também lembrou o cenário do União Brasil, que chegou à convenção estadual com posições distintas sobre o projeto eleitoral para 2026.

No partido, uma ala ligada ao ex-governador Mauro Mendes defendia a aproximação com Pivetta, enquanto o grupo próximo ao senador Jayme Campos defendia o lançamento de candidatura própria.

Abilio também citou o Republicanos, que adotou uma posição de neutralidade na disputa presidencial e deixou para os diretórios estaduais a definição sobre alianças.

Apesar das divergências, o prefeito afirmou não acreditar que o cenário interno do PL prejudique Wellington Fagundes.

“Eu acho que não vai atrapalhar em nada. Eu acredito que eles têm um projeto deles e vão cuidar do projeto deles”, declarou.

 

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