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Justiça mantém vídeo de Taques no ar e rejeita pedido de censura

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A Justiça Eleitoral de Mato Grosso decidiu manter disponível um vídeo publicado pelo ex-governador Pedro Taques com críticas relacionadas à Operação Heritage e menções ao também ex-governador e pré-candidato ao Senado Mauro Mendes. A decisão é provisória e foi tomada pela juíza Glenda Moreira Borges, do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT).

O pedido para retirar o conteúdo havia sido apresentado pela Federação União Progressista, que alegou que a publicação atribuía a Mauro Mendes possíveis crimes e poderia atingir sua honra e imagem durante o período de pré-campanha.

Ao analisar o pedido de liminar, a magistrada entendeu que, neste momento, não havia elementos suficientes para determinar a remoção do vídeo. A decisão levou em consideração a proteção à liberdade de expressão e ao debate político, especialmente durante o período que antecede as eleições.

Segundo a juíza, a Justiça Eleitoral deve adotar o princípio da menor interferência possível no debate político e somente restringir manifestações em situações excepcionais. Na avaliação preliminar, também não foi identificado conteúdo que pudesse ser classificado, de forma inequívoca, como fato sabidamente inverídico.

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O vídeo publicado por Taques reúne trechos de reportagens e declarações de terceiros sobre a Operação Heritage, investigação que envolve um acordo de R$ 308 milhões entre o governo de Mato Grosso e a antiga operadora Oi. A publicação utiliza expressões de forte teor crítico e questiona a atuação de autoridades relacionadas ao caso.

A magistrada também considerou, nesta fase do processo, que não estavam presentes elementos suficientes para caracterizar ataque à honra ou à imagem de Mauro Mendes.

A decisão não encerra o processo. O mérito da representação ainda será analisado pelo TRE-MT, após manifestação do Ministério Público Eleitoral. Até uma nova decisão, o vídeo permanece disponível nas redes sociais de Pedro Taques.

O caso coloca novamente a Operação Heritage no centro do debate político em Mato Grosso, em meio à movimentação de pré-candidatos para as eleições de 2026.

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VÍDEO: Abilio minimiza racha no PL e diz que divisão faz parte da disputa política

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), minimizou nesta quinta-feira (13) as divergências internas no partido após a aliança firmada com o MDB, que tem a deputada estadual Janaina Riva como candidata ao Senado. Para o prefeito, a divisão dentro das siglas é comum durante a construção das alianças eleitorais e não deve comprometer a candidatura de Wellington Fagundes (PL) ao Governo de Mato Grosso.

A aliança entre PL e MDB provocou reação de parte dos integrantes da legenda, especialmente entre prefeitos que defendiam o projeto de reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Três prefeitos já declararam apoio a Pivetta, enquanto o prefeito de Campo Novo do Parecis, Edilson Piaia, anunciou a intenção de deixar o PL.

Questionado sobre os impactos do racha, Abilio respondeu que a situação não é exclusiva do PL e citou outras legendas que também enfrentam divergências internas.

“A pergunta deveria ser: qual partido está inteiro? Se fala que o PL está rachado, mas o União Brasil está inteiro? O Republicanos está inteiro? Qual partido está inteiro? Acho que faz parte de qualquer discussão partidária. Há os aceites e os não aceites em qualquer partido”, afirmou.

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O prefeito também mencionou o PT como exemplo de divergência interna e citou a situação envolvendo a ex-vereadora Edna Sampaio e a escolha de Pedro Taques para a disputa ao Senado.

Para Abilio, a formação de alianças envolve diferentes interesses e disputas dentro das próprias legendas. Ele também lembrou o cenário do União Brasil, que chegou à convenção estadual com posições distintas sobre o projeto eleitoral para 2026.

No partido, uma ala ligada ao ex-governador Mauro Mendes defendia a aproximação com Pivetta, enquanto o grupo próximo ao senador Jayme Campos defendia o lançamento de candidatura própria.

Abilio também citou o Republicanos, que adotou uma posição de neutralidade na disputa presidencial e deixou para os diretórios estaduais a definição sobre alianças.

Apesar das divergências, o prefeito afirmou não acreditar que o cenário interno do PL prejudique Wellington Fagundes.

“Eu acho que não vai atrapalhar em nada. Eu acredito que eles têm um projeto deles e vão cuidar do projeto deles”, declarou.

 

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