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O que somos…e para quê?

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Outro dia, parada esperando o semáforo abrir, como gosto de reparar em tudo à minha volta, me deparei com a seguinte cena: algumas árvores enfileiradas, me pareciam da mesma espécie, plantadas há não muito tempo, a considerar suas alturas, por volta de um metro e meio.

Todas ali, alinhadas com o mesmo estilo de poda: a copa em formato de cogumelo – não sei nada sobre estilos de poda – ornamentando a calçada de um grande supermercado reformado recentemente.

O que me chamou a atenção, de imediato, foi que uma delas não estava com a poda mantida. Ela insistia em ter alguns pequenos galhos maiores crescendo como que a caminho do sol ou do céu!

Fiquei refletindo sobre aquela cena. Será qual a missão daquela pequena árvore: ornamentar ou fazer sombra? Sei que não são frutíferas! Todas são funções necessárias, não acho justo fazer uma escala de importância.

Ela não escolheu, foi colocada ali e será sempre podada para ornamentar, junto das demais, aquela calçada. Quem sabe um dia, elas todas iguais, crescerão e farão sombra e a “arvorezinha descabelada” atinja seu propósito, se for este!

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E com a gente? Será que temos clareza de que somos para ornamentar, fazer sombra, dar frutos ou flores?

Temos clareza do(s) nosso(s) propósito(s)? Como encontrá-lo e como saber o nosso lugar?

Citando o poeta alemão Johann Wolfgang Von Göethe, “Quem é firme nos seus propósitos molda o mundo a seu gosto”.

Enquanto não sei todas essas respostas, seguirei acompanhando esta arvorezinha que, provavelmente, continuará a me fazer companhia no caminho.

*Mariane Mesquita Souza Hartung é chefe do Departamento de Gestão de Pessoas.

Fonte: MP MT

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MP consegue decisão para reativação imediata da Escola Estadual Denis Manerich

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A 3ª Promotoria de Justiça de Alto Araguaia (a 415 km de Cuiabá) obteve na Justiça uma decisão liminar que impede a desativação da Escola Estadual Denis Manerich de Oliveira, localizada em Alto Taquari. A decisão determina que o Estado de Mato Grosso suspenda imediatamente o ato administrativo que fechou a unidade, reativando-a em até 72 horas, com a garantia de matrícula para todos os interessados e o fornecimento de professores e servidores em número adequado. O curto prazo se deve à proximidade do início do ano letivo.

Atendendo a um pedido do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), a decisão também estabelece que seja promovido um amplo debate com a comunidade escolar, incluindo a participação do Conselho Municipal de Educação e outras entidades, para avaliar alternativas de manutenção da escola ou a realocação dos alunos em outra unidade de ensino. Além disso, no prazo de 30 dias, o Estado deverá apresentar estudos técnicos que comprovem que o fechamento da escola é realmente benéfico para os alunos nos aspectos logístico, psicológico, cultural, social e pedagógico. O descumprimento da decisão acarretará multa diária de R$ 5 mil, limitada a R$ 300 mil.

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Falta de justificativa levou MP a acionar a Justiça

A Ação Civil Pública foi ajuizada pelo promotor de Justiça Frederico César Batista Ribeiro após o recebimento de denúncias de mães preocupadas com o impacto do fechamento da escola para seus filhos. Um abaixo-assinado pedindo a permanência da unidade também foi apresentado ao MP. Ao questionar a Diretoria Regional de Educação (DRE) de Rondonópolis, a direção da escola e a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), a Promotoria não recebeu respostas convincentes sobre os motivos do encerramento das atividades da escola.

“Assim como a comunidade escolar não foi esclarecida sobre o motivo do fechamento da escola com melhor avaliação pedagógica, o Estado também não apresentou ao Ministério Público critérios técnicos ou estudos que embasassem essa decisão”, destacou o promotor.

Após colher depoimentos, o MP apurou que:

  • O fechamento da Escola Estadual Denis Manerich foi decidido de forma unilateral pelo Estado;
  • Não houve reunião prévia com os pais dos alunos para discutir a decisão;
  • A Escola Carlos Irrigaray Filho, indicada como alternativa, não possui estrutura adequada para receber todos os estudantes da Denis Manerich e da escola municipal;
  • Alunos com deficiência podem ser prejudicados, pois não há comprovação de que haverá atendimento especializado na nova unidade.
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Com a decisão judicial, a comunidade escolar aguarda um posicionamento definitivo do Estado sobre o futuro da escola e de seus estudantes.

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