Ministério Público MT

Alunos de Cáceres e Jauru lotam quadras para assistir peça teatral

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Com as quadras lotadas de jovens na Escola Estadual Desembargador Gabriel Pinto de Arruda e na Escola Municipal 16 de Março (Núcleo Sadia), em Cáceres (a 225km de Cuiabá), o projeto “Prevenção Começa na Escola” encerrou as visitas à região Oeste de Mato Grosso, nesta sexta-feira (7). No decorrer da semana, quatro municípios receberam as intervenções culturais e apresentações da peça teatral ‘Inocentes Pétalas Roubadas’, da Cia. Vostraz, beneficiando cerca de 4 mil alunos.

Além de Cáceres, receberam o projeto da Procuradoria de Justiça Especializada em Defesa da Criança e do Adolescente as cidades de Vila Bela da Santíssima Trindade, Pontes e Lacerda e Jauru. Foram duas apresentações por município, acompanhadas pelos promotores de Justiça da Infância e Juventude e pelas instituições integrantes da rede de proteção. “A presença maciça dos alunos e dos profissionais da educação demonstra o sucesso da iniciativa, especialmente nesse período de retorno das atividades presenciais”, avaliou o procurador de Justiça titular da Especializada, Paulo Roberto Jorge do Prado.

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Conforme o procurador, o objetivo do projeto é transmitir de maneira simples, direta e objetiva mensagens orientativas e preventivas sobre importantes temas vivenciados por crianças e adolescentes no ambiente escolar, como o bullying, assédio sexual, drogas, gravidez na adolescência, entre outros. “Levamos a mensagem de forma lúdica, para que o público efetivamente compreenda”, afirmou.

Calendário – Ainda em outubro o projeto será levado para as cidades de Sinop (24/10), Colíder (25/10) e Cláudia (26/10). Em novembro, serão visitadas escolas em São Félix do Araguaia (07/11), Água Boa (08/11) e Paranatinga (09/11). Na última etapa as apresentações ocorrerão em Sapezal (21/11) e Diamantino (22/11).

Fonte: MP MT

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Ministério Público MT

Homem é condenado a 18 anos por matar mulher trans em Cuiabá

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O Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta terça-feira (5), Junio Santos da Silva a 18 anos de prisão, em regime inicialmente fechado, pelo assassinato da mulher trans Gisa, nome social de Gerardo Ribeiro Lima Junior, de 55 anos. A decisão acolheu integralmente a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).

Os jurados reconheceram que o crime foi cometido por motivo torpe, mediante asfixia, com emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e por razões da condição do sexo feminino, em contexto de discriminação contra uma mulher trans.

O julgamento foi conduzido pelo Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá, com atuação do promotor de Justiça Vinícius Gahyva. Durante a sessão, o representante do Ministério Público destacou que Gisa integra a exposição “Em Memória Delas”, do Observatório Caliandra, iniciativa do MPMT que homenageia vítimas de feminicídio e violência de gênero.

“O reconhecimento de Gisa na exposição reforça a posição do Ministério Público em reconhecê-la como mulher”, afirmou o promotor durante o julgamento.

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De acordo com a denúncia, o crime ocorreu na madrugada de 7 de abril de 2024, em um terreno baldio na Rua Professora Tereza Lobo, no bairro Consil, em Cuiabá. A vítima foi agredida com diversos golpes na cabeça e morreu após ser asfixiada.

Na sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira destacou que os jurados acolheram todas as qualificadoras apresentadas pela acusação. Ao fixar a pena, a magistrada também considerou os impactos psicológicos sofridos pelos familiares da vítima.

Preso preventivamente desde novembro de 2024, Junio Santos da Silva permanecerá detido. A Justiça determinou a execução imediata da pena e negou ao condenado o direito de recorrer em liberdade.

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