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Fios e cabos soltos e esquecidos oferecem riscos à população…

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O coordenador da pasta de Proteção e Defesa Civil, o sargento BM da reserva Alberto dos Santos, destacou os transtornos que a situação vem causando aos pedestres e trabalhadores. “Recentemente um senhor, idoso, tropeçou e caiu por conta de um cabo amarrado no chão, em plena Av. Brescansin. Temos, ainda, os profissionais que trabalham próximo aos postes, na limpeza e paisagismo, por exemplo. Os problemas estão nas ruas, avenidas, praças em fim por toda a cidade”, cita o gestor.

O vice-prefeito, Gerson Bicego, disse que a organização de fios e cabos caídos e fora de uso vão além da estética, uma vez que podem causar acidentes e até risco de vida. “Precisamos discutir esta questão tanto por conta da estética quanto, por conta da segurança, sabemos da necessidade do serviço e queremos que seja feito, mas com padrão de qualidade”, destacou o vice-prefeito.

Celso Kosak, representando a Câmara e Vereadores, apresentou um pré-projeto de Lei que deverá, em breve, tramitar na Casa de Leis que regulamenta a utilização e dispõe sobre o alinhamento e retirada de fios inutilizados dos postes de energia elétrica.

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Para o secretário de Segurança Pública, Trânsito e Defesa Civil, José Carlos Moura, a preocupação é com os cortes drásticos de fios e cabos. “É preciso ter cuidado de não cortar fios que prejudiquem os serviços essenciais. Uma gestão compartilhada, com todos os segmentos para retirada do material excedente pode ser a solução”, disse o secretário.

O representante da LCI Telecom, Jean, sugeriu uma força-tarefa com as empresas prestadoras de serviços que compartilham os postes. “Já que o uso é mútuo, seria ideal realizar esse trabalho conjunto e setorizar o trabalho de manutenção, estipulando data de início e fim”, disse.

PERIGO

É só prestar atenção nos postes para encontrar em alguns deles, fiação enrolada ou espalhada pelo chão.

Não é só a visão poluída que atrapalha a vida dos sorrisenses.  Os cabos, muitas vezes, estão na entrada da casa ou portão da garagem. Um cabo pendurado e preso à rede elétrica além de atrapalhar a passagem, coloca em risco a vida de quem transita pela calçada.

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Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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GERAL

Sérgio Ricardo pede cautela em investigação da Operação Heritage e defende presunção de inocência

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O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, afirmou que as investigações da Operação Heritage devem ser conduzidas com serenidade e sem julgamentos antecipados. A declaração ocorre em meio à repercussão política da operação, que apura um suposto esquema envolvendo recursos públicos e um acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a empresa Oi.

Segundo Sérgio Ricardo, todos os envolvidos devem ter assegurado o direito à presunção de inocência até que as investigações apresentem conclusões. Entre os citados no caso estão o ex-secretário-chefe da Casa Civil Mauro Carvalho, o ex-governador Mauro Mendes (União), candidato ao Senado, e o candidato a deputado federal Fábio Garcia (União).

“Todo mundo é inocente até prova em contrário. Então, eu penso que é uma situação que vai se alongar, vai se alongar porque envolve muitas pessoas. Ela acontece num momento eleitoral e não tem como o processo eleitoral não sofrer com esses acontecimentos. Mas eu espero, e não tenho dúvida nenhuma, que tudo vai ser apurado. Se tiver culpado, culpado vai ser apontado; se não, inocentados”, afirmou.

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O presidente do TCE-MT evitou fazer uma análise política sobre o caso e ressaltou que o papel das instituições é apurar os fatos e responsabilizar eventuais envolvidos, caso sejam identificadas irregularidades.

“Esse é um assunto delicado para eu tratar, porque eu não estou no processo político, eu não gosto de ficar fazendo essas análises políticas, porque tudo o que tiver que ser apurado, tudo o que tiver que ser denunciado, e tudo o que for denunciado, vai ser apurado”, declarou.

Sérgio Ricardo também destacou a atuação das instituições brasileiras, citando o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Polícia Federal (PF). Para ele, a investigação deve seguir os procedimentos legais, sem que as garantias constitucionais sejam deixadas de lado.

“Hoje nós temos as instituições fortes no Brasil. Então, eu vejo como nada passar batido ou nada passar em branco com relação a tudo isso que está acontecendo”, disse.

A Operação Heritage foi deflagrada pela Polícia Federal com autorização do STF e investiga um suposto esquema de desvio de aproximadamente R$ 308 milhões relacionado a um acordo financeiro envolvendo o Governo de Mato Grosso e a Oi.

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A apuração também envolve suspeitas de lavagem de dinheiro, desvio de recursos públicos, crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e uso de informação privilegiada. Segundo as investigações, a operação teria como foco uma estrutura financeira envolvendo fundos controlados pelo Banco Master.

A investigação alcançou ainda órgãos públicos, entre eles a Procuradoria-Geral do Estado (PGE). Por ocorrer em meio ao período de articulações para as eleições de 2026, o caso passou a provocar repercussões no cenário político de Mato Grosso.

Para Sérgio Ricardo, porém, eventuais efeitos políticos não devem interferir no andamento da investigação. Na avaliação do conselheiro, cabe às autoridades responsáveis esclarecer os fatos e apontar responsabilidades somente após a conclusão das apurações.

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