POLÍTICA NACIONAL

Kajuru destaca saída do Brasil do Mapa da Fome

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Em pronunciamento no Plenário nesta quarta-feira (20), o senador Jorge Kajuru (PSB-GO) comemorou a saída do Brasil do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura. Ele destacou que, segundo relatório divulgado em julho por agências da ONU, no triênio 2022-2024 menos de 2,5% da população esteve em risco de subalimentação, índice que recoloca o país fora da lista de nações com fome crônica.

Defender a Constituição é também batalhar pelo respeito ao direito humano à alimentação adequada, digna. Assim, só posso aplaudir o fato de o Brasil ter saído novamente do Mapa da Fome, de acordo com o critério técnico adotado pelos países membros da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura. A informação consta do último relatório O Estado da Segurança Alimentar e da Nutrição no Mundo, produzido em conjunto por cinco agências da ONU e divulgado há menos de um mês, durante o nosso recesso — afirmou.

O senador lembrou que o Brasil havia deixado o Mapa em 2014, mas voltou em 2021 em razão da pandemia e da redução das políticas de proteção social. Para Kajuru, o novo resultado é fruto de medidas que fortaleceram o salário mínimo, reduziram o desemprego e aumentaram a renda média da população. Ele ressaltou ainda o papel do Ministério do Desenvolvimento Social, sob comando do ministro Wellington Dias, na execução do Plano Brasil Sem Fome e de programas voltados à agricultura familiar, alimentação escolar e distribuição de refeições.

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— Presidente Lula, seja grandioso e reconheça que, sem o Wellington Dias no Ministério, isso não teria acontecido em relação ao combate à fome. É ele o responsável maior pela execução do Plano Brasil Sem Fome, que engloba uma série de ações e programas com o objetivo de proporcionar dignidade e bem-estar a uma extensa camada da nossa população — disse Kajuru.

Apesar do avanço, o parlamentar alertou que 35 milhões de brasileiros ainda vivem em insegurança alimentar, conforme dados da ONU. 

Como um país que é um dos maiores produtores de alimentos do mundo pode permitir que milhões de pessoas não tenham acesso à comida? Pergunto: será que existe algo mais prioritário do que alimentar todos os brasileiros? Combater a fome é fazer valer um direito humano básico — declarou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

PF encontra diálogos de Lulinha com empresária investigada no caso do INSS

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Novas informações obtidas pela Polícia Federal ampliaram a apuração sobre a relação entre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, a empresária Roberta Luchsinger e Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Mensagens apreendidas durante a investigação mostram conversas entre Lulinha e Roberta sobre negócios, articulações e reuniões com pessoas que ocupavam posições estratégicas no governo federal.

Entre os diálogos está uma conversa de 22 de março de 2024 na qual Roberta afirma que os dois atuavam em um nível diferenciado e menciona a Suíça como perspectiva para o futuro. Na mesma troca de mensagens, segundo o material divulgado, Lulinha relata participação em reuniões com Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, e Swedenberger Barbosa, então secretário-executivo do Ministério da Saúde.

Os novos elementos passaram a ser analisados no contexto da investigação sobre o esquema de descontos associativos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS. A Operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União, apura um esquema que teria movimentado bilhões de reais entre 2019 e 2024.

A PF também investiga a atuação de Roberta Luchsinger, apontada como uma das conexões entre Lulinha e o Careca do INSS. Segundo documentos já apresentados no âmbito da CPMI, a empresária teria recebido R$ 1,5 milhão de empresas ligadas a Antunes. Em uma das mensagens analisadas pelos investigadores, o lobista teria determinado o pagamento de R$ 300 mil a uma empresa ligada a Roberta e, ao ser questionado sobre o destinatário, utilizado a expressão “filho do rapaz”. A PF passou a investigar se a referência seria a Lulinha.

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Outro ponto que entrou no radar dos investigadores são viagens internacionais realizadas em 2024. Documentos apresentados à CPMI apontam pelo menos três ocasiões em que Lulinha, Roberta e Antunes estiveram na Península Ibérica, incluindo períodos em Lisboa e Madri. Em uma das viagens, Lulinha e Roberta viajaram juntos de Guarulhos para Lisboa, em junho daquele ano.

A defesa de Lulinha nega participação em negociações ou irregularidades. Segundo os advogados, ele foi convidado por Antunes para conhecer um projeto relacionado à produção de medicamentos à base de canabidiol durante uma viagem a Portugal, mas não teria participado de negociações, investido recursos ou recebido proposta de sociedade no empreendimento.

Roberta Luchsinger também nega irregularidades. Em depoimento à Polícia Federal, prestado em maio, ela afirmou que os recursos recebidos de Antunes estavam relacionados a um projeto de regulamentação do mercado de canabidiol e negou que Lulinha tivesse prestado serviços ou recebido valores relacionados à contratação.

 

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Conversa entre Lulinha e Roberta Luchsinger revela que filho do presidente partipava de reuniões com núcleo-duro de Lula

A investigação ganhou ainda uma dimensão política após a CPMI do INSS aprovar o indiciamento de Lulinha. Documentos apresentados no Congresso sustentam que os investigadores encontraram indícios de possível atuação como facilitador de acesso a instâncias governamentais e levantam a hipótese de sociedade oculta com Antunes. Essas conclusões, porém, fazem parte das alegações e linhas investigativas da comissão e ainda estão sujeitas à análise das autoridades competentes.

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A situação de Lulinha também chegou ao Supremo Tribunal Federal. A Polícia Federal havia solicitado a quebra de seus sigilos bancário, fiscal e telemático, medida autorizada pelo ministro André Mendonça. Posteriormente, o ministro Flávio Dino suspendeu a quebra de sigilo aprovada pela CPMI, enquanto informações financeiras relacionadas ao caso já haviam sido divulgadas.

Com as novas mensagens, a investigação passa a analisar não apenas possíveis vínculos financeiros, mas também o conteúdo das conversas e a eventual atuação de pessoas próximas ao governo em reuniões e tratativas de interesse empresarial. Até o momento, contudo, não há condenação de Lulinha e as apurações sobre sua eventual participação no esquema continuam em andamento.

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