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Justiça de Cuiabá concede medida protetiva contra presidente e superintendente do Creci-MT após denúncias de assédio

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A Justiça de Cuiabá determinou uma medida protetiva contra Claudecir Roque Contreira, presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de Mato Grosso (Creci-MT), e Deivissen Santana Benites de Oliveira, superintendente da instituição, após denúncias graves de assédio moral e ameaças psicológicas feitas por uma ex-funcionária.

De acordo com a decisão judicial, ambos os envolvidos estão proibidos de se aproximar da vítima a menos de um quilômetro, de contatá-la ou de frequentar locais onde ela esteja. A medida foi tomada com base em relatos de manipulação psicológica e tentativas de intimidação que afetaram profundamente a saúde mental da ex-funcionária, gerando medo por sua segurança.

As denúncias foram formalizadas no Ministério Público do Trabalho e na Polícia Federal em 2024. Segundo os depoimentos, o presidente Claudecir Contreira teria criado um ambiente de perseguição e sobrecarga de trabalho, até mesmo durante períodos de descanso e doença da funcionária. Outro relato apontou que o presidente teria gritado com a vítima por ela chorar após uma advertência.

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Além das acusações contra Contreira e Oliveira, há também denúncias de assédio sexual envolvendo o conselheiro Beto Correia, de Sinop, que teria enviado mensagens e fotos inapropriadas à vítima, além de ameaçá-la com a demissão caso não cedesse às suas exigências.

Em resposta, o Creci-MT afirmou que abriu um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para investigar as acusações e reiterou seu compromisso com a ética e o respeito à dignidade humana.

O caso continua sob investigação, e as autoridades estão trabalhando para esclarecer todos os detalhes das alegações, enquanto a vítima busca a reparação por meio da Justiça.

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Tribunal de Justiça de MT

JURI REMARCADO: Justiça aponta risco de fuga e mantém presos réus pela morte de Zampieri

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A Justiça de Mato Grosso decidiu manter a prisão preventiva de três réus acusados de participação na morte do advogado Roberto Zampieri, executado a tiros em dezembro de 2023, em Cuiabá. A decisão foi proferida nesta terça-feira (18) pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, da 11ª Vara Criminal de Cuiabá, especializada em Justiça Militar.

Permanecem presos Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Os três respondem a acusações relacionadas à execução do advogado e já foram submetidos ao Tribunal do Júri, cujo julgamento precisou ser interrompido e acabou remarcado para 29 de setembro, às 9h.

Ao analisar o pedido de revisão das prisões, o magistrado concluiu que não surgiu nenhum fato novo capaz de alterar os fundamentos que justificaram a prisão preventiva. Entre os argumentos considerados está o risco de fuga apontado pelo Ministério Público de Mato Grosso.

Segundo a denúncia, os acusados seriam de Minas Gerais e teriam se deslocado até Cuiabá para participar da execução de Zampieri. Para o Ministério Público, a liberdade dos réus poderia dificultar a aplicação da lei penal.

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“Não verifico qualquer circunstância fática superveniente capaz de modificar as razões que ensejaram as prisões preventivas dos acusados”, afirmou o juiz na decisão.

O magistrado, por outro lado, autorizou a defesa de Hedilerson a ter acesso ao HD que reúne dados de extrações telemáticas de outras mídias apreendidas durante a investigação. O acesso foi marcado para sexta-feira (21), às 14h.

A decisão também determinou que as unidades prisionais onde os acusados estão custodiados permaneçam à disposição da Justiça para a realização da nova sessão do Tribunal do Júri.

Função de cada acusado

De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público, Antônio Gomes da Silva é apontado como o responsável pelos disparos que mataram Zampieri. Conforme a investigação, ele teria confessado a execução e sido contratado para cometer o homicídio.

Hedilerson Fialho Martins Barbosa, integrante do Exército e instrutor de tiro, é acusado de atuar como intermediário. A denúncia sustenta que ele teria feito a ligação entre o executor e os responsáveis pela contratação, além de fornecer a arma utilizada no crime.

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Já o coronel da reserva do Exército Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas é apontado pelo Ministério Público como responsável pela articulação e pelo financiamento da execução.

Outros seis denunciados também são investigados por suposto envolvimento no assassinato, entre eles Aníbal Manoel Laurindo e Elenice Ballarotti Laurindo, apontados como mandantes. Eles ainda não foram submetidos ao Tribunal do Júri.

Crime teria relação com disputa por fazenda

Segundo a acusação, a morte de Zampieri estaria relacionada a uma disputa judicial envolvendo a Fazenda Lagoa Azul, em Ribeirão Cascalheira, avaliada em aproximadamente R$ 100 milhões.

O advogado atuava no processo representando a parte contrária aos interesses do produtor rural Aníbal Manoel Laurindo, que havia perdido a posse provisória da propriedade.

A investigação aponta que a contratação da execução teria envolvido R$ 124.250 pagos antes do assassinato e outros R$ 60 mil após a morte do advogado.

Como os fatos ainda estão submetidos ao julgamento judicial, as acusações contra os réus não equivalem a condenação definitiva.

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