POLÍTICA NACIONAL

Para Izalci, Bolsonaro só é julgado no STF por ter sido presidente da República

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O senador Izalci (PL-DF) afirmou, em pronunciamento nesta quarta-feira (11), que o ex-presidente Jair Bolsonaro sofre perseguição política. Segundo ele, o  depoimento prestado ao Supremo Tribunal Federal (STF) na terça-feira (10) mostra que Bolsonaro está sendo julgado apenas por ter ocupado a Presidência da República. Izalci afirmou que o sistema político não aceitou a presença de Bolsonaro no Planalto.

— Bolsonaro não está sendo julgado por ter orquestrado o pagamento de propina a parlamentares, não está sendo julgado por ter roubado a Petrobras e muito menos por ter adquirido, por intermédio de laranjas, sítios ou fazendas. Bolsonaro está sendo julgado apenas por ser Bolsonaro. Até a tentativa de assassinato [em 2018, Bolsonaro foi esfaqueado no abdômen em comício durante campanha à Presidência da República] foi minimizada por ter sido contra Bolsonaro. Chegaram ao absurdo de dizer que era fake news — disse. 

Sobre o depoimento ao STF, Izalci afirmou que a postura do ex-presidente frustrou expectativas de um confronto com o ministro Alexandre de Moraes. Segundo o senador, Bolsonaro manteve calma e não forneceu material para manchetes sensacionalistas. Ele também criticou o que chamou de “massacre midiático” contra o ex-presidente.

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— Foi uma aula de um líder que sempre joga dentro das quatro linhas. O presidente Bolsonaro tem a coragem e mantém a alma aberta, mesmo diante de tantas dificuldades e perseguições — afirmou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Flávio Bolsonaro lança campanha à Presidência em Copacabana com discurso centrado na família e no legado de Jair Bolsonaro

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O senador Flávio Bolsonaro (PL) lançou oficialmente neste domingo (16) sua candidatura à Presidência da República em um ato realizado na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. Em um discurso marcado por referências ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, o candidato buscou reforçar a continuidade do projeto político associado ao sobrenome Bolsonaro e apresentou propostas voltadas principalmente à economia, segurança pública e valores familiares.

Durante o evento, Flávio afirmou reconhecer o peso de carregar o nome do ex-presidente na disputa nacional e disse estar preparado para enfrentar os adversários. Em diferentes momentos, o público foi chamado a homenagear Jair Bolsonaro, com manifestações de apoio ao ex-presidente.

Uma gravação com uma mensagem de Jair Bolsonaro foi reproduzida durante o ato. O momento também foi marcado pela participação de Fernanda Bolsonaro, mulher de Flávio, que escreveu nas costas da camisa do candidato a frase “o Brasil vai vencer”. Ao subir ao palco, ela relacionou a participação feminina à defesa da família.

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“Quando as mulheres vencem, a família vence. E o Brasil vai vencer”, afirmou.

Flávio também direcionou críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), principal adversário citado durante o discurso. O senador classificou a gestão petista como responsável pelo aumento do custo de vida e apresentou sua candidatura como alternativa ao atual governo.

Na área econômica, Flávio prometeu reduzir impostos e a burocracia. Na segurança pública, defendeu medidas mais rigorosas, incluindo a redução da maioridade penal. O candidato também mencionou os índices de feminicídio ao abordar a segurança das mulheres.

O discurso foi acompanhado por referências a temas que fazem parte da agenda política do bolsonarismo, como liberdade, segurança, família e críticas ao Supremo Tribunal Federal.

O ato contou com a presença de integrantes do PL e aliados da campanha, entre eles o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), escolhido como vice na chapa, e o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha. Também participaram candidatos do partido ao governo e ao Senado pelo Rio de Janeiro, como Douglas Ruas, Carlos Portinho e Carlos Jordy.

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O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, declarou apoio à composição da chapa e afirmou que o partido pretende realizar uma ampla mobilização durante a campanha.

A família também teve papel de destaque no lançamento. A mãe de Flávio, Rogéria Bolsonaro, candidata a deputada federal pelo PL no Rio de Janeiro, discursou antes do filho e defendeu a construção de um governo que, segundo ela, seja forte para enfrentar os problemas do país.

Michelle Bolsonaro não participou do evento. Segundo a organização, a ex-primeira-dama, que é candidata ao Senado pelo Distrito Federal, permaneceu em Brasília em razão dos cuidados com Jair Bolsonaro, além de compromissos relacionados à própria campanha.

Realizado em um dos principais pontos de mobilização do bolsonarismo no Rio de Janeiro, o lançamento marcou o início oficial da corrida de Flávio Bolsonaro ao Palácio do Planalto. O candidato deverá agora ampliar a agenda nacional e buscar consolidar seu nome junto ao eleitorado durante a campanha.

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