POLÍTICA NACIONAL

Debate esvaziado: Lula não vai, e Flávio Bolsonaro também decide não participar

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O senador Flávio Bolsonaro (PL) decidiu não participar do debate presidencial da Band, marcado para o próximo domingo (23), às 20h. A decisão ocorreu após a confirmação de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não estará no encontro.

A emissora havia transferido o debate, inicialmente previsto para o dia 16, para o dia 23 de agosto na tentativa de garantir a presença do presidente. Com a ausência de Lula mantida, a campanha de Flávio optou por não comparecer.

A estratégia adotada pelo senador acompanha a avaliação de que os debates ganham maior relevância para sua campanha quando Lula também está presente. O petista, por sua vez, sinalizou que poderá ficar de fora dos primeiros encontros da corrida presidencial.

A equipe de Lula argumenta que o presidente está dividido entre compromissos de governo e a agenda eleitoral neste início de campanha. Outro fator considerado pelos aliados é a composição do debate, que reúne candidatos de diferentes correntes políticas e poderia concentrar críticas contra o chefe do Executivo.

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A organização do encontro também foi alvo de questionamentos relacionados aos critérios para participação de alguns candidatos, entre eles Augusto Cury, do Avante, e Renan Santos, do Missão.

Com as ausências, a disputa presidencial começa a ser marcada também pela estratégia dos candidatos em relação aos debates. Lula tende a priorizar encontros considerados de maior audiência no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro sinaliza preferência por debates em que o presidente esteja presente.

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POLÍTICA NACIONAL

Caiado compara segurança em Salvador à guerra na Ucrânia e afirma que risco de morte é cinco vezes maior

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“Isso é um fato estatístico”, declarou o presidenciável

Candidato à Presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado expressou preocupação com a segurança pública de Salvador, capital da Bahia, e afirmou que ir até a cidade é mais perigoso do que ir à Ucrânia, país em guerra com a Rússia.

– Hoje, para você ir a Salvador, você corre cinco vezes mais o risco que se você for à Ucrânia, para a guerra. Hoje, a chance de você morrer na Bahia, cinco vezes maior por hora do que se você for à Ucrânia. Isso é um fato estatístico – afirmou.

A fala aconteceu durante a 27ª Conferência Anual Santander, o Centro Histórico de São Paulo. Na ocasião, ele apontou que a segurança pública é uma das “grandes preocupações da população brasileira”.

Ele também observou que as pessoas tem recorrido a estratégias como o uso de alianças falsas para evitar terem bens roubados.

Caiado ainda ironizou as falas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva invocando a “soberania brasileira”, apontando que atualmente nossa soberania tem estado nas mãos do Primeiro Comando da Capital (PCC).

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O ex-governador de Goiás também disse que os Estados Unidos não podem resolver um problema que é “nosso”, ao se referir ao combate às organizações criminosas brasileiras.

– Os americanos não vão resolver um problema que é nosso. Não tenho preocupação nenhuma com os americanos. Quem vai resolver esse problema somos nós – disse à imprensa após o evento.

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