POLÍTICA NACIONAL

CDH: projeto libera PcDs de multa por desistir de cursos

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Está na pauta da Comissão de Direitos Humanos (CDH) o projeto que desobriga as pessoas com deficiência do pagamento de multas em caso de suspensão, cancelamento ou desistência de cursos de capacitação (PL 5.172/2023). A reunião da CDH está marcada para quarta-feira (14), a partir das 11h.

Do senador Romário (PL-RJ), o projeto estabelece que, nos casos em que a suspensão ou desistência do curso se der por motivos relacionados à condição de deficiência do aluno, não poderão ser cobrados quaisquer encargos financeiros. Romário argumenta que o receio de penalidades financeiras em caso de desistência funciona como barreira ao acesso das pessoas com deficiência à educação e à formação profissional. O senador afirma quea medida ajuda a garantir o direito desssas pessoas à educação sem que elas sejam penalizadas por circunstâncias que fogem ao seu controle.

A proposta recebeu parecer favorável da senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO) e, se aprovada na CDH, seguirá para a análise da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

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Na mesma reunião, será votada a criação do programa de saúde direcionado às mulheres alcoólatras (PL 2.880/2023) e o de atenção e orientação às mães atípicas (PL 1.179/2024). Também está na pauta o projeto que estabelece a inelegibilidade por crimes praticados com violência doméstica e familiar contra a mulher (PLP 197/2024).

A reunião deliberativa da CDH terá início logo depois da instalação de uma subcomissão temporária para debater a Convenção sobre os Aspectos Civis do Sequestro Internacional de Crianças.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Nunes Marques restabelece filiação de Flávio Bolsonaro ao PL

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Às vésperas do prazo final para o registro de candidaturas, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou nesta quinta-feira (13) o restabelecimento da filiação do senador Flávio Bolsonaro ao Partido Liberal (PL). A decisão ocorre após o nome do parlamentar aparecer como filiado ao Partido Missão no sistema da Justiça Eleitoral, justamente no período em que ele busca registrar sua candidatura à Presidência da República.

A medida foi tomada a pedido do próprio PL. Na decisão, Nunes Marques considerou que a filiação partidária é uma condição necessária para que o cidadão possa disputar uma eleição e destacou que o vínculo não poderia ser alterado sem a manifestação de vontade do filiado.

Segundo o ministro, documentos apresentados no processo comprovam que Flávio Bolsonaro mantém vínculo com o PL desde 30 de novembro de 2021. Uma certidão da Justiça Eleitoral, citada na decisão, apontaria a regularidade e a exclusividade da filiação do senador à legenda.

Nunes Marques também considerou incompatível com as circunstâncias do caso a hipótese de uma mudança voluntária de partido. Flávio é apresentado publicamente como pré-candidato do PL à Presidência, enquanto o Missão já possui Renan Santos como nome lançado para a disputa ao Palácio do Planalto.

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A decisão ocorreu no mesmo dia em que o presidente do TSE determinou a abertura de investigação para apurar como a filiação ao Missão foi registrada. De acordo com o tribunal, não houve invasão ou ataque hacker ao sistema da Justiça Eleitoral. A suspeita é de uso indevido das credenciais de acesso de alguém autorizado a realizar filiações em nome do partido.

O caso também deverá ser encaminhado à Procuradoria-Geral Eleitoral para as providências cabíveis, enquanto a Polícia Federal investigará as circunstâncias do registro.

Em nota, o Missão afirmou ter sido alvo de uma tentativa de filiação fraudulenta e informou que já havia comunicado o gabinete de Flávio Bolsonaro sobre as tentativas de inclusão do senador no quadro partidário desde o dia 2 de agosto.

O partido também declarou que pretende colaborar com as investigações e disponibilizar informações técnicas, como registros de acesso, e-mails e endereços de IP, para ajudar na identificação dos responsáveis.

Com a decisão do TSE, Flávio Bolsonaro volta a ter oficialmente o PL como partido de filiação, afastando, neste momento, um dos obstáculos para o registro de sua candidatura à Presidência da República.

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