Mato Grosso

Primeira-dama de MT destaca compromisso do SER Família Inclusivo; 10 mil autistas já possuem Carteira de Identificação no Estado

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Nesta quarta-feira (2.4), o mundo se une para celebrar o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, uma data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2007 para ampliar o conhecimento sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e incentivar a inclusão. Em Mato Grosso, o programa SER Família Inclusivo, idealizado pela primeira-dama Virginia Mendes, tem sido um grande aliado das pessoas autistas e de suas famílias.

Para Virginia Mendes, o compromisso com a causa autista deve ser constante. “Hoje é o dia de conscientização, mas essa reflexão deve ser feita todos os dias. O autismo não define uma pessoa, é apenas uma parte de quem ela é. Com respeito, acolhimento e apoio, pessoas autistas podem ter vidas plenas e contribuir de forma valiosa para a sociedade”, destaca a primeira-dama do Estado.

Ela também reforça a importância da empatia e da compreensão. “O diagnóstico precoce e o acesso a terapias adequadas fazem diferença, mas o que realmente transforma a vida de quem está no espectro é o amor e a inclusão. Todos merecem ser vistos e respeitados como são. Inclusão é construir pontes, derrubar barreiras e garantir que todos tenham espaço para crescer, e isso precisamos fazer juntos”, completou Virginia Mendes.

Criado para garantir mais dignidade e qualidade de vida a pessoas com TEA, o SER Família Inclusivo oferece apoio por meio de diversas ações. Entre elas, destaca-se o Cartão SER Família Inclusivo, um benefício financeiro de R$ 220 pagos a cada dois meses para pessoas em situação de vulnerabilidade. Conforme a Secretaria de Estado de Assistência e Cidadania (Setasc), 2.388 pessoas recebem o auxílio.

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Outra conquista significativa é a Carteira de Identificação do Autista (CIA), documento que facilita o acesso a serviços e direitos, com 10.130 cadastros; à exemplo de preferência em filas de supermercado, e ainda sorteios para o Camarote do Autista na Arena Pantanal que entre 2023 e 2024 o sorteio contemplou 294 crianças e adolescentes acompanhados por responsáveis.

O programa também incentiva a inclusão escolar, com projetos como a Equoterapia, realizada em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), e o Autismo na Escola, que desde 2022 está presente em 647 escolas estaduais, atendendo mais de 2 mil alunos autistas.

Para ampliar a conscientização, mais de 500 mil cartilhas informativas foram distribuídas, auxiliando na educação e combate ao preconceito. Além disso, a primeira-dama também apoia a implementação da credencial e do selo do autista, fornecidos pelo Departamento Nacional de Trânsito (Detran), garantindo mais segurança e acessibilidade no trânsito.

“Essa credencial garante as pessoas com autismo uma vivência no trânsito mais humanizada e consciente”, explicou Virginia Mendes.

Exemplo de superação: Dimy, o piloto autista

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Natural de Curitiba e criado em Mato Grosso, Dimitry Fernandes Kalinowski, conhecido como Dimy, é um exemplo de como a inclusão pode transformar vidas. Ele é o primeiro piloto autista registrado na Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) e já conquistou vários títulos. “Quando estou nas pistas, recebo uma injeção de endorfina. É libertador”, diz Dimy.

Sua mãe, a nutricionista Branca Fernandes, reconhece o impacto das ações de Virginia Mendes. “Esse olhar que a dona Virginia tem motiva as pessoas com autismo e suas famílias. A verdadeira inclusão é proporcionar autonomia. O autista precisa ser compreendido dentro de suas limitações”, afirma.

“A você, mãe de autista, desejo uma boa saúde mental. Mas, se um dia acontecer de você perder o controle diante de fotos e filmes registrando tudo e chorar compulsivamente, espero que, ao abrir os olhos por causa da vergonha, sinta duas mãos segurando seu rosto, isso aconteceu comigo. Em uma situação de “vergonha alheia”, dona Virgínia me protegeu, segurando minhas mãos”, compartilhou Branca Fernandes.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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