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Gestão Municipal investe em equipamentos e veículo para a agricultura familiar

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Para incentivar a produção local, a Prefeitura de Lucas do Rio Verde, por meio da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente, entregou à Cooperlaf – Cooperativa Luverdense de Agricultores Familiares – uma sala de manipulação de hortifrutigranjeiros com equipamentos e um caminhão-baú refrigerado. O ato solene aconteceu na tarde desta quinta-feira (20).

O espaço, anexo ao Mercado do Produtor, está equipado com mesa de inox para lavagem de hortaliças, despolpadeira, secadora com pedal, embaladeira automática com tanque, balança eletrônica de até 15 kg e contêiner de congelamento.

“Esse é um compromisso que temos, através da Gestão Miguel Vaz, de dotar as cooperativas e associações com infraestrutura. Aqui está sendo dado o primeiro passo da Cooperlaf. Nossa proposta é fazer um mini Ceasa no novo Mercado do Produtor, e a gente já está colocando à disposição os equipamentos, a câmara fria e o caminhão para transportar os produtos que são vendidos para as fazendas, mercados, etc.”, destaca o secretário de Agricultura e Meio Ambiente, Paulo Nunes.

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A sala, equipamentos e o caminhão entregue somam investimento de aproximadamente R$ 615 mil. “Para a aquisição do caminhão e da câmara fria, nós tivemos o apoio do deputado estadual Ulysses Moraes, por meio de emenda de R$ 500 mil. Inicialmente esse recurso veio para a construção do CTNN (Centro de Tradições Norte e Nordeste), mas, como o projeto está em fase final de elaboração, nós firmamos um acordo para utilizar esse valor em prol da agricultura familiar e repor depois no centro de tradições”, explica o secretário.

Para a entrega da sala, foi firmado o Termo de Cessão de Uso entre a Prefeitura de Lucas do Rio Verde e a Cooperlaf, regulamentado pela Lei nº 3.389/2022 e aprovada na Câmara de Vereadores.

O vice-prefeito, Marcio Pandolfi, enalteceu a importância desses investimentos. “Estamos avançando, ouvindo sempre as necessidades desse setor. Essa é uma categoria que demanda muito do nosso suporte, tanto na assistência técnica quanto na criação de espaços como esse. Então, temos que oferecer esse suporte para que eles permaneçam na atividade, que possam crescer e expandir. Esse é o objetivo, criando aqui na cidade um grande cinturão verde para que a gente possa ter uma grande oferta de hortifrutigranjeiros em todos os supermercados, feiras, escolas, enfim, estimular a agricultura familiar”.

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Conforme o presidente da Cooperlaf, Altamir Ziliotto, parte da produção desses pequenos produtores é destinada à merenda escolar. “Com esses investimentos o nosso processo produtivo estará estruturado. A gente vai poder atender mais produtores, tanto na comercialização quanto na distribuição. A expectativa é que as vendas aumentem, assim como o faturamento, e mais pessoas sejam beneficiadas pelas ações da cooperativa”, afirma.

A solenidade de entrega contou com a participação de agricultores, vereadores, representantes da Empaer e do Sicredi, membros da cooperativa e visitantes do Mercado do Produtor.

Fonte: Prefeitura de Lucas do Rio Verde – MT

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Sérgio Ricardo pede cautela em investigação da Operação Heritage e defende presunção de inocência

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O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, afirmou que as investigações da Operação Heritage devem ser conduzidas com serenidade e sem julgamentos antecipados. A declaração ocorre em meio à repercussão política da operação, que apura um suposto esquema envolvendo recursos públicos e um acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a empresa Oi.

Segundo Sérgio Ricardo, todos os envolvidos devem ter assegurado o direito à presunção de inocência até que as investigações apresentem conclusões. Entre os citados no caso estão o ex-secretário-chefe da Casa Civil Mauro Carvalho, o ex-governador Mauro Mendes (União), candidato ao Senado, e o candidato a deputado federal Fábio Garcia (União).

“Todo mundo é inocente até prova em contrário. Então, eu penso que é uma situação que vai se alongar, vai se alongar porque envolve muitas pessoas. Ela acontece num momento eleitoral e não tem como o processo eleitoral não sofrer com esses acontecimentos. Mas eu espero, e não tenho dúvida nenhuma, que tudo vai ser apurado. Se tiver culpado, culpado vai ser apontado; se não, inocentados”, afirmou.

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O presidente do TCE-MT evitou fazer uma análise política sobre o caso e ressaltou que o papel das instituições é apurar os fatos e responsabilizar eventuais envolvidos, caso sejam identificadas irregularidades.

“Esse é um assunto delicado para eu tratar, porque eu não estou no processo político, eu não gosto de ficar fazendo essas análises políticas, porque tudo o que tiver que ser apurado, tudo o que tiver que ser denunciado, e tudo o que for denunciado, vai ser apurado”, declarou.

Sérgio Ricardo também destacou a atuação das instituições brasileiras, citando o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Polícia Federal (PF). Para ele, a investigação deve seguir os procedimentos legais, sem que as garantias constitucionais sejam deixadas de lado.

“Hoje nós temos as instituições fortes no Brasil. Então, eu vejo como nada passar batido ou nada passar em branco com relação a tudo isso que está acontecendo”, disse.

A Operação Heritage foi deflagrada pela Polícia Federal com autorização do STF e investiga um suposto esquema de desvio de aproximadamente R$ 308 milhões relacionado a um acordo financeiro envolvendo o Governo de Mato Grosso e a Oi.

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A apuração também envolve suspeitas de lavagem de dinheiro, desvio de recursos públicos, crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e uso de informação privilegiada. Segundo as investigações, a operação teria como foco uma estrutura financeira envolvendo fundos controlados pelo Banco Master.

A investigação alcançou ainda órgãos públicos, entre eles a Procuradoria-Geral do Estado (PGE). Por ocorrer em meio ao período de articulações para as eleições de 2026, o caso passou a provocar repercussões no cenário político de Mato Grosso.

Para Sérgio Ricardo, porém, eventuais efeitos políticos não devem interferir no andamento da investigação. Na avaliação do conselheiro, cabe às autoridades responsáveis esclarecer os fatos e apontar responsabilidades somente após a conclusão das apurações.

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