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Barranco propõe transformar todos os equipamentos públicos estaduais em pontos de apoio a mulheres vítimas de violência

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O deputado estadual Valdir Barranco (PT) apresentou, na última quarta-feira (14), durante sessão ordinária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o Projeto de Lei nº 62/2026, que institui a política de utilização de todos os equipamentos públicos estaduais como pontos de apoio e acolhimento às mulheres vítimas de violência de gênero. A proposta, segundo ele, surge em um cenário de extrema preocupação com o agravamento da violência contra as mulheres no estado e tem como objetivo fortalecer, de forma capilarizada, a presença do Estado no primeiro atendimento às vítimas. “Não é aceitável que, em pleno século XXI, uma mulher peça socorro ao Estado e encontre portas fechadas. Cada feminicídio em Mato Grosso carrega o peso da omissão do poder público, e esse projeto é um enfrentamento direto a essa realidade”, afirmou o parlamentar.

O projeto define como equipamentos públicos estaduais, entre outros, as unidades de saúde, escolas e universidades, equipamentos culturais, esportivos e de lazer, órgãos da administração pública direta e indireta, unidades de assistência social e terminais, estações e demais equipamentos de mobilidade sob gestão estadual. Esses espaços deverão atuar como pontos de apoio emergencial, assegurando acolhimento inicial humanizado, orientação sobre os direitos garantidos pela legislação vigente, acionamento da rede de proteção, incluindo saúde, assistência social, segurança pública e órgãos do sistema de justiça, além do fornecimento de informações sobre os canais oficiais de denúncia e atendimento, como o Ligue 180.

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Na justificativa do projeto, Barranco ressalta que Mato Grosso vive um momento alarmante, marcado por números elevados de feminicídios e agressões graves, que se repetem diariamente nos noticiários e revelam a insuficiência do modelo atual de enfrentamento à violência de gênero. Segundo o parlamentar, a violência segue sendo uma realidade cotidiana, brutal e muitas vezes naturalizada, atingindo mulheres em seus lares, no campo, nas cidades, nos locais de trabalho e até em espaços que deveriam ser de proteção. “Enquanto a violência avança, o Estado não pode ficar parado esperando que a vítima percorra quilômetros para encontrar ajuda. É o poder público que precisa se deslocar até onde a mulher está, com acolhimento, informação e proteção imediata”, enfatizou.

A proposta estabelece ainda que todo o atendimento deverá respeitar os princípios da dignidade da pessoa humana, da escuta qualificada, da confidencialidade, do respeito à autonomia da vítima e da não revitimização. Para garantir a efetividade da política, o texto prevê a capacitação mínima de servidores e servidoras lotados nos equipamentos públicos estaduais, com foco na identificação de situações de violência de gênero e no correto encaminhamento das vítimas à rede de proteção. Essa formação poderá ser realizada inclusive de forma virtual, com carga mínima de duas horas, e contará com a possibilidade de convênios com municípios, universidades, entidades da sociedade civil, organismos internacionais e instituições reconhecidas na área.

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Barranco destaca que a violência de gênero em Mato Grosso, muitas vezes, é o resultado de uma sequência de omissões que precisa ser interrompida de forma imediata, especialmente diante da vasta extensão territorial do estado e da concentração de equipamentos especializados apenas nos grandes centros urbanos. “Transformar cada equipamento público estadual em um ponto de apoio é garantir que o Estado esteja presente onde a cidadã está, rompendo o ciclo de silêncio e abandono que ainda custa vidas todos os dias”, completou.

A implementação da política deverá ocorrer de forma integrada às ações estaduais de enfrentamento à violência contra a mulher, especialmente aquelas coordenadas pelos organismos de promoção dos direitos das mulheres e pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc). Para o deputado, a iniciativa representa um passo concreto para romper ciclos de violência, reduzir barreiras geográficas e burocráticas e, sobretudo, salvar vidas.

Fonte: ALMT – MT

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VÍDEO: Abilio minimiza racha no PL e diz que divisão faz parte da disputa política

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), minimizou nesta quinta-feira (13) as divergências internas no partido após a aliança firmada com o MDB, que tem a deputada estadual Janaina Riva como candidata ao Senado. Para o prefeito, a divisão dentro das siglas é comum durante a construção das alianças eleitorais e não deve comprometer a candidatura de Wellington Fagundes (PL) ao Governo de Mato Grosso.

A aliança entre PL e MDB provocou reação de parte dos integrantes da legenda, especialmente entre prefeitos que defendiam o projeto de reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Três prefeitos já declararam apoio a Pivetta, enquanto o prefeito de Campo Novo do Parecis, Edilson Piaia, anunciou a intenção de deixar o PL.

Questionado sobre os impactos do racha, Abilio respondeu que a situação não é exclusiva do PL e citou outras legendas que também enfrentam divergências internas.

“A pergunta deveria ser: qual partido está inteiro? Se fala que o PL está rachado, mas o União Brasil está inteiro? O Republicanos está inteiro? Qual partido está inteiro? Acho que faz parte de qualquer discussão partidária. Há os aceites e os não aceites em qualquer partido”, afirmou.

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O prefeito também mencionou o PT como exemplo de divergência interna e citou a situação envolvendo a ex-vereadora Edna Sampaio e a escolha de Pedro Taques para a disputa ao Senado.

Para Abilio, a formação de alianças envolve diferentes interesses e disputas dentro das próprias legendas. Ele também lembrou o cenário do União Brasil, que chegou à convenção estadual com posições distintas sobre o projeto eleitoral para 2026.

No partido, uma ala ligada ao ex-governador Mauro Mendes defendia a aproximação com Pivetta, enquanto o grupo próximo ao senador Jayme Campos defendia o lançamento de candidatura própria.

Abilio também citou o Republicanos, que adotou uma posição de neutralidade na disputa presidencial e deixou para os diretórios estaduais a definição sobre alianças.

Apesar das divergências, o prefeito afirmou não acreditar que o cenário interno do PL prejudique Wellington Fagundes.

“Eu acho que não vai atrapalhar em nada. Eu acredito que eles têm um projeto deles e vão cuidar do projeto deles”, declarou.

 

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