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Assembleia inicia discussão da Lei Orçamentária 2026 em audiência da CCJR

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A Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, nesta terça-feira (4), a primeira audiência pública de trativa da Lei Orçamentária Anual (PLOA 1576/2025), que estima receita e despesa de R$ 40 bilhões para o exercício de 2026.

O encontro foi realizado na sala de reuniões das comissões deputada Sarita Baracat e contou com a participação dos deputados Eduardo Botelho (União Brasil), presidente da CCJR da ALMT, além de Carlos Avallone (PSDB), Chico Guarnieri (PRD), Diego Guimarães (Republicanos), Júlio Campos (União Brasil) e Sebastião Rezende (União Brasil).

No debate, Botelho questionou a metodologia adotada pela Secretaria de Fazenda (Sefaz) na elaboração das projeções de receita e apontou diferenças expressivas entre o valor encaminhado à Assembleia e o efetivamente realizado nos últimos anos.

“Essas diferenças entre o valor previsto e o executado só aumentaram: 30%, 34%, 28%, 23%, sempre com variações muito grandes. Entendo que projeções podem ter margens de erro, mas não é possível que cheguem a esse nível. Precisamos trabalhar com um orçamento mais realista. Acredito que a equipe técnica da Sefaz tem competência para isso”, afirmou o parlamentar.

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Além disso, outro ponto destacado foi a necessidade de maior transparência e planejamento no processo de elaboração do orçamento. “Não faz sentido pedir recursos individualmente, quando isso poderia estar previsto desde o início. Os orçamentos têm sido feitos dessa forma há anos, e isso precisa mudar. Em alguns casos, as diferenças chegam a duzentos milhões de reais. É hora de corrigirmos essas distorções e fazermos esse ajuste juntos”, completou.

Defensoria pública – A audiência também contou com a participação da defensora pública-geral, Maria Luziane de Castro, que cobrou adequações na previsão orçamentária da instituição para o próximo exercício. Na oportunidade, foi observado que o valor destinado à Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPE-MT) é insuficiente para atender às demandas e não contempla o montante previsto na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

“A LDO estabelece uma meta de R$48 milhões para infraestrutura e reestruturação da Defensoria Pública. No entanto, a LOA prevê apenas cerca de R$500 mil para investimentos. Já encaminhamos à Sefaz a formalização dessa necessidade e levaremos o pleito oficialmente à Assembleia”, afirmou.

O secretário adjunto do Orçamento Estadual da Sefaz, Ricardo Roberto de Almeida Capistrano, explicou que as projeções sofrem impacto de oscilações na arrecadação e de mudanças na legislação do ICMS. Ele defendeu o uso de premissas mais conservadoras para manter a sustentabilidade fiscal do Estado.

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“As projeções são elaboradas com base nos dados do primeiro trimestre e em cenários definidos pela Câmara de Coordenação de Política Fiscal. Optamos por adotar premissas conservadoras para garantir equilíbrio nas contas públicas e estabilidade fiscal”, pontuou.

Calendário – A realização da audiência integra o calendário de discussões do PLOA 2026 na Assembleia Legislativa. Conforme o cronograma, o parecer da CCJR será apresentado no dia 18 de novembro, seguido pela votação em primeira no dia 19. O prazo para apresentação de emendas será aberto em 24 de novembro e segue até 11 de dezembro.

Ainda ocorrerá a audiência pública da Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária (CFAEO). O parecer conjunto das comissões está previsto para 16 de dezembro, e as votações em segunda e redação final, com o envio do autógrafo para sanção, devem acontecer em 17 de dezembro

Fonte: ALMT – MT

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PSD oficializa Natasha e sepulta especulações sobre substituição por Emanuel Pinheiro

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A homologação da candidatura da médica Natasha Slhessarenko (PSD) ao Governo de Mato Grosso encerrou, nesta quinta-feira (30), os rumores de que o partido poderia substituir seu nome pelo do ex-prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro. A oficialização ocorreu durante a convenção estadual da legenda, realizada no Hotel Fazenda Mato Grosso, em Cuiabá.

Nas últimas semanas, os bastidores políticos foram tomados por especulações sobre uma possível mudança na cabeça de chapa do PSD. No entanto, a convenção confirmou Natasha como candidata ao Palácio Paiaguás, colocando fim às discussões internas e reafirmando a decisão da sigla.

Antes mesmo da convenção, Natasha já havia minimizado os rumores. Em entrevista ao portal O Bom da Notícia, afirmou que a definição estava consolidada.

“Já está bem pacificado. Só estávamos aguardando as convenções”, declarou.

Além de homologar a candidatura ao Governo, o PSD participou da convenção da Federação Brasil da Esperança, responsável por definir a composição da chapa majoritária, incluindo o candidato a vice-governador.

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Com a confirmação oficial, o partido passa a concentrar esforços na campanha eleitoral, encerrando qualquer expectativa de substituição da candidata.

O cenário político desta quinta-feira também foi marcado pela definição do União Brasil. Após cinco horas de votação secreta, os convencionais rejeitaram a candidatura própria do senador Jayme Campos e aprovaram, por 30 votos a 19, com um voto nulo, o apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

Com as convenções encerradas, as principais forças políticas de Mato Grosso começam a consolidar o desenho da disputa pelo Palácio Paiaguás nas eleições de 2026.

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