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População sofre os impactos do atraso nas obras do BRT e ALMT convoca secretário

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) recebe, na próxima segunda-feira (16), o secretário de Estado de Infraestrutura, Marcelo Oliveira, para falar sobre o cronograma de execução dos serviços e obras para implantação do BRT (sigla em inglês Sistema de Ônibus Rápido). A reunião está marcada para às 9h e deverá atualizar os deputados e a população sobre o futuro das obras que foram interrompidas após a suspensão do contrato entre o governo e o consórcio responsável pelos trabalhos.

Iniciado em agosto de 2022, o projeto do BRT em Cuiabá e Várzea Grande está orçado em aproximadamente R$ 460 milhões e deveria ter sido entregue em outubro do ano passado. Porém, apesar do pagamento de R$ 150 milhões às empresas executoras, segundo dados do Fiplan (sistema financeiro do governo estadual), menos de 20% dos trabalhos foram executados.

O atraso nas obras tem dificultado a vida da população. Usuários do trânsito e comerciantes das regiões afetadas sofrem as consequências dos congestionamentos e interdições realizadas na Avenida Rubens de Mendonça, conhecida como Avenida do CPA.

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A empresária Isabela Zanardo, dona de um salão de beleza próximo ao viaduto da Avenida Miguel Sutil, conta que as obras começaram um ano e meio após a abertura do empreendimento e têm causado transtornos, principalmente para os clientes que têm dificuldade para chegar até o salão.

“Sem falar que quando chove, fica tudo cheio de lama, engarrafa. Nossos clientes reclamam muito e, com certeza, impactou no movimento do salão”, afirma Isabela.

O servidor público Juenes Sousa Silva explica que precisou adequar a rotina para evitar atrasos, mas ele acredita que depois de pronto o sistema vai melhorar a mobilidade na cidade. “É um mal necessário, quando ficar pronto, vai facilitar a vida, principalmente dos usuários de transporte público”.

A convocação do secretário de Infraestrutura foi apresentada pelo deputado Lúdio Cabral (PT) para apresentação do cronograma de execução de serviços e obras após a repactuação com o consórcio contratado. Esta a terceira tentativa do deputado de receber informações sobre a situação do BRT na capital. Anteriormente, duas audiências públicas foram adiadas.

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Fonte: ALMT – MT

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Servidores cobram suspensão de consignados e ameaçam cruzar os braços em MT

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O Sindicato dos Profissionais da Área Instrumental do Governo de Mato Grosso (Sinpaig-MT) convocou os servidores para uma assembleia que poderá aprovar um indicativo de greve em meio à crise envolvendo empréstimos consignados. A categoria também pretende cobrar reajustes salariais retroativos e decidir se autoriza uma representação no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

A Assembleia Geral Extraordinária está marcada para a próxima quarta-feira (23), na esquina do Tribunal de Justiça com a Casa Civil, no Centro Político Administrativo, em Cuiabá. A primeira convocação será às 8h30 e, em caso de falta de quórum, a reunião será iniciada às 9h com os servidores presentes.

A convocação foi publicada no Diário Oficial do Estado nesta quinta-feira (17) e é aberta aos profissionais da carreira lotados na Capital e no interior, inclusive aos que não são filiados ao sindicato.

Sindicato cobra suspensão de descontos

Entre os principais pontos da pauta está a situação dos empréstimos consignados. Segundo o Sinpaig, mais de 20 instituições credenciadas pela Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) para operações com cartão de benefício consignado estão sob suspeita.

A entidade também cita cerca de dez instituições credenciadas pela MT Desenvolve para operações com cartão de crédito consignado.

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O sindicato pretende colocar em votação um indicativo de greve e organizar manifestações para pressionar o Governo a suspender os descontos relacionados às instituições apontadas como suspeitas.

Segundo o Sinpaig, a medida seria necessária para evitar que servidores continuem pagando valores referentes a operações que, conforme as suspeitas levantadas pela entidade, poderiam ter sido fraudadas.

Caso também chegou à Polícia Federal

A crise dos consignados já é alvo de investigação da Polícia Federal por meio da Operação Fugazi. O Sinpaig afirma que representações apresentadas em conjunto com outros cinco sindicatos foram encaminhadas ao Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público Estadual (MPE) e à própria Polícia Federal.

A entidade também menciona uma Ação Civil Pública envolvendo descontos relacionados às empresas Capital Consig SCD, Click Bank, Cartos SCD, Bem Cartões e ABC Card, apontadas pelo sindicato como integrantes de um mesmo grupo econômico.

As suspeitas, no entanto, ainda são objeto de investigação e de discussões judiciais.

Pressão também mira o TJMT

Outro ponto da assembleia será a possível autorização para que o Sinpaig apresente uma representação ao CNJ contra o Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

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De acordo com o edital, a iniciativa envolve desembargadores responsáveis pela análise de um recurso relacionado à suspensão dos descontos consignados. O sindicato afirma que o recurso apresentado pelo escritório AFG e Taques, além de um pedido do MPE, estaria há meses sem julgamento.

A eventual representação dependerá da aprovação dos servidores durante a assembleia.

Sindicato cobra perdas de 18,38%

Além da crise dos consignados, o Sinpaig pretende retomar a cobrança por Revisões Gerais Anuais (RGAs) retroativas.

Segundo o sindicato, as perdas acumuladas pelos servidores chegam a 18,38%. A entidade cobra do Governo o reconhecimento e a recomposição desses valores.

No edital, o Sinpaig critica a atuação do Executivo e dos órgãos estaduais de controle e afirma que não teriam sido adotadas medidas consideradas efetivas para proteger os servidores diante das suspeitas envolvendo os empréstimos.

As declarações refletem a posição do sindicato. As suspeitas relacionadas às operações de crédito seguem sob investigação e análise das autoridades competentes.

Com consignados, perdas salariais, possível representação no CNJ e indicativo de greve na mesma pauta, a assembleia da próxima quarta-feira poderá ampliar a pressão dos servidores sobre o Governo de Mato Grosso e o Judiciário.

O edital é assinado pelo presidente do Sinpaig-MT, Antônio Wagner de Oliveira.

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