POLÍTICA NACIONAL

Nelsinho defende investimentos em cidades do Vale da Celulose

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Em pronunciamento no Plenário nesta quinta-feira (8), o senador Nelsinho Trad (PSD-MS) afirmou que o desenvolvimento econômico impulsionado pela instalação de indústrias de celulose no Mato Grosso do Sul, apesar de positivo para o estado, impõe desafios às cidades que recebem esses investimentos.

A região conhecida como “Vale da Celulose” inclui municípios do leste do estado como Ribas do Rio Pardo, Inocência, Água Clara e Bataguassu. Segundo o senador, essas cidades têm enfrentado aumento repentino da população com a chegada de novas empresas e trabalhadores, o que exige ações coordenadas para garantir infraestrutura e serviços públicos adequados.

— Imaginem uma cidade que tem 8 mil habitantes, da noite para o dia, receber mais 8 mil. Tem problema na saúde para atender as pessoas, tem problema na educação para colocar os filhos, tem problema na habitação. Não achamos um imóvel para poder alugar nessas cidades, para as pessoas poderem morar na cidade e trabalhar — afirmou.

O senador elogiou a atuação das empresas multinacionais instaladas no estado, que estão entre as responsáveis pelo crescimento econômico da região, que passou a ser reconhecida oficialmente pela legislação estadual. Para ele, o desenvolvimento evidencia o papel estratégico do setor.

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— Damos um passo importante no reconhecimento de uma das regiões mais estratégicas do nosso estado. São 12 municípios que já movimentam bilhões em investimentos e que agora ganham uma identidade forte, que traduz desenvolvimento, inovação e sustentabilidade. Mais do que um nome, o Vale da Celulose é uma marca que projeta Mato Grosso do Sul para o Brasil e também para o mundo.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

TSE abre investigação sobre Lula e Alckmin por desfile de Carnaval com recursos públicos

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu dar andamento a uma ação que coloca o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) diante de um novo questionamento na Justiça Eleitoral. O processo, apresentado pelo Partido Novo, busca apurar se a utilização da imagem e da trajetória política de Lula em um desfile de Carnaval pode ter ultrapassado os limites legais e produzido vantagem eleitoral.

A controvérsia envolve a Acadêmicos de Niterói, que levou à Marquês de Sapucaí, em fevereiro deste ano, um enredo dedicado à história política e pessoal de Lula. Para o Novo, a homenagem ganhou dimensão eleitoral justamente em um momento próximo ao início da disputa presidencial e teria contado com recursos públicos.

O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Antonio Carlos Ferreira, entendeu que os fatos apresentados podem, em tese, justificar a investigação de possíveis práticas de abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação. Lula e Alckmin foram chamados a apresentar suas defesas.

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O episódio abre uma discussão que vai além do Carnaval: até que ponto dinheiro público e estruturas de grande alcance podem ser utilizados em eventos que promovam a imagem de um político que disputa a Presidência?

Na avaliação apresentada pelo Novo, a exposição de Lula não teria ocorrido simplesmente como uma homenagem cultural. O partido sustenta que a associação entre a imagem do presidente, o enredo da escola e a ampla divulgação do desfile poderia ter produzido uma vantagem eleitoral diante dos demais concorrentes.

Outro ponto levantado na ação é o financiamento do desfile. Segundo a legenda, cerca de R$ 9,65 milhões teriam sido destinados ao projeto por meio de recursos públicos de diferentes esferas. A tese apresentada à Justiça Eleitoral é que os repasses precisam ser analisados diante da exposição política proporcionada pelo evento.

A decisão do TSE, entretanto, ainda não representa uma condenação. O tribunal não declarou que Lula ou Alckmin cometeram irregularidades. A partir de agora, a Justiça deverá analisar as acusações, as provas e as defesas dos investigados.

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Mesmo assim, o processo cria um novo desgaste para o grupo governista em plena corrida eleitoral. Caso as acusações sejam comprovadas e a Justiça reconheça abuso de poder econômico ou uso indevido dos meios de comunicação, a ação poderá resultar em sanções eleitorais, incluindo pedidos formulados pelo Novo de cassação dos registros ou diplomas e inelegibilidade.

O caso também reforça uma cobrança frequente dos setores de oposição: a necessidade de separar ações de Estado, recursos públicos e promoção política durante o período eleitoral. Para a direita, a questão central é garantir que nenhum candidato tenha acesso privilegiado a estruturas financiadas pelo contribuinte para ampliar sua exposição diante do eleitor.

Por enquanto, porém, o processo está apenas começando. O que existe é uma investigação autorizada pelo TSE, e não uma decisão definitiva contra Lula ou Alckmin. A eventual responsabilização dependerá da comprovação das irregularidades apontadas na ação.

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