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​De Porto Esperidião para a passarela: quatro primos transformam memórias em moda

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Antes de ganhar forma em tecidos, modelagens e silhuetas, a nova coleção da Steocles existiu no imaginário de quatro primos. Márcio, Gabriela, Thaís e Carlos Eduardo cresceram compartilhando experiências, referências e histórias que, anos depois, encontraram na moda uma nova maneira de permanecer vivas.

É dessa memória afetiva que nasce “Renascer da Primavera”, coleção Primavera/Verão que marca a estreia da Steocles no Cuiabá Fashion Week. Criada em Porto Esperidião, no interior de Mato Grosso, a marca leva à passarela não apenas roupas, mas uma narrativa construída a partir das lembranças que ajudaram a formar seus criadores.

A coleção representa um novo capítulo na trajetória da Steocles. Depois de revisitar a infância em “Fantasia da Infância”, a marca agora avança para uma fase marcada por descobertas, mudanças e pela formação de novos referenciais: a adolescência.

Márcio, Gabriela, Thaís e Carlos Eduardo

Foi nesse período que filmes, desenhos, livros, personagens e outras histórias passaram a ocupar um espaço ainda maior no imaginário dos quatro primos. Essas referências, que poderiam ter ficado restritas às lembranças de uma época, foram transformadas em matéria-prima para a criação.

“Renascer da Primavera” não busca reproduzir literalmente aquilo que marcou a infância dos sócios. A proposta é reinterpretar essas memórias e traduzir para a moda aquilo que elas deixaram como sentimento, inspiração e identidade.

“Algumas histórias não desaparecem quando crescemos. Elas continuam dentro da gente e influenciam a maneira como enxergamos o mundo, o que criamos e aquilo que queremos comunicar. A coleção nasce justamente desse desejo de fazer essas memórias renascerem de uma outra forma”, explicam os sócios.

Memória & moda

A literatura é uma das referências que atravessam a coleção. A ideia de que os livros são capazes de romper as barreiras do tempo dialoga com a proposta da Steocles de transformar aquilo que um dia pertenceu ao universo da imaginação em algo concreto.

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Na passarela, essa narrativa aparece em diferentes propostas. “Renascer da Primavera” reúne peças casuais, produções sofisticadas e vestidos de gala, explorando diferentes momentos e interpretações dentro da mesma linguagem criativa.

O encerramento será marcado por um vestido de noiva, elemento que já integra a identidade das apresentações da marca. A escolha também funciona como desfecho simbólico de uma coleção que fala sobre crescimento, transformação e passagem de uma fase da vida para outra.

A Steocles aposta, assim, em uma moda que não depende apenas da estética para contar sua história. A roupa passa a funcionar como instrumento de memória.

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História construída em família

A trajetória da Steocles também foi construída com a participação de pessoas que acreditaram no projeto desde os primeiros passos. Ao longo desse caminho, fotógrafos e modelos passaram a integrar o universo da marca e contribuíram para transformar as criações em imagem e presença.

Entre os parceiros que acompanham a Steocles desde o início estão os fotógrafos Camila Gutiérrez, Jhonny Mendez e Karen Jimenez, além dos modelos Ayuni Núñez, Nayla Priscila e Jason Garrido.

A parceria reforça uma característica importante da marca: a construção coletiva. Embora a Steocles tenha nascido da união dos quatro primos, seu desenvolvimento também acontece por meio das conexões criadas com profissionais que compartilham da visão e ajudam a dar vida às coleções.

Do interior

A origem da Steocles é parte importante da história que os quatro primos levam para a passarela.

Criada em Porto Esperidião, a marca representa também a possibilidade de novos criadores do interior ocuparem espaços de visibilidade na moda mato-grossense. Para os sócios, chegar a Cuiabá representa um momento simbólico na trajetória construída em família.

“Somos uma família que veio do interior de Mato Grosso. Estar em um evento como esse, apresentando o nosso trabalho e a nossa identidade, é muito especial. É a realização de um sonho que estamos vivendo juntos”, afirmam.

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A estreia também revela uma característica que acompanha a Steocles desde sua criação: transformar experiências pessoais em uma linguagem que possa ser compartilhada com outras pessoas.

É justamente nessa combinação entre memória e criação que a marca encontra sua assinatura. A infância não aparece como algo distante, mas como uma espécie de ponto de partida para compreender quem os quatro criadores se tornaram e o que desejam construir daqui para frente.

Nova geração

A apresentação da Steocles acontece às 19h do dia 28 de agosto, sexta-feira, no Cuiabá Fashion Week. O evento será realizado de 27 a 29 de agosto, no Camarote VIP da Arena Pantanal.

Nesta edição, 13 marcas participam da programação, cada uma com desfiles exclusivos. A proposta reúne moda, empreendedorismo, cultura, criatividade e responsabilidade social.

Realizado pelo SEVEN Instituto em parceria com o produtor de moda Edson Guilherme, o evento também terá arrecadação de alimentos em benefício da APAE Cuiabá.

Para a Steocles, porém, o dia 28 representa principalmente o momento em que uma história que começou entre quatro primos, em Porto Esperidião, chega à passarela.

A coleção “Renascer da Primavera” sintetiza esse percurso: crescer sem abandonar as referências que ajudaram a formar uma identidade. Transformar lembranças em criação. E fazer da moda uma maneira de contar, vestir e, sobretudo, continuar vivendo histórias.

Área de serviço

Steocles
Coleção: “Renascer da Primavera”
Origem: Porto Esperidião, Mato Grosso
Desfile: 28 de agosto, às 19h
Local: Camarote VIP da Arena Pantanal
Evento: Cuiabá Fashion Week
Instagram e TikTok: @Steocles

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Sérgio Ricardo pede cautela em investigação da Operação Heritage e defende presunção de inocência

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O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, afirmou que as investigações da Operação Heritage devem ser conduzidas com serenidade e sem julgamentos antecipados. A declaração ocorre em meio à repercussão política da operação, que apura um suposto esquema envolvendo recursos públicos e um acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a empresa Oi.

Segundo Sérgio Ricardo, todos os envolvidos devem ter assegurado o direito à presunção de inocência até que as investigações apresentem conclusões. Entre os citados no caso estão o ex-secretário-chefe da Casa Civil Mauro Carvalho, o ex-governador Mauro Mendes (União), candidato ao Senado, e o candidato a deputado federal Fábio Garcia (União).

“Todo mundo é inocente até prova em contrário. Então, eu penso que é uma situação que vai se alongar, vai se alongar porque envolve muitas pessoas. Ela acontece num momento eleitoral e não tem como o processo eleitoral não sofrer com esses acontecimentos. Mas eu espero, e não tenho dúvida nenhuma, que tudo vai ser apurado. Se tiver culpado, culpado vai ser apontado; se não, inocentados”, afirmou.

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O presidente do TCE-MT evitou fazer uma análise política sobre o caso e ressaltou que o papel das instituições é apurar os fatos e responsabilizar eventuais envolvidos, caso sejam identificadas irregularidades.

“Esse é um assunto delicado para eu tratar, porque eu não estou no processo político, eu não gosto de ficar fazendo essas análises políticas, porque tudo o que tiver que ser apurado, tudo o que tiver que ser denunciado, e tudo o que for denunciado, vai ser apurado”, declarou.

Sérgio Ricardo também destacou a atuação das instituições brasileiras, citando o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Polícia Federal (PF). Para ele, a investigação deve seguir os procedimentos legais, sem que as garantias constitucionais sejam deixadas de lado.

“Hoje nós temos as instituições fortes no Brasil. Então, eu vejo como nada passar batido ou nada passar em branco com relação a tudo isso que está acontecendo”, disse.

A Operação Heritage foi deflagrada pela Polícia Federal com autorização do STF e investiga um suposto esquema de desvio de aproximadamente R$ 308 milhões relacionado a um acordo financeiro envolvendo o Governo de Mato Grosso e a Oi.

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A apuração também envolve suspeitas de lavagem de dinheiro, desvio de recursos públicos, crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e uso de informação privilegiada. Segundo as investigações, a operação teria como foco uma estrutura financeira envolvendo fundos controlados pelo Banco Master.

A investigação alcançou ainda órgãos públicos, entre eles a Procuradoria-Geral do Estado (PGE). Por ocorrer em meio ao período de articulações para as eleições de 2026, o caso passou a provocar repercussões no cenário político de Mato Grosso.

Para Sérgio Ricardo, porém, eventuais efeitos políticos não devem interferir no andamento da investigação. Na avaliação do conselheiro, cabe às autoridades responsáveis esclarecer os fatos e apontar responsabilidades somente após a conclusão das apurações.

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