POLÍTICA NACIONAL

Crime organizado: jornalista defende atuação contínua do Estado e regulação econômica

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Para recuperar áreas dominadas pelo crime organizado é necessária a presença permanente do Estado — com integração entre investigação, inteligência, combate à corrupção e regulação econômica —, inclusive para atingir as fontes de financiamento de facções como PCC e Comando Vermelho.

Essa é a avaliação que a jornalista investigativa Cecília Olliveira apresentou ao Senado nesta terça (24) durante depoimento à CPI do Crime Organizado. Fundadora do Instituto Fogo Cruzado, ela veio após ser convidada pelo relator da comissão, senador Alessandro Vieira (MDB-SE).

Segundo a jornalista, o esforço de retomada dessas áreas tem fracassado por várias razões, como falhas e omissões “acumuladas ao longo de 20 anos”, repressão pontual (e ineficaz) e falta de integração entre os órgãos de segurança pública (dos estados e da União).

Políticas públicas

Cecília afirmou que o avanço do crime organizado no país está diretamente ligado à incapacidade do Estado de transformar diagnósticos em políticas públicas efetivas.

— Nós sabemos investigar, nós sabemos fazer diagnósticos, nós sabemos lidar com os nossos problemas, mas, por alguns motivos, a gente decide não levar isso à frente, não tornar aqueles diagnósticos em políticas públicas efetivas — disse ela.

A jornalista também destacou que o Brasil deixou de ser apenas parte da rota do tráfico de drogas para se transformar em um importante centro de refino de cocaína — o que amplia seu papel no crime transnacional.

Falha estatal

A falta de integração entre os órgãos de segurança foi outro ponto citado pela depoente.

— Os especialistas ouvidos anteriormente nesta CPI e os senadores também têm pontuado nas suas falas uma coisa extremamente importante, que é a falta de integração e coordenação entre os órgãos, que é simplesmente essencial para que a gente consiga desempenhar boas operações, boas investigações.

Além disso, ela apontou a “colaboração” de agentes públicos com as facções como mais um fator que favorece o crime organizado. Todos esses elementos, argumentou, formam o “adubo do crime”.

— E o que isso significa? Que o crime vai crescer vigorosamente onde falta o Estado. E eu falo do Estado no sentido específico da fiscalização. E, ao mesmo tempo, há uma colaboração dos agentes públicos. E eu não estou falando aqui especialmente de polícia, não. Eu falo sobre todos os tipos de servidor público, desde o deputado, o juiz, o secretário que fecha os olhos para alguma situação e até, obviamente, o policial que vai buscar o arrego.

Recomendações recorrentes

A jornalista salientou que as recomendações para o combate ao crime organizado mudaram pouco nas últimas décadas. Segundo ela, as conclusões são praticamente as mesmas desde que a primeira comissão parlamentar de inquérito (CPI) sobre o tema foi criada.

Cecília lembrou que investigações realizadas pela Câmara dos Deputados e pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (sobre tráfico de armas, milícias e controle de armamentos) já sugeriam uma série de medidas.

Entre as recomendações recorrentes, ressaltou ela, estão: a criação de forças-tarefa permanentes para investigar organizações criminosas; o controle mais rígido sobre a circulação e o rastreamento de armas e munições; o fortalecimento de mecanismos de controle externo das polícias; e a integração de bancos de dados de segurança e inteligência dos estados e da União.

— A gente está lidando, basicamente, com omissões acumuladas ao longo de 20 anos — frisou.

Repressão pontual

Cecília reiterou que as políticas de segurança pública adotadas nos estados ignoram diagnósticos produzidos por especialistas e pelas próprias CPIs nas últimas décadas. Para ela, o país repete há 30 anos uma estratégia baseada na repressão policial, sem continuidade de políticas públicas.

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A jornalista criticou o modelo de operações policiais concentradas e pontuais, sem a permanência do poder público nas comunidades.

— A gente joga toda essa situação no colo dos policiais e cobra desses policiais mais confronto, mais tiroteio, mais mortes. E não precisa a gente ser especialista nesse tema para entender que isso não tem funcionado. 

Ela fez um alerta: essa estratégia tem alto custo social e econômico e, além disso, não ataca as estruturas do crime organizado. Como exemplo, a depoente apontou a expansão do Comando Vermelho (que, segundo levantamentos, hoje está presente em mais de 20 estados do Brasil e em países da América Latina).

O presidente da CPI, senador Fabiano Contarato (PT-ES), sublinhou os impactos sociais da ação das facções.

— O crime organizado afeta diretamente a vida das pessoas: fecha escolas, compromete a educação e gera impactos invisíveis que o Estado muitas vezes ignora — declarou ele.

Cecília acrescentou que a ausência de dados também compromete o enfrentamento do crime organizado. Ela citou o caso do Rio de Janeiro, que deixou de divulgar indicadores sobre os números de vítimas de balas perdidas e de policiais baleados fora de serviço, entre outros.

Expansão das facções 

Cecília destacou que, enquanto o modelo de repressão adotado no Rio de Janeiro foi replicado no restante do país de forma fragmentada, as organizações criminosas se fortaleceram, ampliaram seus negócios e se expandiram nacional e internacionalmente.

— O crime se nacionalizou, mas as políticas de segurança continuam locais e desarticuladas — observou.

A jornalista mencionou o avanço do Primeiro Comando da Capital (PCC), que, segundo ela, está presente em 28 países. E acrescentou que as facções e  as milícias estão mais organizadas, mais ricas e com maior influência política e econômica.

Segundo ela, cerca de 4 milhões de pessoas vivem em áreas sob domínio de grupos armados na região metropolitana do Rio de Janeiro. Ao citar a expansão do Comando Vermelho nessa região, a depoente afirmou que essa facção controla atualmente uma área onde vivem 1,6 milhão de pessoas.

Cecília ressaltou que o país carece de um pacto nacional de segurança pública. E acrescentou que um dos principais obstáculos é a ausência de coordenação entre os entes federativos.

— Você tem hoje governadores tentando resolver problemas que são nacionais, e obviamente vão falhar. Não há coordenação entre os estados nem a coordenação nacional para que se possa ser mais efetivo. Isso facilitou a vida das facções; há quase uma centena delas no país.

A jornalista defendeu a implementação de políticas públicas baseadas em dados e evidências. E também citou pesquisas que indicam amplo apoio da população (mais de 80%) ao uso de câmeras corporais por policiais.

Ela contou que o instituto que fundou, o Fogo Cruzado, produz mais de 50 indicadores em todas as cidades das regiões metropolitanas de Rio de Janeiro, Recife, Salvador e Belém.

Dinheiro e corrupção

Ao responder a uma pergunta do senador Alessandro Vieira, relator da CPI do Crime Organizado, sobre opções de retomada de territórios sem o uso exclusivo da força, Cecília disse que é necessária a presença contínua do Estado — com foco em investigação, inteligência, combate à corrupção e regulação econômica, “porque sem dinheiro esses grupos não crescem”. 

A partir do exemplo do Rio de Janeiro, Alessandro questionou a depoente sobre como a corrupção oferece apoio (político, logístico e administrativo) a essas facções e como combater isso.

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— Eu gostaria de uma análise sobre a realidade do estado do Rio de Janeiro, um estado que tem, entre seus últimos governadores, cinco deles presos e condenados, um estado onde há uma clara infiltração criminosa via corrupção. Que caminhos são possíveis para que se possa dar cabo dessa situação de contaminação terrível? — perguntou o relator.

Cecília explicou que esses grupos não buscam necessariamente ocupar diretamente um cargo público, mas buscam garantir acesso ao poder público e proteção dentro dessa esfera. Por isso, argumentou ela, o Estado precisa pensar em medidas eficazes de fiscalização, controle e punição — levando em consideração como essa “captura” do servidor público pelo crime organizado é realizada.

— A pessoa simplesmente não passa num concurso público e decide: “Opa! Vou cruzar a linha agora”. É uma série de “dobrar as apostas”. Ele dá um passo, nada acontece; ele dá mais um, está tranquilo. E ele vai calibrando esses passos. Eu menciono isso porque uma das soluções que eu acho que é vital nesse caso é que a gente realmente tenha mecanismos de investigação que sejam mais robustos em relação à corrupção institucional — respondeu ela.

PL Antifacção

Durante a reunião, Alessandro Vieira lembrou que o Congresso Nacional aprovou no mês passado o PL 5.582/2025, projeto de lei de combate ao crime organizado mais conhecido como “PL Antifacção”. O texto aguarda a sanção da Presidência da República para ser transformado definitivamente em lei.

O senador questionou a versão final aprovada pelo Parlamento. Ele recordou que o Senado aprovou uma redação que, posteriormente, foi alterada na Câmara dos Deputados.

— A versão aprovada pelo Senado tratava com igual dureza o crime organizado violento e o crime organizado não violento, porque, na nossa leitura, não dava para separar as duas modalidades. Mas os deputados federais optaram por um caminho diferente [e alteraram o texto]. Eles optaram apenas para um endurecimento com relação ao chamado crime ultraviolento. E aí criaria um novo tipo, não é? Será que funciona tratar firmemente apenas o crime da ponta e deixar de lado todo esse aparato financeiro? — indagou o senador. 

Cecília disse que o enfrentamento do crime organizado exige, entre outras medidas, mudanças no sistema penitenciário. Tal sistema, conforme ela ressaltou, funciona hoje como um espaço de fortalecimento das facções (com a cooptação de presos e a “formação de mão de obra”). Para a jornalista, é necessário aperfeiçoar a inteligência prisional e isolar as lideranças estratégicas que estão nos presídios.

Penas mais severas

Ao ser questionada sobre a efetividade das penas aplicadas e a possibilidade de torná-las mais severas, a jornalista respondeu que não é suficiente tornar mais rígidas somente as penas para os criminosos que estão na base da cadeia do crime organizado.

Cecília argumentou que, para atingir de forma eficaz a estrutura das facções, é preciso alcançar os “grandes cérebros, as grandes pessoas por trás da estrutura, que são praticamente invisíveis e (…) que são responsáveis por fazer o sistema rodar dentro do sistema financeiro”.

— A pessoa que realmente precisa ser atingida para a gente conseguir desmobilizar uma organização criminosa é uma pessoa rica. E a gente sabe como o sistema tem beneficiado pessoas que têm poder econômico e político para influenciar as decisões a seu favor — ressaltou ela.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Senado avalia MP sobre piso do frete e anistia por bloqueio de estradas

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Chega ao Senado nos próximos dias a Medida Provisória (MP) 1.343/2026, que reforça os mecanismos de fiscalização do piso mínimo do frete rodoviário e  institui um piso salarial nacional para motoristas de longa distância.

O texto também anistia caminhoneiros multados por bloqueios em rodovias após as eleições de 2022. O perdão das multas, que não constava na medida editada pelo governo federal, foi incluído pela comissão mista que analisou a MP.

A matéria foi aprovada pelo Plenário da Câmara na quarta-feira (17) e, por causa das alterações, chega ao Senado na forma de projeto de lei de conversão (PLV 6/2026). O texto precisa ser votado pelos senadores até 16 de julho para ser convertido em lei e não perder a validade.  

Entre as mudanças feitas pelo relator na comissão mista, deputado Zé Trovão (PL-SC), está a anistia para motoristas, transportadores de cargas e pessoas físicas e jurídicas que tenham participado de bloqueios de rodovias em 2022, após a derrota do então presidente da República e candidato à reeleição Jair Bolsonaro. 

Outra anistia converte em advertência as infrações administrativas relacionadas ao descumprimento das regras do frete mínimo cometidas até a publicação da futura lei, incluindo casos de pagamento abaixo dos valores previstos na Lei 13.703, de 2018. A medida vale para processos em andamento, penalidades sem decisão definitiva e multas ainda não quitadas.  

A conversão não se aplica a casos de fraude, uso de documentos falsos ou omissão deliberada de informações. O projeto também preserva o direito dos transportadores de cobrar diferenças de frete e indenizações previstas em lei. Já os valores de multas pagas antes da publicação da futura lei não serão devolvidos.  

Além das anistias, a proposta reúne uma série de mudanças para o transporte rodoviário de cargas, como criação de piso salarial nacional, alterações nas regras de fiscalização do setor e novas exigências para transportadores.

Piso e renovação da frota  

A proposta cria piso salarial nacional de R$ 5 mil para motoristas empregados no transporte rodoviário de cargas em operações de longa distância. A regra vale para os trabalhadores que permanecem fora da base da empresa ou de sua residência por mais de 24 horas.  

O texto também amplia os objetivos do Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Transporte de Cargas Nacional (Procargas). Entre as iniciativas que poderão receber apoio, estão a renovação de caminhões e implementos rodoviários, a capacitação de motoristas, a adoção de novas tecnologias e projetos voltados à saúde e à segurança dos profissionais do setor.  

Outra medida cria a Política Nacional Permanente de Renovação da Frota de Veículos de Transporte Rodoviário de Cargas. Transportadores autônomos e cooperativas terão prioridade no acesso a financiamentos e incentivos previstos pelo programa.  

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Frete mínimo  

O projeto altera as regras de cálculo dos pisos mínimos do transporte rodoviário de cargas. A tabela deverá considerar os custos operacionais da atividade, como combustível, manutenção, pneus, seguros, tributos, salários e tempo de carga e descarga.  

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) poderá firmar parceria com a Infra S.A. para elaborar os cálculos dos pisos. O texto também atualiza conceitos da legislação e cria a definição de veículo de carga de pequeno porte, com capacidade útil superior a 500 quilos e peso bruto total de até 3,5 toneladas; e de carga a granel pressurizada, categoria utilizada para determinados tipos de transporte especializado.  

A atualização da tabela de frete deverá ser semestral. Quando houver variação igual ou superior a 5% no preço dos combustíveis, a ANTT deverá publicar os novos valores em até três dias úteis.  

Penalidades  

Empresas que pagarem frete abaixo do piso mínimo poderão ter o registro suspenso temporariamente. A medida poderá ser aplicada nos casos de descumprimento reiterado, com mais de quatro infrações em seis meses.  

O texto também aumenta as penalidades para reincidentes. As multas poderão variar de R$ 100 mil a R$ 1 milhão, com possibilidade de aplicação em dobro em caso de nova reincidência.  

Nos casos mais graves, o registro da empresa no Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) poderá ser cancelado por até 24 meses. A extensão da penalidade a empresas do mesmo grupo econômico dependerá da comprovação de fraude ou outras irregularidades em processo administrativo.  

A MP ainda reforça a obrigatoriedade do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) e estabelece prazo de até 30 dias úteis para pagamento do frete, com adiantamento mínimo de 70% para transportadores autônomos.  

Contribuição previdenciária  

O projeto de lei de conversão permite que o transportador autônomo recolha diretamente sua contribuição ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), desde que formalize essa opção perante o governo federal. Após a adesão ao novo modelo, a responsabilidade pelo recolhimento passa a ser do próprio profissional. As demais obrigações previdenciárias das empresas contratantes permanecem inalteradas.  

Para manter a autorização, o transportador deverá comprovar regularidade previdenciária na renovação do registro. A opção também poderá ser cancelada a pedido do próprio caminhoneiro.  

Registro dos transportadores  

O texto estabelece a revalidação anual do RNTRC, conforme regulamentação da ANTT. A inscrição, a atualização e a manutenção do cadastro poderão ser realizadas gratuitamente por plataforma digital do governo federal. A proposta autoriza ainda acordos de cooperação entre a ANTT e entidades do setor para auxiliar no atendimento aos transportadores.  

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O projeto reforça a obrigatoriedade do piso mínimo na contratação de transportadores autônomos, prevê regras específicas para operações com contêineres e amplia a fiscalização sobre empresas que administram bancos de dados de motoristas.  

Fiscalização e trânsito  

O projeto altera as regras de fiscalização do excesso de peso para veículos com peso bruto total regulamentar de até 74 toneladas. O limite para aplicação da exceção ao método padrão de aferição do Contran passa de 50 para 74 toneladas.  

Nesses casos, a fiscalização verificará inicialmente apenas o peso bruto total do veículo. O peso por eixo só será aferido quando o peso total ultrapassar a tolerância de 5% ou em outras situações definidas pelo Contran. A tolerância para o peso por eixo permanece em 12,5% acima do limite regulamentar.  

Segundo a legislação, a medição do peso por eixo busca proteger a infraestrutura rodoviária, aumentar a segurança no trânsito e evitar danos aos veículos e ao pavimento causados pela distribuição inadequada da carga. A proposta também prevê inspeções periódicas dos registradores de velocidade e tempo e autoriza o uso dos dados do tacógrafo para comprovar infrações por excesso de velocidade.  

Excesso de peso  

O texto converte em advertência as infrações administrativas relacionadas ao excesso de peso por eixo cometidas até a data de publicação da futura lei. A medida alcança processos ainda em andamento, penalidades sem decisão definitiva e multas já aplicadas, mas que permaneçam sem pagamento. Nesses casos, as sanções deixam de produzir efeitos financeiros.  

Assim como ocorre com as infrações relativas ao piso mínimo do frete, as multas e autuações por excesso de peso por eixo serão convertidas em advertência. O projeto estabelece que valores já pagos não serão devolvidos, não havendo direito à restituição ou compensação.  

Transição das novas regras  

A MP mantém em funcionamento os sistemas, registros e autorizações atuais até que sejam concluídas as regulamentações e adaptações tecnológicas necessárias. O Poder Executivo e os órgãos responsáveis terão até 180 dias para regulamentar a futura lei. Novas exigências que dependam de regulamentação só poderão ser cobradas após a publicação das normas correspondentes.  

Empresas e transportadores terão prazo mínimo de 60 dias para adaptação às novas obrigações. Contratos em vigor poderão ser ajustados em até 90 dias.  

Durante o período de transição, a fiscalização deverá priorizar orientação e regularização. As novas penalidades poderão ser aplicadas somente a fatos ocorridos após a regulamentação das medidas. 

Vitória Clementino, sob supervisão de Dante Accioly

Com Agência Câmara

 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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