POLÍTICA NACIONAL

Cleitinho pede que parlamentares assinem criação de CPMI para investigar fraudes do INSS

Publicado em

O senador Cleitinho (Republicanos-MG) pediu, durante pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (6), a adesão dos colegas para colher mais assinaturas e protocolar o pedido de criação de Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar as fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O número mínimo necessário de assinaturas para instalar uma CPMI é de 171 parlamentares na Câmara dos Deputados e 27 no Senado

Cleitinho defendeu a investigação de todos os governos brasileiros desde 2019, ou até período anterior, quando teriam se iniciado os descontos ilegais, com o desvio de recursos de beneficiários da Previdência Social em um esquema bilionário, conforme apurado em operação da Polícia Federal.

Eu queria muito que os 513 deputados federais e os 81 senadores assinassem, tanto de oposição quanto quem é base do governo, porque a gente tem que investigar é tudo. Porque ficam o tempo inteiro falando que a maioria das entidades beneficiadas foram do governo Bolsonaro, [então] vamos investigar elas, todas. Porque a gente está falando de aposentado, e quem fez isso tem que estar na cadeia, e devolver centavo por centavo.

Leia Também:  Na CPI, Lewandowski defende cooperação nacional e internacional contra o crime

Deputados

O senador ainda criticou o projeto de lei complementar (PLP) 177/2023, da deputada Dani Cunha (União-RJ), que permite ampliar o total de deputados federais. O texto transforma o atual número de 513, que é o número máximo de deputados, em quantidade mínima de representantes na Câmara.

— Aumentar o número de deputados para isto aqui, gente: 527. O que a gente tem que discutir não é aumentar deputados; a gente tem que discutir aqui é reduzir o fundo partidário, o fundo eleitoral, que ano que vem é de R$6 bilhões; o que a gente tem que fazer aqui é reduzir privilégios e mordomias que toda a classe política aqui tem, que o trabalhador brasileiro, que faz uma escala miserável de 6 x 1 e ganha R$1,5 mil — você tem que pagar um monte de imposto para poder bancar isso aqui — não tem direito a isso.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

POLÍTICA NACIONAL

Destinação de emendas parlamentares da saúde aos bombeiros vai à CAE

Published

on

Emendas parlamentares destinadas ao atendimento pré-hospitalar realizado pelo Corpo de Bombeiros poderão ser consideradas gastos com saúde no Orçamento, aprovou a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) nesta quarta-feira (17). O Projeto de Lei Complementar (PLP) 18/2021 segue para a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

A legislação exige que pelo menos metade das emendas individuais sejam para a saúde. Pelo texto, apenas despesas que cumprirem requisitos a serem definidos do Ministério da Saúde poderão receber recursos de emendas. O PLP 18/2021 proíbe que gastos não relacionados ao atendimento pré-hospitalar, inclusive remuneração de servidores, sejam contabilizados como gasto em saúde.

O relator, senador Wilder Morais (PL-GO), afirmou que o projeto incentivará um financiamento mais eficiente para as atividades. 

— [A proposta] não transfere recursos da saúde para a segurança pública, nem tira recursos do SUS nem do Samu — disse Wilder, que votou pela aprovação, sem alterações, do projeto do deputado Guilherme Derrite (PP-SP). 

‘Precedente perigoso’

O senador Humberto Costa (PT-PE) argumentou que o projeto retira recursos da saúde, pois parlamentares poderão deixar de investir no SUS para favorecer os bombeiros. Ele observou que o projeto modifica a Lei Complementar 141, de 2012, a qual, por sua vez, quase teve, na sua elaboração, gastos com meio ambiente, saneamento básico e outros temas considerados como sendo do setor de saúde. 

Leia Também:  Comissão de Esporte aprova mudança em repasse da loteria aos clubes esportivos

— [Os recursos que podem ir aos bombeiros] não são nem tão relevantes. O problema é que estaremos abrindo um precedente perigoso para voltar a tudo o que havia no passado, e sabemos o trabalho que deu para garantir os recursos para a saúde — salientou Humberto Costa.

O senador defendeu um projeto de lei específico para obrigar investimento nos bombeiros com parte das emendas que não são para a saúde.

Urgência

O senador Nelsinho Trad (PSD-MS) disse que melhorar o atendimento pré-hospitalar não prejudicará o setor de saúde. Os bombeiros realizaram 40% do total de 2,5 milhões de ocorrências registradas, disse Trad, repercutindo dados de audiência pública realizada na CAS em 8 de junho.

— Eu não consigo entender por que essa situação possa vir a causar um prejuízo para a saúde, até porque ninguém aqui vai colocar tudo para esse setor das emendas que a gente tem.

A pedido de Trad, a comissão aprovou requerimento de urgência, que precisa ser aprovado em Plenário.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Leia Também:  Filme sobre Abdias Nascimento é destaque no Festival de Gramado

Fonte: Agência Senado

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA