POLÍTICA NACIONAL

CAS debate venda de medicamentos isentos de prescrição em supermercados

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A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) realiza nesta quarta-feira (9), às 15h, uma audiência pública para instruir o PL 2.158/2023, que altera a Lei 5.991, de 1973, para permitir que medicamentos isentos de prescrição possam ser comercializados por supermercados que contem com farmacêutico. A iniciativa da audiência partiu do senador Humberto Costa (PT-PE), por meio do requerimento (REQ 111/2024 – CAS). 

O projeto, de autoria do senador Efraim Filho (União-PB), pretende modernizar a legislação sanitária relacionada à assistência farmacêutica no Brasil. A proposta busca seguir exemplos de países desenvolvidos, permitindo que grandes redes de supermercados, desde que disponham de estrutura adequada e farmacêutico habilitado, possam oferecer medicamentos de venda livre. Pelo texto, o farmacêutico inscrito no Conselho Regional de Farmácia (CRF) deverá atuar como responsável técnico e fornecer as orientações necessárias para o uso seguro dos produtos. 

Em seu requerimento, o senador Humberto destaca a importância de promover um debate amplo sobre o tema, ouvindo diferentes segmentos interessados na matéria. “Tendo em vista a necessidade de se promover a instrução da matéria, é necessária a realização de audiência pública na qual os diversos segmentos interessados irão apresentar suas justificativas e defender seus posicionamentos”, afirma o parlamentar, no documento.

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Já confirmaram presença no debate Belmiro Gomes, presidente do Conselho Deliberativo da Associação Brasileira dos Atacarejos (ABAAS); Antônio Anax Falcão de Oliveira, diretor da Sociedade Brasileira de Toxicologia (SBTox); Flávia Neri Meira, diretora da Sociedade Brasileira de Toxicologia (SBTox); Fabio Basílio, presidente da Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar); e Walter da Silva Jorge João, presidente do Conselho Federal de Farmácia. 

Também foram convidados representantes do Ministério da Saúde e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), que ainda aguardam confirmação. O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) informou que não participará da audiência. 

 Camily Oliveira, sob supervisão de Patrícia Oliveira. 

Como participar

O evento será interativo: os cidadãos podem enviar perguntas e comentários pelo telefone da Ouvidoria do Senado (0800 061 2211) ou pelo Portal e‑Cidadania, que podem ser lidos e respondidos pelos senadores e debatedores ao vivo. O Senado oferece uma declaração de participação, que pode ser usada como hora de atividade complementar em curso universitário, por exemplo. O Portal e‑Cidadania também recebe a opinião dos cidadãos sobre os projetos em tramitação no Senado, além de sugestões para novas leis.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Nunes Marques restabelece filiação de Flávio Bolsonaro ao PL

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Às vésperas do prazo final para o registro de candidaturas, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou nesta quinta-feira (13) o restabelecimento da filiação do senador Flávio Bolsonaro ao Partido Liberal (PL). A decisão ocorre após o nome do parlamentar aparecer como filiado ao Partido Missão no sistema da Justiça Eleitoral, justamente no período em que ele busca registrar sua candidatura à Presidência da República.

A medida foi tomada a pedido do próprio PL. Na decisão, Nunes Marques considerou que a filiação partidária é uma condição necessária para que o cidadão possa disputar uma eleição e destacou que o vínculo não poderia ser alterado sem a manifestação de vontade do filiado.

Segundo o ministro, documentos apresentados no processo comprovam que Flávio Bolsonaro mantém vínculo com o PL desde 30 de novembro de 2021. Uma certidão da Justiça Eleitoral, citada na decisão, apontaria a regularidade e a exclusividade da filiação do senador à legenda.

Nunes Marques também considerou incompatível com as circunstâncias do caso a hipótese de uma mudança voluntária de partido. Flávio é apresentado publicamente como pré-candidato do PL à Presidência, enquanto o Missão já possui Renan Santos como nome lançado para a disputa ao Palácio do Planalto.

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A decisão ocorreu no mesmo dia em que o presidente do TSE determinou a abertura de investigação para apurar como a filiação ao Missão foi registrada. De acordo com o tribunal, não houve invasão ou ataque hacker ao sistema da Justiça Eleitoral. A suspeita é de uso indevido das credenciais de acesso de alguém autorizado a realizar filiações em nome do partido.

O caso também deverá ser encaminhado à Procuradoria-Geral Eleitoral para as providências cabíveis, enquanto a Polícia Federal investigará as circunstâncias do registro.

Em nota, o Missão afirmou ter sido alvo de uma tentativa de filiação fraudulenta e informou que já havia comunicado o gabinete de Flávio Bolsonaro sobre as tentativas de inclusão do senador no quadro partidário desde o dia 2 de agosto.

O partido também declarou que pretende colaborar com as investigações e disponibilizar informações técnicas, como registros de acesso, e-mails e endereços de IP, para ajudar na identificação dos responsáveis.

Com a decisão do TSE, Flávio Bolsonaro volta a ter oficialmente o PL como partido de filiação, afastando, neste momento, um dos obstáculos para o registro de sua candidatura à Presidência da República.

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