POLÍTICA NACIONAL

CAS aprovas medidas para prevenir evasão escolar por maternidade precoce

Publicado em

Um projeto aprovado pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) prevê medidas para evitar que jovens deixem a escola por causa da maternidade ou da paternidade precoce. Segundo dados do Ministério da Saúde, somente em 2024, 303 mil meninas com idades entre 10 e 19 anos se tornaram mães no Brasil. 

Entre as ações previstas na proposta está a obrigação de as escolas oferecerem condições adequadas ao aleitamento de bebês. Já os conselhos tutelares devem elaborar planos individuais com as instituições de ensino para prevenir o abandono escolar de pais e mães precoces, além de buscar jovens que pararam de estudar para que retornem à sala de aula. Aprovado na quarta-feira (18), o texto segue agora para análise da Comissão de Direitos Humanos (CDH).

O projeto estabelece que o poder público — federal, estadual, distrital e municipal — garanta condições para que pais e mães consigam continuar estudando após o nascimento do bebê. Também deve criar programas para ajudar crianças e jovens que saíram da escola por causa da gravidez ou por terem filhos ainda muito cedo. Já as universidades devem desenvolver condições para o acolhimento de filhos de mães e pais estudantes.

PL 3.748/2023 altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), incluindo entre as obrigações do Estado a garantia de condições de acesso e permanência na educação regular para jovens e adultos que forem pais ou mães precocemente e também para os responsáveis pelo cuidado de crianças por razões familiares ou sociais. Segundo a autora, senadora Augusta Brito (PT-CE), “a concepção precoce agrava situações de pobreza, compromete a saúde da mãe, provoca a interrupção dos estudos e dificulta a inserção dos jovens no mercado de trabalho”.

Leia Também:  Sessão temática nesta segunda debate 'pejotização' e condições de trabalho

O relator, senador Marcelo Castro (MDB-PI), afirma que a gravidez na adolescência é um problema de saúde pública que, além de comprometer a educação e a renda, aumenta a mortalidade materna e infantil. De acordo com ele, entre as jovens mais vulneráveis, especialmente as de baixa renda, o risco de evasão escolar é mais acentuado. “A falta de recursos, de apoio familiar e institucional e de creches acessíveis leva muitas adolescentes a abandonar a escola, perpetuando o ciclo de pobreza e reduzindo suas oportunidades de inserção no mercado de trabalho e de ascensão social”, afirma.

— A continuidade da trajetória escolar contribui para a saúde mental da mãe, amplia suas perspectivas de autonomia financeira e fortalece sua capacidade de tomar decisões informadas sobre saúde e planejamento familiar. Para a criança, a maior estabilidade social e as melhores condições de cuidado repercutem positivamente em seu desenvolvimento físico, emocional e cognitivo — explicou o relator.

O texto original também previa a oferta de creches para filhos de estudantes do ensino regular. No entanto, o relator suprimiu a previsão, sob a justificativa de que a medida poderia ser inviável em diversos municípios por causa do custo de instalação e da contratação de pessoal especializado.

Leia Também:  CE aprova projeto sobre formação continuada de profissionais da educação básica

O relator também retirou da proposta o estabelecimento de multa para a escola que não aceitasse acolher mãe ou pai estudante em razão de sua necessidade de permanecer com o filho. Para Castro, a efetivação das medidas previstas no projeto deve ser feita gradualmente, com mecanismos de monitoramento e cooperação federativa, levando em conta as diferenças regionais e as capacidades orçamentárias dos municípios.

Principais medidas previstas no PL 3.748/2023

Apoio ao aleitamento Escola deve garantir condições adequadas para a amamentação 
Plano de atendimento individual Conselho tutelar e escola tem que criar planos para apoiar estudantes grávidas ou pais precoces
Retorno aos estudos Conselho tutelar deve incentivar jovem que parou de estudar para o retorno à sala de aula
Acolhimento de bebês Universidade deve permitir o acolhimento de filho de mãe ou pai estudante

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

Advertisement

POLÍTICA NACIONAL

Nunes Marques restabelece filiação de Flávio Bolsonaro ao PL

Published

on

Às vésperas do prazo final para o registro de candidaturas, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou nesta quinta-feira (13) o restabelecimento da filiação do senador Flávio Bolsonaro ao Partido Liberal (PL). A decisão ocorre após o nome do parlamentar aparecer como filiado ao Partido Missão no sistema da Justiça Eleitoral, justamente no período em que ele busca registrar sua candidatura à Presidência da República.

A medida foi tomada a pedido do próprio PL. Na decisão, Nunes Marques considerou que a filiação partidária é uma condição necessária para que o cidadão possa disputar uma eleição e destacou que o vínculo não poderia ser alterado sem a manifestação de vontade do filiado.

Segundo o ministro, documentos apresentados no processo comprovam que Flávio Bolsonaro mantém vínculo com o PL desde 30 de novembro de 2021. Uma certidão da Justiça Eleitoral, citada na decisão, apontaria a regularidade e a exclusividade da filiação do senador à legenda.

Nunes Marques também considerou incompatível com as circunstâncias do caso a hipótese de uma mudança voluntária de partido. Flávio é apresentado publicamente como pré-candidato do PL à Presidência, enquanto o Missão já possui Renan Santos como nome lançado para a disputa ao Palácio do Planalto.

Leia Também:  Senadores cobram da Meta mais rastreabilidade e reparação às vítimas de golpes

A decisão ocorreu no mesmo dia em que o presidente do TSE determinou a abertura de investigação para apurar como a filiação ao Missão foi registrada. De acordo com o tribunal, não houve invasão ou ataque hacker ao sistema da Justiça Eleitoral. A suspeita é de uso indevido das credenciais de acesso de alguém autorizado a realizar filiações em nome do partido.

O caso também deverá ser encaminhado à Procuradoria-Geral Eleitoral para as providências cabíveis, enquanto a Polícia Federal investigará as circunstâncias do registro.

Em nota, o Missão afirmou ter sido alvo de uma tentativa de filiação fraudulenta e informou que já havia comunicado o gabinete de Flávio Bolsonaro sobre as tentativas de inclusão do senador no quadro partidário desde o dia 2 de agosto.

O partido também declarou que pretende colaborar com as investigações e disponibilizar informações técnicas, como registros de acesso, e-mails e endereços de IP, para ajudar na identificação dos responsáveis.

Com a decisão do TSE, Flávio Bolsonaro volta a ter oficialmente o PL como partido de filiação, afastando, neste momento, um dos obstáculos para o registro de sua candidatura à Presidência da República.

Leia Também:  Empreendedores de baixa renda poderão receber descontos na conta de luz

Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA