A Polícia Federal investiga o acordo de R$ 308 milhões firmado entre o Governo de Mato Grosso e a empresa Oi e aponta a existência de quatro núcleos de análise no procedimento: político, jurídico, administrativo ligado à Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e financeiro.
Segundo a PF, a investigação busca esclarecer a atuação de diferentes agentes que participaram de etapas relacionadas à negociação, formalização e movimentação dos recursos.
Entre os nomes citados pela corporação está o ex-governador Mauro Mendes (União), que aparece no chamado núcleo político da investigação. Também é mencionado o deputado federal Fábio Garcia (União), que, à época das tratativas, ocupava o cargo de secretário-chefe da Casa Civil de Mato Grosso.
No núcleo jurídico, a PF cita o desembargador Ricardo Gomes de Almeida, que no período investigado atuava como advogado, o conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Ulisses Rabaneda dos Santos, e o advogado Luiz Alberto Derze Villalba Carneiro.
A investigação também menciona integrantes da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), entre eles o procurador-geral Francisco de Assis da Silva Lopes e os procuradores Diego Marques Santana Miyoshi e Leonardo Vieira de Souza.
Na área financeira, aparecem nomes de empresários relacionados aos fundos de investimento analisados pela Polícia Federal, entre eles Fernando Robério Garcia e Roberto Ferreira de Moura Braga Júnior.
De acordo com a PF, a apuração envolve suspeitas de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, peculato, lavagem de dinheiro e uso indevido de informação privilegiada. As medidas autorizadas pela Justiça incluem busca e apreensão, bloqueio de bens, quebra de sigilos e outras providências cautelares.
A investigação foi encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF) devido à presença de autoridades com prerrogativa de foro.
A Polícia Federal ressalta que a fase atual da apuração tem como objetivo reunir elementos de prova e que a citação de nomes no procedimento não representa condenação ou antecipação de responsabilidade criminal.