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Mulheres que contribuem para o desenvolvimento de Mato Grosso são homenageadas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) homenageou 158 mulheres durante a cerimônia “Mulheres que constroem Mato Grosso”, realizada na noite desta terça-feira (14), no Plenário das Deliberações Deputado Renê Barbour.

O evento foi promovido pela deputada estadual Edna Sampaio (PT), em reconhecimento ao papel das mulheres no desenvolvimento do estado. Na ocasião, foram entregues 130 moções de aplauso, 18 títulos de cidadã mato-grossense, nove medalhas e uma comenda.

Entre as homenageadas, estão educadoras, servidoras públicas, profissionais da comunicação, defensoras dos direitos humanos, artistas, lideranças comunitárias e representantes do sistema de Justiça.

“Esta é uma celebração à vida das mulheres e ao que elas têm representado em Mato Grosso, nos mais diferentes espaços. Queremos homenagear o trabalho que muitas desenvolvem de forma invisível e mostrar que há mulheres que constroem a pujança, a riqueza e a prosperidade de Mato Grosso”, declarou Edna Sampaio.

A parlamentar defendeu a valorização feminina na história e nos espaços de poder e afirmou que a transformação social e o combate à violência de gênero dependem da maior participação das mulheres na política.

“Nós, mulheres, somos a diversidade necessária para construir um estado justo. Somos a chave para que parem de matar outras mulheres. Nós não podemos parar, porque o futuro dos nossos filhos, netos e da humanidade depende da conduta que adotarmos enquanto mulheres. Os homens já estão no poder, já construíram o mundo como o conhecemos, e esse mundo está em colapso. Precisamos agir”, enfatizou.

Foto: JLSIQUEIRA/ALMT

A Comenda Filinto Müller, mais alta honraria do Poder Legislativo Estadual, foi concedida à delegada da Polícia Judiciária Civil, Judá Maali Pinheiro Marcondes, em razão dos relevantes serviços prestados ao estado.

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Já a Medalha Lenine Póvoas de Honra ao Mérito Cultural, concedida a personalidades que desenvolvem trabalhos de incentivo, pesquisa, ensino e divulgação da cultura mato-grossense, foi entregue à reitora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Marluce Aparecida Souza e Silva; à regente do coral da UFMT, Dorit Kolling de Oliveira; à defensora pública, Rosana Leite Antunes de Barros; à promotora de Justiça Criminal, Marcelle Rodrigues da Costa e Faria; à jornalista, Marisa Helena Martins Batalha; à professora da Unemat, Vera Lúcia Moraes de Oliveira; às professoras, Gonçalina Eva Almeida de Santana e Beatriz dos Santos de Oliveira Feitosa; e à juíza de Direito, Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa.

“Atuo na 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar há nove anos e o nosso trabalho não se limita a julgar processos. Por meio das coordenadorias da Mulher em Situação de Violência (CEMulher), realizamos projetos em todo o estado, como grupos reflexivos para autores de violência, criação de redes municipais de apoio, palestras nas escolas e concursos educativos voltados a crianças e adolescentes. Acreditamos que é preciso atuar nas três frentes: políticas públicas primárias, secundárias e terciárias. Não basta apenas julgar e condenar; é preciso prevenir”, afirmou a juíza.

A magistrada também destacou os desafios enfrentados no combate à violência de gênero em Mato Grosso e reforçou a necessidade de ampliar os investimentos públicos e fortalecer as políticas públicas voltadas à proteção das mulheres.

“Infelizmente, os números ainda são altos. Já temos mais de 40 vítimas neste ano, e a tendência é manter o mesmo patamar dos anos anteriores. O crime contra a mulher segue estagnado há mais de três anos. Precisamos de orçamento, de mais concursos, mais patrulhas Maria da Penha, mais tornozeleiras eletrônicas e melhores aplicativos de segurança. Sem recursos, não há avanço. Receber esta homenagem é uma grande satisfação e um reconhecimento importante às mulheres de Mato Grosso”, frisou.

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Dorit Kolling de Oliveira, regente do Coral da UFMT e também agraciada com a medalha Lenine Póvoas, afirmou que o grupo é um importante equipamento cultural com 45 anos de atuação. Atualmente, o Núcleo de Corais da UFMT é composto por três grupos: o Coral Infantojuvenil, o Coral UFMT e o Coral da 3ª Idade.

“Ao longo desse tempo, realizamos inúmeros concertos e representamos o estado de Mato Grosso em várias cidades do interior, em diversas capitais do país e até no exterior, no Panamá, Uruguai, Argentina e Paraguai. É uma honra receber essa homenagem e essa valorização do trabalho realizado há tantos anos na cultura cuiabana e mato-grossense”, frisou.

Professora, jurista e defensora dos direitos humanos, Anne Adelle de Aguiar recebeu título de cidadã mato-grossense após 30 anos no estado e enfatizou seu compromisso com a defesa de grupos vulneráveis.

“São quase 20 anos de docência e de militância no movimento estudantil, o que me levou naturalmente à luta pelos direitos humanos, com foco na proteção de grupos vulneráveis. Hoje me sinto presenteada por essa homenagem da deputada Edna, que representa um reconhecimento ao meu trabalho e ao de todas as mulheres que lutam nesse caminho”, disse.

Fonte: ALMT – MT

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Candidata do Novo denuncia suposto boicote e declara apoio a Flávio Bolsonaro e Medeiros

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A candidata a deputada estadual pelo Novo, Flaviane Ramalho, usou as redes sociais para denunciar o que classificou como um suposto boicote político e afirmou que decidiu não se calar diante do que considera uma estrutura de poder contrária à sua candidatura.

Flaviane declarou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência e a José Medeiros ao Senado por Mato Grosso. A candidata afirmou que sua entrada na disputa representa uma tentativa de romper com estruturas políticas que, segundo ela, permanecem concentradas nas mãos dos mesmos grupos.

“Sou vítima de um sistema que me boicota”, escreveu.

A declaração ocorre em meio à campanha eleitoral e depois de Flaviane ter se manifestado publicamente em defesa da delegada aposentada Ana Cristina Feldner, ex-suplente de Janaína Riva, que vem fazendo críticas à composição da chapa e anunciou um terceiro vídeo sobre o episódio.

“Não vou me calar”

Na publicação, Flaviane afirmou que conhece, segundo sua avaliação, o funcionamento desse sistema e que justamente por isso não pretende recuar.

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“E é justamente por conhecer de perto como esse sistema funciona que não vou me calar”, afirmou.

A candidata também apresentou de forma direta suas escolhas eleitorais para os cargos majoritários. Disse apoiar Flávio Bolsonaro para presidente e José Medeiros para o Senado em Mato Grosso.

A manifestação reforça o posicionamento político que Flaviane vem adotando durante a campanha. Ela disputa uma vaga na Assembleia Legislativa pelo Novo, com o número 30022. O registro de sua candidatura está deferido pela Justiça Eleitoral.

“Sem medo e sem rabo preso”

No trecho mais contundente da publicação, Flaviane afirmou que decidiu enfrentar o que chama de “sistema” sem estabelecer vínculos com grupos políticos tradicionais.

“Eu escolhi enfrentar o sistema. Sem medo. Sem rabo preso. Sem me curvar aos poderosos”, declarou.

A expressão “boicote”, porém, aparece como uma acusação feita pela própria candidata. Na publicação, ela não detalhou quais ações ou episódios concretos estariam, segundo sua avaliação, configurando o suposto boicote.

O posicionamento coloca Flaviane em uma linha de campanha marcada pela defesa de uma ruptura com estruturas políticas tradicionais e pela aproximação pública com candidaturas identificadas com a direita nacional.

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Disputa pelo nome e identidade política

Flaviane também já esteve no centro de outra controvérsia eleitoral neste ano, envolvendo o nome que pretendia utilizar nas urnas. A Justiça Eleitoral deferiu sua candidatura, mas determinou que ela concorra oficialmente como “Dr. Flaviane Ramalho”, e não “Flaviane do Bolsonaro”.

A candidatura, entretanto, permanece regular e deferida, segundo os dados eleitorais atualizados.

Agora, ao afirmar publicamente que estaria sendo vítima de um suposto boicote, Flaviane transforma novamente as redes sociais em espaço para expor sua estratégia de campanha e reforçar a mensagem de enfrentamento ao que chama de “sistema”.

 

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