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Folha de S.Paulo publica errata após informar que vice de Flávio Bolsonaro era investigado no STF

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A Folha de S.Paulo publicou uma errata nesta quinta-feira (6) reconhecendo um erro em reportagem sobre o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), anunciado como candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para as eleições de 2026.

Na correção, o jornal esclareceu que Gaspar não é investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por estupro de vulnerável, como havia informado anteriormente. Segundo a publicação, o que existe é um pedido de investigação apresentado à Corte, que ainda aguarda decisão do ministro Gilmar Mendes sobre o recebimento da notícia-crime.

O caso chegou ao STF após representação apresentada pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) e pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS). O ministro relator solicitou manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) antes de decidir sobre o prosseguimento do pedido.

Os autores da representação alegam que documentos e áudios apontariam que Alfredo Gaspar teria mantido relação com uma adolescente de 13 anos e tentado impedir a divulgação do caso. O parlamentar nega as acusações, afirma ter realizado exame de DNA para comprovar sua inocência e sustenta ser alvo de perseguição política.

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Segundo Gaspar, as acusações surgiram após sua atuação na CPMI do INSS, comissão na qual defendeu o indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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STF determina recolhimento de passaportes e restringe contato entre alvos da Operação Heritage

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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou medidas cautelares contra os alvos da Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal para investigar suspeitas relacionadas a um acordo de R$ 308 milhões firmado entre o Governo de Mato Grosso e a empresa Oi.

Entre as medidas impostas estão a proibição de deixar o país, o recolhimento de passaportes e a restrição de contato entre os investigados. A exceção fica para comunicações de caráter estritamente familiar entre pessoas que também são alvo da investigação.

A decisão foi tomada após pedido da Polícia Federal, com manifestação favorável do Ministério Público Federal (MPF). Segundo a PF, as medidas têm como objetivo evitar risco de fuga, possível combinação de versões, ocultação de provas ou interferências no andamento das investigações.

Na decisão, Flávio Dino afirmou que as restrições são necessárias diante da existência de possíveis vínculos profissionais, societários, financeiros e pessoais entre os investigados, que poderiam influenciar a coleta de informações e o avanço das apurações.

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A Operação Heritage apura uma suposta estrutura financeira envolvendo fundos administrados pelo Banco Master após o acordo firmado entre o Estado de Mato Grosso e a Oi, relacionado ao pagamento de créditos tributários.

Segundo a investigação, o acordo envolveu valores de R$ 308,1 milhões e passou a ser analisado pela PF a partir de suspeitas sobre a negociação, a destinação dos recursos e a movimentação financeira posterior.

Entre os alvos estão políticos, empresários, advogados e pessoas ligadas aos grupos investigados. As medidas cautelares determinadas pelo STF atingem integrantes de diferentes núcleos apontados na investigação.

A decisão do ministro ressalta que as providências têm caráter preventivo e não representam antecipação de culpa ou condenação dos investigados.

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