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Deputado fiscaliza obra de hospital no Araguaia e cobra conclusão da unidade

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O deputado Dr. Eugênio de Paiva (PSB) realizou a fiscalização da construção do Hospital Regional Norte Araguaia, em Confresa, a 1.049 Km de Cuiabá. Ele esteve na unidade no fim de semana (10), na região do Vale do Araguaia.

“Fizemos a visita à obra do futuro Hospital Regional Norte Araguaia, na cidade de Confresa, no nosso trabalho de fiscalização do mandato, para que possamos entender o porquê que esta obra está travada. Essa é a mais importante obra de saúde do Vale do Araguaia”, afirmou o deputado.

O parlamentar quer saber por que a empreiteira está demorando para concluir a obra. “Estamos insistindo nisso porque dos seis hospitais que estão sendo construídos (com recursos públicos no estado), somente dois hospitais estão com obras atrasadas. O nosso hospital aqui do Norte Araguaia está com 42% das obras concluídas, enquanto os outros hospitais estão com mais de 90% das obras concluídas”, questionou Dr. Eugênio.

A obra fica à beira da BR-158, no perímetro urbano do município. O deputado esteve já este ano no hospital em obra e cobrou explicações da Secretaria de Estado de Saúde (SES). O hospital regional é um dos seis em construção pelo governo do estado, sendo dois em Cuiabá e uma unidade nos municípios de Alta Floresta, Juína e Tangará da Serra.

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A nova unidade de saúde, quando inaugurada, atenderá a sete municípios do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Araguaia e Xingu (Cisax): Canabrava do Norte, Confresa, Porto Alegre do Norte, Santa Cruz do Xingu, São José do Xingu, Santa Terezinha e Vila Rica. Os 7 municípios têm cerca de 91 mil habitantes, sendo mais de um terço, ou 37.541 em Confresa, e 19.827 residentes em Vila Rica, segundo estimativa de 2024 do IBGE. Além de outros 7 municípios do Norte Araguaia.

Hospital Norte Araguaia – O Hospital Regional Norte Araguaia de Confresa será referência em média e alta complexidade de saúde e terá 151 leitos, sendo 11 leitos de enfermaria e 40 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), segundo informações da Secretaria de Estado de Saúde (SES).

A unidade vai dispor ainda com 10 consultórios médicos, 2 consultórios para atendimento a gestantes, 6 salas de centro cirúrgico, além de espaços para banco de sangue, banco de leite materno e realização de exames, como tomografia e colonoscopia, segundo informações da SES.

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Vistoria – No final de junho de 2024, o governador Mauro Mendes (União) vistoriou as obras do Hospital Regional Norte Araguaia, em Confresa, quando a obra estava com 30% executada. O governador deu ordem de serviço para início das obras da unidade de saúde em junho de 2022, após 10 anos de reivindicação da população e de ações para a construção do hospital lideradas pelo deputado e médico Dr. Eugênio.

Fonte: ALMT – MT

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Pivetta endurece discurso contra Wellington e promete levar disputa sobre emendas para campanha

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos), candidato à reeleição ao Governo de Mato Grosso, elevou o tom contra o senador Wellington Fagundes (PL), principal adversário na corrida ao Palácio Paiaguás. Em entrevista coletiva nesta sexta-feira (14), Pivetta rebateu críticas do senador, questionou sua trajetória política e afirmou que pretende transformar a discussão sobre emendas parlamentares em um dos principais temas da campanha.

A declaração representa uma mudança no discurso do governador, que vinha adotando uma postura mais moderada em relação aos adversários. O acirramento ocorre em meio à aproximação entre Wellington e lideranças que se afastaram do grupo governista, entre elas o senador Jayme Campos (União Brasil).

Ao responder sobre uma comparação feita entre as trajetórias dos dois candidatos, Pivetta afirmou que possui uma trajetória ligada à iniciativa privada e à administração pública, enquanto Wellington teria construído sua carreira predominantemente no Legislativo.

“Ele precisa comparar a trajetória dele com a minha. A minha é a trajetória de um trabalhador que começou aos 15 anos, produziu, gerou resultados e entrou para a política com a vida feita para servir ao povo”, afirmou.

Na sequência, o governador fez críticas à atuação política do senador e disse que Wellington teria concentrado sua carreira na política e na negociação de recursos por meio de emendas parlamentares.

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“Ele é um negociador voraz de emendas. Essa é a profissão dele”, declarou.

Pivetta questiona destino de emendas

Durante a entrevista, Pivetta afirmou que Wellington teria destinado mais de R$ 1,5 bilhão em emendas parlamentares nos últimos 12 anos e questionou onde os recursos teriam sido aplicados.

“Ele está há dez mandatos no Congresso. Só nos últimos 12 anos em que é senador, distribuiu mais de R$ 1,5 bilhão em emendas. Procurem saber onde estão as emendas dele”, disse.

O governador comparou o valor mencionado ao custo de grandes obras de infraestrutura hospitalar e afirmou que o montante seria suficiente para construir quatro unidades semelhantes ao Hospital Central de Mato Grosso.

“Um bilhão e meio daria para fazer quatro hospitais centrais como esse que está sendo inaugurado. Tem algum hospital que ele fez?”, questionou.

Pivetta também afirmou que pretende explorar o assunto durante a campanha e prometeu apresentar informações sobre a destinação das emendas parlamentares.

“Durante a campanha, nós vamos mostrar muita coisa sobre emenda”, afirmou.

Críticas à trajetória política

O governador ainda questionou a atuação de Wellington no Congresso Nacional e afirmou que o senador não teria apresentado, ao longo da carreira, uma legislação de grande impacto para a sociedade brasileira.

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“Eu não vou suportar uma comparação com alguém que nunca trabalhou no Executivo, só no Legislativo, e não tem uma lei sequer na história dele que tenha sido importante para a sociedade brasileira”, declarou.

Pivetta também fez referência à passagem de Wellington por governos federais do PT e citou as administrações de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

“Lula 1, Lula 2, Dilma 1 e Dilma 2. Ele mandava em todas as emendas, mandava em todas as áreas”, afirmou.

As declarações sobre corrupção, negociação de emendas e atuação de Wellington em governos anteriores foram feitas por Pivetta durante a entrevista e, no material apresentado, não foram acompanhadas de documentos que comprovem irregularidades. A reportagem deverá ouvir Wellington Fagundes para que apresente sua versão sobre as acusações.

O confronto entre os dois candidatos sinaliza uma mudança no ambiente da disputa pelo Governo de Mato Grosso. Com a aproximação do período de campanha, críticas relacionadas à experiência administrativa, uso de recursos públicos e atuação parlamentar tendem a ganhar espaço no debate eleitoral.

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