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Assembleia realiza consultas públicas sobre divisão territorial entre Campo Verde e Santo Antônio de Leverger

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), por meio do deputado estadual Wilson Santos (PSD), realizou consultas públicas com os moradores das comunidades envolvidas no processo de redefinição dos limites territoriais entre os municípios de Santo Antônio do Leverger e Campo Verde. As reuniões ocorreram no último sábado (22), nas associações das comunidades Serrana e Córrego do Ouro, em atendimento ao Projeto de Lei n.º 1.783/2024, de autoria da Comissão de Revisão Territorial dos Municípios e das Cidades da Casa de Leis. O revisão dos limites territoriais foi possível após um acordo entre a prefeita de Santo Antônio, Francieli Magalhães (PSB) o prefeito de Campo Verde, Alexandre Lopes (UB).

O deputado Wilson Santos, durante as reuniões, explicou aos presentes que a matéria será votada em plenário e, se aprovada, dependerá da sanção do governo estadual para se tornar lei. “Depois de muita luta e trabalho, conseguimos convencer as autoridades municipais a avançar com a divisão territorial. Não foi fácil. Perdemos duas vezes na Justiça para a gestão de Santo Antônio de Leverger. Agora, com a prefeita Francieli, só temos a agradecer, pois ela foi fundamental para que esse momento acontecesse. O processo foi longo e ainda terá desdobramentos”.

Pelo acordo firmado entre os gestores municipais, as comunidades Formiga, Serrana, Vale Abençoado, Águas Quentes e Bonfim permanecerão sob a jurisdição de Santo Antônio de Leverger. Já Mata Mata, Gleba Bigorna, parte de Santo Antônio da Fartura, Córrego do Ouro, Abolição e Bom Jardim passarão a integrar Campo Verde. “Estamos aqui para ouvir as lideranças locais e as duas prefeituras chegaram a um consenso. A Assembleia Legislativa busca sempre o diálogo e a transparência. No entanto, durante as consultas públicas, identificamos que a maioria dos moradores das comunidades Serrana e Formiga manifestou interesse em pertencer a Campo Verde”, destacou o deputado, reforçando que o projeto ainda não foi convertido em lei, mas que há possibilidade de uma reavaliação para atender a vontade popular.

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Para o presidente da Associação de Produtores da Agricultura Familiar do Córrego do Ouro, Nadir Moreira Santana, a redefinição territorial será importante para o desenvolvimento da região. “Há anos pedimos para essa área ser anexada a Campo Verde. Isso porque somos assistidos por esse município e estamos a 60 quilômetros (km) de distância de lá, enquanto Santo Antônio de Leverger fica a 140 km. Quando precisamos de socorro, recorremos ao vizinho mais próximo – e, no caso da saúde, é Campo Verde que nos atende. Essa decisão é muito importante, pois respeita a opinião da comunidade. Temos dificuldades de acesso a Santo Antônio de Leverger e o município também enfrenta dificuldades para nos atender”, argumentou o produtor rural.

A aposentada Leopoldina Pereira, moradora do Córrego do Ouro há 40 anos, disse estar torcendo para que a mudança se concretize, pois acredita que os serviços públicos serão mais acessíveis e eficientes sob a jurisdição de Campo Verde. Já o representante da comunidade Formiga, Silvaney Antônio Rezende, afirmou que a população local deseja também ser incluída neste município. “Somos áreas isoladas de Cuiabá e ficamos a mais de 100 km de Santo Antônio de Leverger. Não recebemos nenhum benefício. Essa é a nossa chance de resolver essa situação. 100% da comunidade Formiga quer pertencer a Campo Verde”, enfatizou.

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Diante das reivindicações, Wilson Santos encaminhou um ofício à prefeita Francieli Magalhães, nesta segunda-feira (24), formalizando o pedido da maioria dos moradores das comunidades Formiga e Serrana para integrar Campo Verde. “Diante dessa clara manifestação popular, reforço o pedido das comunidades para que suas vozes sejam ouvidas e consideradas. A autodeterminação da população é um pilar fundamental da democracia, e é essencial que as medidas necessárias sejam estudadas e viabilizadas para que essa vontade seja devidamente avaliada e atendida”, escreveu o deputado no documento.

As reuniões contaram com a presença de moradores e de vereadores dos dois municípios, entre eles Neco da Bandeirante (PSB) e Rafael Silva (PL) de Santo Antônio de Leverger, além de Paulinho da Fartura (MDB), de Campo Verde.

Fonte: ALMT – MT

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Júlio Campos aponta risco de repetir erro de Dante e questiona estratégia de Mauro Mendes

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O deputado estadual Júlio Campos (União) recorreu à história política de Mato Grosso para chamar atenção para os riscos de uma campanha conduzida com excesso de confiança e pouca articulação. Em entrevista à imprensa, o parlamentar comparou a atual disputa pelas duas vagas ao Senado com a eleição de 2002, marcada pela derrota inesperada do então governador Dante de Oliveira.

Segundo Júlio, o resultado daquele pleito mostrou que índices elevados de aprovação e a força de um grupo político não garantem, por si só, uma vitória nas urnas. Na avaliação apresentada pelo deputado, a falta de diálogo com aliados e a concentração das decisões contribuíram para o desfecho desfavorável ao grupo governista.

Ao relembrar aquele episódio, Júlio afirmou que Dante, após deixar o governo com elevada aprovação popular, teria optado por uma composição eleitoral sem ampliar as negociações com os demais partidos.

“O Dante, na época, devido a sua empáfia de ter saído do governo com 80% de aprovação favorável, impôs uma chapa, destituiu Roberto França da governança e lançou Antero Paes de Barros que tinha mais quatro anos de mandato pela frente”, afirmou.

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O deputado também recordou a composição dos suplentes e destacou que, segundo sua leitura daquele cenário, a falta de uma articulação mais ampla acabou prejudicando a candidatura considerada favorita.

“Como suplentes colocou o Avalone e o empresário Eraí Maggi, da soja, e não conversou com os outros partidos, achou que já estava eleito e deu no que deu”, disse Júlio.

A lembrança da eleição de 2002 ocorre em um momento de novas movimentações no cenário político de Mato Grosso. O União Brasil, sob a presidência estadual do ex-governador Mauro Mendes, decidiu apoiar o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) na disputa pelo Governo do Estado.

A decisão contrariou a expectativa em torno de uma eventual candidatura do senador Jayme Campos, também do União Brasil, ao Palácio Paiaguás.

Ao estabelecer o paralelo histórico, Júlio Campos coloca a articulação política e a construção de alianças no centro do debate eleitoral. A referência à derrota de Dante serve, segundo o próprio parlamentar, como um alerta de que cenários considerados favoráveis podem mudar durante a campanha e que a disputa majoritária exige diálogo permanente com diferentes grupos políticos.

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