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CCJR aprova projetos favoráveis a mulheres e para valorização de garis e catadores em reunião na tarde desta terça (3)

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A Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) aprovou projetos favoráveis a mulheres e voltados à valorização de garis e catadores em reunião ordinária realizada na tarde desta terça-feira (3). Uma das matérias, o Projeto de Lei (PL) nº 67/2024, visa garantir atendimento psicológico por meio de programa específico de atendimento a mulheres que sofreram perda gestacional, perda neonatal e óbito fetal (natimorto).

“Quem sofre todo esse trauma da perda daquilo que era um sonho, que era um membro já esperado na sua família precisa desse apoio que a Assembleia Legislativa está preocupada em garantir, aprovando esse projeto de lei. Acredito que seja um programa que vai ser de grande valia no nosso estado”, comentou o vice-presidente da CCJR, deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos).

“Recentemente repercutiu um caso no norte do estado, de uma grávida de 8 meses que perdeu o seu bebê no hospital municipal. Não estou jamais fazendo um pré-julgamento, mas houve uma grande comoção e acredito que para essa mulher seja um grande trauma. Então, já está demonstrado que em casos como esse, é necessário todo o suporte psicológico para poder passar por essa perda”, completou Guimarães. Ele fez referência à morte de um bebê dentro do ventre da mãe no Hospital Municipal Nossa Senhora do Rosário, em Guarantã do Norte, em 27 de maio.

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Em relação a direitos da mulher e gestantes, também receberam parecer favorável os PLs nº 1629/2023, nº 1940/2024 e nº 894/2019. O primeiro prevê a reserva de 20% das vagas de promoção no Corpo de Bombeiros Militar do Estado (CBM-MT) e o segundo pretende garantir teste para detecção de doenças sanguíneas (Teste de Mãezinha). Já o último foi aprovado em redação final e prevê a adoção de mecanismos pelo poder executivo para garantir a equidade salarial entre homens e mulheres com os mesmos cargos, atribuições e tempo de serviço.

Ainda está entre os projetos aprovadas pela comissão o PL nº 296/2025. O texto tem objetivo de criar o “Selo de Responsabilidade Socioambiental – Catadores e Garis de Mato Grosso” a ser conferido a empresas privadas de coleta de lixo e prefeituras que promovam a integração, valorização e bem-estar dos trabalhadores de Mato Grosso. No mesmo tema, também recebeu parecer favorável o PL nº 1068/2024, que visa instituir feriado para garis no dia 16 de maio, assim como ação educativa e comemorativa na data para valorização desses trabalhadores e conscientização da população sobre questões ambientais relacionadas ao manejo e destinação correta dos resíduos sólidos.

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“É uma atividade fundamental, porém esquecida pelo setor público. O gari, o catador de lixo só é lembrado quando faz a greve, quando fica aquela montoeira de lixo, de resíduos sem a coleta. Então, nós temos feito aqui leis para valorizar essas pessoas, que fazem muito pela sua cidade e pelo meio ambiente. É preciso garantir que eles trabalhem com dignidade e equipamentos de segurança”, afirmou o autor dessas duas propostas e membro da CCJR, deputado Fabio Tardin (PSB).

Além de Diego Guimarães e Fabio Tardin, estiveram presentes no encontro Sebastião Rezende (União) e Thiago Silva (MDB). Os parlamentares analisaram 25 matérias, 20 receberam parecer favorável e cinco receberam parecer contrário.

Fonte: ALMT – MT

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Júlio Campos aponta risco de repetir erro de Dante e questiona estratégia de Mauro Mendes

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O deputado estadual Júlio Campos (União) recorreu à história política de Mato Grosso para chamar atenção para os riscos de uma campanha conduzida com excesso de confiança e pouca articulação. Em entrevista à imprensa, o parlamentar comparou a atual disputa pelas duas vagas ao Senado com a eleição de 2002, marcada pela derrota inesperada do então governador Dante de Oliveira.

Segundo Júlio, o resultado daquele pleito mostrou que índices elevados de aprovação e a força de um grupo político não garantem, por si só, uma vitória nas urnas. Na avaliação apresentada pelo deputado, a falta de diálogo com aliados e a concentração das decisões contribuíram para o desfecho desfavorável ao grupo governista.

Ao relembrar aquele episódio, Júlio afirmou que Dante, após deixar o governo com elevada aprovação popular, teria optado por uma composição eleitoral sem ampliar as negociações com os demais partidos.

“O Dante, na época, devido a sua empáfia de ter saído do governo com 80% de aprovação favorável, impôs uma chapa, destituiu Roberto França da governança e lançou Antero Paes de Barros que tinha mais quatro anos de mandato pela frente”, afirmou.

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O deputado também recordou a composição dos suplentes e destacou que, segundo sua leitura daquele cenário, a falta de uma articulação mais ampla acabou prejudicando a candidatura considerada favorita.

“Como suplentes colocou o Avalone e o empresário Eraí Maggi, da soja, e não conversou com os outros partidos, achou que já estava eleito e deu no que deu”, disse Júlio.

A lembrança da eleição de 2002 ocorre em um momento de novas movimentações no cenário político de Mato Grosso. O União Brasil, sob a presidência estadual do ex-governador Mauro Mendes, decidiu apoiar o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) na disputa pelo Governo do Estado.

A decisão contrariou a expectativa em torno de uma eventual candidatura do senador Jayme Campos, também do União Brasil, ao Palácio Paiaguás.

Ao estabelecer o paralelo histórico, Júlio Campos coloca a articulação política e a construção de alianças no centro do debate eleitoral. A referência à derrota de Dante serve, segundo o próprio parlamentar, como um alerta de que cenários considerados favoráveis podem mudar durante a campanha e que a disputa majoritária exige diálogo permanente com diferentes grupos políticos.

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