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Apoio a Mauro, silêncio sobre Pivetta: Virginia Mendes evidencia tensão na base governista

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A ex-primeira-dama de Mato Grosso e candidata a deputada federal Virginia Mendes (União Brasil) participou, na noite desta terça-feira, de uma reunião com moradores e lideranças comunitárias do bairro 1º de Março, em Cuiabá. O encontro foi marcado pela defesa de políticas sociais, pelo endurecimento das punições para crimes contra mulheres e, principalmente, por um movimento político que chamou atenção: Virginia pediu votos para o marido, o candidato ao Senado Mauro Mendes, mas não citou o governador Otaviano Pivetta, que disputa a reeleição.

A ausência do nome de Pivetta ganhou peso político porque a reunião ocorreu justamente em um momento de disputa dentro do grupo que até recentemente caminhava unido. Embora Pivetta seja o candidato ao Governo apoiado formalmente pelo União Brasil, Virginia optou por concentrar seu discurso em Mauro Mendes e nas pautas que pretende levar à Câmara Federal.

Mais do que uma ausência protocolar, o gesto reforça a percepção de que o distanciamento entre os grupos permanece e que a aliança construída em torno do projeto de sucessão estadual enfrenta dificuldades para ser reproduzida integralmente nas bases eleitorais.

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Discurso conectado às cobranças das ruas

Durante o encontro, Virginia retomou sua atuação no programa Ser Família e apresentou a experiência acumulada ao longo dos anos como voluntária e articuladora de ações sociais como argumento para a candidatura à Câmara Federal.

A candidata também voltou a defender uma mudança rigorosa na legislação para casos de feminicídio, incluindo a prisão perpétua para condenados pelo crime. A proposta dialoga diretamente com uma das principais preocupações manifestadas pela população em debates sobre segurança pública e violência contra a mulher.

O tom adotado por Virginia buscou aproximar sua campanha de demandas que estão presentes no cotidiano das comunidades, especialmente em áreas periféricas, como proteção às famílias, segurança e assistência social.

Silêncio sobre Pivetta chama atenção

Apesar de dividir o mesmo campo político de Pivetta, Virginia não fez qualquer pedido de voto ou manifestação de apoio ao governador durante a reunião. O silêncio ganhou relevância diante do histórico recente de atritos entre os grupos.

A relação teria se desgastado após a saída de Fábio Garcia da vice-governadoria. O deputado federal deixou a função depois de ser atingido por medidas relacionadas à Operação Heritage, investigação da Polícia Federal que apura fatos envolvendo um acordo de R$ 308 milhões relacionado à empresa Oi.

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O episódio aprofundou as diferenças entre setores ligados a Mauro Mendes e Pivetta e passou a ser um dos pontos de tensão na formação do grupo que disputa as eleições de 2026.

Ao reforçar publicamente o apoio a Mauro Mendes e não mencionar Pivetta diante de lideranças comunitárias, Virginia acaba dando um sinal político que ultrapassa o discurso eleitoral. A movimentação mostra que, apesar das alianças partidárias, o entendimento dentro da base ainda está longe de ser uniforme.

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Vânia Rosa explica saída da disputa e afasta crise com Janaína Riva no MDB

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A vice-prefeita de Cuiabá, Coronel Vânia Rosa, afirmou que a decisão de retirar seu nome da disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso não foi provocada por qualquer desentendimento com a presidente estadual do MDB, deputada Janaína Riva, que concorre ao Senado.

Segundo Vânia, a escolha foi pessoal e ocorreu após uma avaliação sobre o cenário eleitoral e a formação da chapa do partido para as eleições deste ano.

A vice-prefeita fez questão de afastar a possibilidade de que a desistência tenha sido resultado de uma crise interna no MDB. De acordo com ela, a decisão foi tomada de maneira individual, considerando as condições apresentadas para a disputa proporcional.

A saída de Vânia ocorre em um momento de reorganização das chapas partidárias para as eleições de outubro. A definição dos candidatos à Assembleia Legislativa envolve cálculos eleitorais, composição interna e avaliação das possibilidades de cada legenda.

Mesmo fora da disputa pela Assembleia, Vânia permanece no cargo de vice-prefeita de Cuiabá e mantém atuação política no município. A decisão também evita que sua saída seja interpretada como um rompimento com Janaína Riva ou com a direção estadual do MDB.

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A manifestação busca colocar fim às especulações sobre um eventual conflito entre as duas lideranças e reforça que, segundo a própria Vânia, a desistência ocorreu por uma decisão política e pessoal relacionada à composição eleitoral.

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