Política MT
ALMT homenageia personalidades com títulos de cidadão mato-grossense e moções de aplausos
Publicado em
15 de abril de 2025por
Da Redação
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, na noite desta segunda-feira (14), uma sessão especial para entrega de homenagens a personalidades que se destacaram em diversas áreas pelo trabalho prestado ao estado. Ao todo, 37 pessoas receberam o título de cidadão mato-grossense, enquanto outras 63 foram agraciadas com moções de aplausos.
A iniciativa partiu do deputado estadual Valdir Barranco (PT), que destacou o papel fundamental dos homenageados no fortalecimento de Mato Grosso. “Essas homenagens fazem parte da história de pessoas que, independentemente de sua origem, dedicaram-se ao progresso e bem-estar de Mato Grosso. Foram destaques na educação, arte, cultura, agricultura familiar, enfim, esse misto de pessoas que ajudaram a construir a história do estado e de uma capital que tem 306 anos”, afirmou o parlamentar.
Entre os homenageados com o título de cidadão mato-grossense está o médico veterinário Anselmo Loose, natural de Goiânia (GO), que vive no estado desde 1994. Servidor do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea) e ex-professor universitário em Alta Floresta, ele se emocionou com o reconhecimento. “É uma honra ser convidado para receber esse título e representar nossa atividade na área da educação. Estou bastante satisfeito, lisonjeado pela oportunidade”, disse.
Luciane de Almeida Gomes, pró-reitora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), também foi uma das homenageadas. Nascida em Foz do Iguaçu (PR), ela cresceu em Mato Grosso, onde construiu toda sua trajetória acadêmica e profissional. “É uma honra esse título. Minha identidade profissional e humana está muito vinculada a esse estado. Me sinto muito agraciada pela iniciativa do deputado Barranco”, ressaltou.
Foto: JLSIQUEIRA/ALMT
O professor Walter Gomide do Nascimento Junior, doutor em filosofia e natural de Lavras (MG), vive em Mato Grosso desde 2008. Ele também recebeu o título de cidadão mato-grossense e afirmou que a homenagem é um estímulo para continuar suas pesquisas. “É uma honra, e também um incentivo a seguir contribuindo com o estado”, disse.
A reitora da UFMT, Marluce Aparecida Souza e Silva, também recebeu o título de cidadania mato-grossense. Há 30 anos em Mato Grosso, ela se disse emocionada com o reconhecimento. “Tenho o maior orgulho de me tornar mato-grossense. Criei meus filhos aqui, construí minha carreira profissional. Quero deixar uma grande contribuição para a universidade no fim da minha carreira docente”, declarou.
A professora cuiabana Nádia Cuiabano Kunze, do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), recebeu uma moção de aplausos. Ela destacou o orgulho de ver seu trabalho reconhecido. “Estudo a história de Cuiabá e da nossa instituição. Me sinto lisonjeada com essa homenagem, que reconhece meu trabalho e minha dedicação à sociedade mato-grossense”, afirmou.
Entre as entregas de moções de aplausos a cuiabana, Nádia Cuiabano Kunze. “Estou me sentindo muito lisonjeada por ter sido indicada para receber essa moção de aplausos. Sou professora no Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), meus alunos sabem do meu trabalho, estudo a história de Cuiabá, da instituição e hoje estou lá como docente. Para mim, é uma honra estar sendo homenageada, é um reconhecimento, não só como cidadã, mas também pelo meu trabalho, prestado à sociedade mato-grossense”, concluiu Nádia.
As homenagens prestadas pela ALMT reforçam o compromisso de reconhecer trajetórias que, mesmo iniciadas fora dos limites do estado, encontraram em Mato Grosso o solo fértil para florescer e contribuir para o desenvolvimento regional.
Homenageados com título de cidadão mato-grossense:
Alcindo Volmir Kekrhoff
Alice Marlene Faccio
Anselmo Loose
Carlito Pereira da Rocha
Cezare Pastorello
Derisvaldo Ferreira de Sá
Dilma Alves de Melo
Divina Mendes Chagas
Eliane Ignotti
Elisangela dos Santos França
Enos dos Reis Maria
Ervi Garbim
Elza maria Malaco Cardoso
Fernando Luiz Limberger
Flávio Ribeiro de Mello
Ivone Vieira da Silva
Jair da Silva Gamasso
Jaqueline Matos Silva
José Caetano de Souza
José Luiz Donizete da Silva
Leocir José Dellani
Luciane de aAmeida Gomes
Manoel Amaral Neto
Marco Aurélio Bezerra da Rocha
Marco Antonio Arariboia Faraco
Maria Eila Chaves Nogueira
Maria Luiza Bartmeyer Zanirato
Marluce Aparecida Souza e Silva
Ozimar Mota da Silva do Carmo de Souza
Regis Antônio Massarelli
Ronilton Souza Carlos
Solange Aparecida Arrolho Da Silva
Valdemir Mendes Barranco
Valdeon Ferreira dos Santos
Vera Lúcia da Rocha Maquêa
Vilma Mendes
Walter Gomide do Nascimento Junior
Homenageados com moções de aplausos:
Agilson Poquivique
Andréa Carvalho Russo dos Santos
Andreia Maria de Sousa da Silva
Adalberto Novais Silva
Alice Conceição da Silva Costa
Ana Carolina Pereira Carvalho
Barbara Sak Trevisan
Carlos Augusto Parabá Veloso
Carlos Eduardo da Silva Farina
Chelaine Matos Da Silva Ribeiro
Claide Batista de Almeida
Clarisse Pinto Coelho de Azevedo Neta Mahon
Cristiane Kesly de Anunciação Oliveira
Dalcilene Renata Mendes da Silva
Denise Stopa Castro
Ebert Barreto Arraes
Ed Wilson Tavares Ferreira
Eduardo Eugênio Santos Almeida
Emanoela Cristina Moraes da Silva
Enauzera Benedita Azevedo
Fabiane Mesquita Batista
Flavio Eduardo Barbosa Souza
Graziano Farias de Souza
Gisele D B Stechow
Gustavo de Matos Chiconelli
Hellen Clair Garcez Nabuco
Henriett Marques Montanha
Janete Helena Pereira
Jessica Almeida Rodrigues
Jhonatan Anfilofeo
Júlio Cesar dos Santos
Klebis Marciano Rocha dos Santos
Leandra Costa Ferreira Duarte
Ligia Pimenta Tolosa Listo
Luiza Cacelia Amâncio Figueiredo Dorileo
Márcia Glória Duarte Queiroz
Marcus Vinicius Correia da Costa
Margarida da Conceição
Maria Aparecida Tizzo de Lima
Maria Bondespacho da Silva Castro
Maria Carmen Palma Faria Volpoto
Mirian Angélica da Silva
Mike dos Reis Bueno
Nádia Cuiabano Kunze
Nagila das Dores Silva
Nardett Terezinha Morais da Silva Sousa
Natalia Gabrielle Chrun Silva Spengler
Neide dos Santos Souza Silva
Raimundo Moreira de Araújo
Raquel Maria Mallezan
Ricardo Marcelino da Silva
Rodrigo Hartmann Atua
Rodrigo Vandoni de Moura
Roziclei Mendonça Marinho
Sherman Walter Soares da Silva
Samira Ingrid Laura de Almeida
Sandro Marco Stefanini de Almeida
Silvana de Faria Moreira Teixeira Marques
Silvania Ferreira Gomes
Susana Balbino Vilela Cajango Smiljanic
Thiago Iafelice dos Santos
Vera Lúcia Gomes dos Santos Matos
Wilson da Silva Costa
Fonte: ALMT – MT
Política MT
Grupo de Trabalho da ALMT debate impactos sociais e ambientais da inteligência artificial
Published
13 horas agoon
15 de junho de 2026By
Da Redação
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, nesta segunda-feira (15), mais uma reunião do Grupo de Trabalho (GT) responsável por acompanhar, promover estudos e propor medidas relacionadas à implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU). A principal pauta do encontro foi a palestra “O custo social e ambiental da Inteligência Artificial diante dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU”, ministrada pelo advogado, biólogo e mestrando em Política Social pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Luiz Felipe Goffi Portela.
Participaram da reunião o presidente do GT, André Luis Rufino, a relatora Clara Vaz e o secretário José Carlos Bazan. O debate abordou os impactos da crescente utilização da inteligência artificial sobre o mercado de trabalho, o consumo de energia e água, além dos desafios relacionados à desigualdade social e aos vieses presentes nos sistemas tecnológicos.
Durante a palestra, Luiz Felipe Goffi Portela destacou a necessidade de ampliar o debate sobre a inteligência artificial para além dos benefícios normalmente divulgados pelas grandes empresas de tecnologia.
“É importante que nós tenhamos uma discussão além da publicidade e dessa magia que é vendida por essas empresas. Precisamos entender o que existe por trás dessa tecnologia e quais são os impactos que ela gera para a sociedade”, afirmou.
Segundo o palestrante, a inteligência artificial depende de uma enorme estrutura física e humana para funcionar. Ele explicou que os sistemas utilizam grandes volumes de dados, demandam equipamentos de alta capacidade e consomem grandes quantidades de energia e água por meio dos data centers.
Foto: Hideraldo Costa/ALMT
“Quando falamos em nuvem, muitas pessoas imaginam algo abstrato, mas essa nuvem é formada por data centers espalhados pelo mundo. Existe uma estrutura física gigantesca sustentando esses sistemas, e isso tem custos ambientais e sociais que muitas vezes não aparecem para o usuário final”, observou.
Outro ponto destacado foi o impacto da inteligência artificial sobre o trabalho. De acordo com o especialista, parte da tecnologia é alimentada por trabalhadores que realizam tarefas repetitivas e pouco valorizadas, muitas vezes em países em desenvolvimento.
“A inteligência artificial não aprende de forma mágica. Ela depende de milhões de dados que são organizados e tratados por pessoas. Muitas dessas atividades são mal remuneradas e não geram qualificação profissional para quem as executa”, explicou.
Na área ambiental, Portela alertou para o elevado consumo de recursos naturais necessários para manter os data centers em funcionamento.
“Essas estruturas possuem uma pegada hídrica muito forte. São bilhões de litros de água utilizados para resfriar os equipamentos, além de uma demanda crescente por energia elétrica. Precisamos avaliar quais são os benefícios que essas instalações deixam para as comunidades onde são implantadas”, afirmou.
A relatora do GT, Clara Vaz, chamou atenção para a necessidade de refletir sobre formas de reduzir os impactos gerados pelo uso crescente da inteligência artificial.
“Quando discutimos desenvolvimento sustentável, o objetivo é justamente reduzir os impactos sociais, econômicos e ambientais. Diante desse cenário, precisamos refletir sobre o uso consciente da inteligência artificial e sobre mecanismos que possam minimizar esses efeitos”, destacou.
Ao responder aos questionamentos da relatora, Luiz Felipe afirmou que a inteligência artificial já está integrada a diversas atividades do cotidiano e dificilmente deixará de ser utilizada. Para ele, o caminho passa pela conscientização e pela criação de regras que garantam um desenvolvimento mais equilibrado da tecnologia.
“Não acredito que seja possível simplesmente parar de usar a inteligência artificial. O principal é compreender os impactos gerados por essa tecnologia e avançar no debate sobre formas de regulação que permitam um uso mais sustentável e responsável”, defendeu.
Durante a palestra, Luiz Felipe Goffi Portela também chamou atenção para os riscos relacionados às bases de dados utilizadas para treinar os sistemas de inteligência artificial. Segundo ele, como essas tecnologias aprendem a partir de informações produzidas pela própria sociedade, acabam reproduzindo preconceitos e desigualdades já existentes.
“O problema é que a inteligência artificial não cria conhecimento sozinha. Ela aprende com os dados que recebe. Se a sociedade produz desigualdades e preconceitos, esses padrões também podem aparecer nos sistemas”, explicou.
O palestrante apresentou exemplos de pesquisas internacionais que apontam falhas em sistemas de reconhecimento facial, especialmente na identificação de pessoas negras. Segundo ele, estudos demonstram taxas de erro significativamente maiores quando a tecnologia é aplicada a mulheres negras em comparação com homens brancos.
Portela também destacou casos já registrados no Brasil em que cidadãos foram abordados ou detidos injustamente após erros em sistemas automatizados de reconhecimento facial.
“Quando um sistema erra, precisamos discutir quem será responsabilizado por esse erro e quais mecanismos de fiscalização existem para evitar que a tecnologia prejudique a vida das pessoas”, alertou.
Outro exemplo apresentado envolveu a geração de imagens por inteligência artificial. O pesquisador demonstrou que, ao solicitar imagens de pessoas em determinadas profissões ou condições sociais, os sistemas tendem a reproduzir estereótipos raciais e econômicos presentes nos bancos de dados utilizados para o treinamento das plataformas.
Para ele, o avanço da inteligência artificial exige transparência, auditorias independentes e mecanismos de controle social capazes de identificar possíveis vieses discriminatórios.
“A tecnologia não é neutra. Ela reflete os dados que recebe e as escolhas feitas durante seu desenvolvimento. Por isso, é fundamental que haja fiscalização e acompanhamento desses sistemas”, afirmou.
Além de apresentar os impactos sociais, ambientais e econômicos da inteligência artificial, o palestrante também sugeriu possíveis frentes de atuação para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Entre elas, a criação de mecanismos de acompanhamento e fiscalização da implantação de sistemas de inteligência artificial utilizados pelo poder público, especialmente nas áreas de segurança, reconhecimento facial e prestação de serviços à população.
O palestrante defendeu ainda a realização de auditorias independentes em sistemas automatizados, o fortalecimento da transparência no uso de algoritmos e a ampliação do debate sobre a regulação da inteligência artificial, de forma a garantir que a inovação tecnológica esteja alinhada à proteção dos direitos fundamentais e aos princípios da Agenda 2030.
Segundo ele, a participação do Poder Legislativo é fundamental para avaliar os impactos dessas tecnologias antes de sua adoção em larga escala.
“Faz parte do papel da Assembleia pensar como esse uso será construído e fiscalizar de fato esses sistemas. Muitas vezes se observa apenas o resultado apresentado pela tecnologia, mas é preciso também avaliar os erros e os impactos que podem atingir a população”, destacou.
O presidente do Grupo de Trabalho, André Luis Rufino, destacou que o debate contribui diretamente para os trabalhos desenvolvidos pela ALMT em torno da Agenda 2030 e poderá subsidiar futuras iniciativas legislativas.
“Essa discussão é extremamente importante porque a inteligência artificial já está presente no cotidiano das pessoas e na administração pública. O Grupo de Trabalho, criado por iniciativa do deputado estadual Wilson Santos (PSD), tem justamente a missão de estudar esses temas, identificar desafios e buscar caminhos para que Mato Grosso avance de forma sustentável. As sugestões apresentadas durante a palestra serão analisadas e poderão subsidiar indicações, propostas legislativas e outras medidas que venham a ser discutidas e tramitadas na Assembleia Legislativa”, pontuou André Luis.
Fonte: ALMT – MT
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