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Agenda na Expozal reforça aproximação de pré-candidatos do Novo com o agronegócio                           

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A agenda da Expozal 2026, realizada na última sexta-feira (11), em Sapezal, foi marcada por movimentações políticas que reforçam a construção do projeto do Partido Novo para as eleições de 2026. Durante a feira agropecuária, o produtor rural e empresário Vilmar Rigo, o Bolsonaro da Shopee, pré-candidato a deputado federal e a advogada do agro, Flaviane Ramalho, conhecida como Flaviane Bolsonaro, pré-candidata a deputada estadual, cumpriram uma série de compromissos voltados ao fortalecimento de suas pré-candidaturas e da aliança política entre ambos.

 

O principal destaque da agenda foi a declaração de apoio do ex-prefeito de Sapezal, Valcir Casagrande, uma das principais lideranças políticas da região e conhecido como “Bolsonaro de Sapezal”. A manifestação foi recebida pelos pré-candidatos como um importante gesto de fortalecimento do grupo político que busca ampliar a representatividade das pautas conservadoras em Mato Grosso.

 

Além da visita à Expozal, Vilmar e Flaviane  percorreram o evento conversando com produtores rurais, empresários, moradores e representantes do setor produtivo. A feira serviu como espaço para ouvir demandas da região e ampliar o diálogo com diferentes segmentos da sociedade.

 

A programação também incluiu uma reunião com o pré-candidato ao Governo de Mato Grosso pelo Partido Novo, Marcelo Maluf, e integrantes da direção estadual da legenda. No encontro, foram discutidas estratégias para a eleição de 2026, além das principais demandas apresentadas por municípios do oeste mato-grossense.

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Outras reuniões com lideranças políticas da região também fizeram parte da agenda, reforçando a articulação do partido no interior do Estado.

 

Segundo Vilmar Rigo, a participação em eventos como a Expozal aproxima os pré-candidatos da realidade vivida pelo setor produtivo, “Estar em Sapezal, conversando com produtores, empresários e lideranças que conhecem a realidade da região, reforça o nosso compromisso com um Mato Grosso que produz, gera empregos e precisa ser respeitado em Brasília. Recebo com muita responsabilidade o apoio do ex-prefeito Valcir Casagrande e sigo dialogando para construir um projeto sério, baseado na liberdade, na eficiência da gestão pública e na defesa de quem trabalha e produz”, afirmou Rigo.

 

 

Produtor rural e empresário Vilmar Rigo, o Bolsonaro da Shopee, pré-candidato a deputado federal e a advogada do agro, Flaviane Ramalho, conhecida como Flaviane Bolsonaro, pré-candidata a deputada estadual

 

Para Flaviane a agenda demonstra o alinhamento da visão de ambos e união por ideais em prol da família e liberdade e o apoio do ex-prefeito segundo ela é fundamental para os próximos, “Quem conhece Mato Grosso sabe que a força do Estado está no trabalho das pessoas que produzem, empreendem e sustentam nossa economia. O apoio do ex-prefeito Valcir Casagrande representa a união de pessoas que compartilham dos mesmos valores e acreditam que é possível fazer política com responsabilidade, liberdade, respeito à família e compromisso com o desenvolvimento. Seguiremos percorrendo Mato Grosso para ouvir a população e construir esse projeto junto com quem acredita em um futuro melhor para o nosso Estado”, destacou Flaviane.

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A agenda também evidenciou o alinhamento político entre Flaviane Bolsonaro e Vilmar Rigo, que vêm atuando de forma conjunta durante a pré-campanha. Ambos defendem pautas conservadoras e utilizam as redes sociais como principal ferramenta de comunicação e aproximação com o eleitorado.

 

Perfil

Flaviane ganhou projeção por sua atuação em defesa de valores conservadores e por sua ligação com o agronegócio. Já Vilmar Rigo consolidou sua presença nas plataformas digitais com uma comunicação direta junto ao público e participação em movimentos ligados à direita.

A movimentação em Sapezal faz parte das articulações que começam a desenhar o cenário eleitoral para 2026. Embora a pré-campanha ainda esteja em fase inicial, a aproximação entre lideranças políticas, representantes do agronegócio e nomes com forte presença nas redes sociais sinaliza a formação de grupos que buscam ampliar espaço no debate público antes do início oficial da campanha eleitoral.

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Política MT

Simpósio sobre Autismo da ALMT expõe falhas do Estado e cobra efetivação de leis em MT

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A necessidade de uma atuação mais efetiva do poder público marcou a 6ª edição do Simpósio sobre Autismo com o tema “Integração entre Educação, Saúde e Inovação na Construção de uma Rede de Cuidado ao Transtorno do Espectro Autista (TEA)”, realizada nesta segunda-feira (22), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). O deputado estadual Wilson Santos (PSD) que conduziu os trabalhos, destacou que o estado possui mais de 30 leis e propostas engavetadas que precisam ser executadas com urgência para assegurar o direito e a dignidade das famílias.

“Neste encontro, estamos cobrando as instituições e autoridades, os compromissos e promessas que foram realizadas. Foram dezenas de leis aprovadas por esse parlamento, candidatos às prefeituras, ao legislativo, ao governo do estado e nós estamos então, realizando esse seminário para tratar especialmente da cobrança, porque é um tema importante e as leis precisam sair do papel e os compromissos precisam ser cumpridos. O objetivo desse evento é cobrar das autoridades ações concretas em favor do autismo”, explica o parlamentar.

Ele, que é autor de 15 leis na Casa de Leis – baseadas em reivindicações da sociedade para fortalecer a rede de proteção e estruturar as políticas públicas -, avalia que é preciso que o estado execute as propostas aprovadas em prol das famílias mato-grossenses. “A gente luta para fazer uma lei, não é fácil, analisa os pontos constitucionais e legais, estuda, e depois de um longo tempo consegue aprovação final. E depois ela não é aplicada. O estado não cumpre a lei. O fiscal da lei é o Ministério Público Estadual (MPE) e o estado tem que cumprir a lei”, relatou Wilson Santos

Auditoria – Além de não cumprir a legislação vigente, a representante do conselheiro Guilherme Maluf do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), Karisia Cardoso, que é secretária do Núcleo de Políticas Públicas (NPP), apresentou os trabalhos preliminares realizados de auditoria operacional sobre a atenção à criança com deficiência e TEA para avaliar a efetividade, acesso e qualidade dos serviços. Um dos pontos preocupantes é que o levantamento mostra que as políticas públicas desenvolvidas pelo estado ao público autista e seus familiares – não estão causando impacto no campo social por falta de funcionamento.

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Para complementar, o supervisor e auditor do TCE, Denisvaldo Ramos, explica que o NPP tem um papel importante para o autismo de Mato Grosso, pois analisa os atos públicos de modo geral para compreender o verdadeiro cenário. Durante o simpósio, ele apresentou dados preocupantes da atuação da gestão estadual com o tema. “O nosso intuito é fazer o trabalho e levar o resultado para a ponta. Enquanto não vermos o resultado na ponta, não estaremos satisfeitos com a política pública. Temos que buscar alinhar a política pública ao resultado finalístico”, explica.

Dentre os dados apresentados por ele, mostra que a política pública está desassistida pelo poder público já que há um grupo condutor – que envolve diversos atores – que não se reúne desde janeiro de 2024. Sem contar as falhas no processo de monitoramento do tempo de espera do paciente para ser atendido, unidades de saúde que não asseguram uma quantidade de equipe mínima exigida pela Nota Técnica do Ministério da Saúde.

“Há ausência de rubrica orçamentária, sendo essa uma peça fundamental – não existe para TEA e para demais especificidades. Ausência de profissionais especialistas que interferem nesta política pública. Sem contar que desde 2009, a Programação Pactuada e Integrada (PPI) não é executada, os repasses do estado para os centros especializados mantiveram o valor mínimo e 99% da manutenção estão sendo financiados pelos governos federal e municipais. O estado tem uma mera contrapartida em algo de aproximadamente de R$ 2,5 mil por mês que não dá para pagar um serviço de limpeza”, relatou o auditor do TCE.

Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foram apontadas 41.242 pessoas com TEA, conforme Denisvaldo, são elementos declaratórios e subnotificados. “Depois destes dados, identificamos que houve uma explosão real em campo, com crescimentos de 2021 e 2026 – a exemplo de Sinop que tinha 240 para mil alunos laudados e de 400 a 800 diagnósticos atendidos e Sorriso de seis para 105 alunos nível 3”, informou o supervisor aos participantes do evento.

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Ele também relatou que uma das preocupações do TCE foi a produtividade dos servidores entre os anos de 2024 e início de 2026 que estão desenvolvendo a política pública. “A produtividade documentada está em 78% abaixo do parâmetro interno de atendimento. Corroboramos com outros nove documentos. Pontos ociosos e nos preocupou demais. Há vontade de fazer política pública para acontecer, mas há problemas estruturais. E uma das preocupações das famílias é o abandono forçado – por falta de ausência de políticas públicas”, complementou.

De acordo com Denisvaldo, no momento está sendo feito os devidos levantamentos dos 142 municípios, sendo encaminhado via questionário para obter as informações necessárias. Logo, será finalizado o relatório para que o TCE faça as recomendações estratégicas para a Secretaria de Estado de Saúde (SES) e será acompanhada a execução. “Vamos ter que trabalhar a parte da governança financeira e revisão técnica PPI não se faz política pública sem recursos. É preciso que o estado melhore neste ponto. A questão da baixa produtividade traz para a política é assustadora. Mesmo assim, a própria gestão foi colaborativa no processo com o TCE”, declarou.

“Parabenizo o TCE por essa auditoria que revelou a grande verdade. O estado é terra arrasada quando o assunto é o autismo. O estado está de costas para essa temática e essa carga está sobre os ombros dos municípios e da União. O importante é que no final da auditoria estão as sugestões. Tem gasto do estado que não se justifica e fica mais alarmante ainda quando a gente vê o estado gastando quase zero com essa temática. São famílias, professores em desespero, o estado praticamente está quase nulo”, destacou Wilson Santos.

Além desta palestra, o Simpósio apresentou temas que trataram sobre os desafios enfrentados pelas famílias diante da insuficiência de apoio do poder público, a construção da autonomia na primeira infância, aspectos genéticos relacionados ao TEA, a Casa do Autista, os direitos fundamentais das pessoas autistas, o autismo em mulheres, o cuidado com os cuidadores e os sinais precoces do transtorno.

Fonte: ALMT – MT

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