OPINIÃO

 O chocolate que movimenta pessoas, sonhos e a agricultura familiar

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Há quem pense que um festival de chocolate acontece para reunir doces, receitas e sabores. É uma percepção compreensível, mas limitada. Na verdade, um festival revela muito mais sobre uma cidade do que sobre um ingrediente. Ele fala de pessoas que acreditam em seus sonhos, que transformam talento em oportunidade e de uma comunidade que escolhe valorizar aquilo que produz. E também hoje movimentamos a agricultura familiar do nosso estado através do cacau, pois Mato Grosso tem cacau.

É nesse ambiente que o empreendedorismo ganha seu verdadeiro significado. Empreender não começa quando uma empresa abre as portas. Começa quando alguém acredita que aquilo que faz pode melhorar a vida de outra pessoa. É um ato de coragem. Coragem para investir, criar, errar, recomeçar e continuar acreditando, mesmo quando os desafios parecem maiores que as oportunidades.

Quem participa de uma festival leva sua história, meses de planejamento, expectativas e esperança de encontrar pessoas dispostas a valorizar seu trabalho. E quem visita um evento talvez nem perceba que, ao comprar um chocolate artesanal, esteja ajudando uma família a investir em novos equipamentos, ampliar a produção ou contratar mais colaboradores.

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Vivemos em uma época em que tudo parece acontecer com pressa. Compramos pela internet, conversamos por mensagens e, muitas vezes, esquecemos o valor dos encontros. Talvez seja por isso que os festivais tenham se tornado tão importantes. Eles devolvem às pessoas algo que nenhuma tecnologia consegue substituir: a experiência de estar junto.

O chocolate, por si só, já desperta memórias. É fácil admirar uma vitrine repleta de chocolates artesanais. O que nem sempre percebemos é a história escondida atrás de cada criação. Os festivais têm o poder de aproximar esses sonhos do público. São espaços onde pequenos produtores dividem o mesmo ambiente com marcas consolidadas. Esse movimento beneficia muito mais gente do que imaginamos. Hotéis recebem visitantes, restaurantes ampliam o atendimento, motoristas circulam mais, fornecedores vendem mais, artistas encontram palco e dezenas de profissionais trabalham para que cada detalhe aconteça. Um festival bem realizado deixa resultados que permanecem muito depois de seus portões serem fechados.

Mas talvez o maior legado não esteja nos números. Está nas conexões.

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Está no empreendedor que volta para casa com novos clientes. Na criança que vive uma experiência inesquecível ao lado da família. São encontros como esses que fortalecem uma comunidade e criam um ambiente favorável para que novos sonhos também encontrem espaço.
No fim, um festival de chocolate nunca é apenas sobre chocolate. É sobre pessoas. Sobre quem cria, quem acredita, quem investe, quem prestigia e quem entende que uma cidade cresce quando aprende a celebrar seus talentos.

Zilda Castanho, idealizadora do Festival do Chocolate de MT

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Dia do Advogado: o importante é inovar

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A carreira jurídica requer dedicação e atenção, mas, nestes tempos modernos, também exige humanização, acompanhada de uma pitada de tecnologia.

Não adianta mais saber somente o básico: advogar. É preciso saber fazer uma comunicação clara e precisa, ser articulado, fazer networking e saber se posicionar quando for preciso. Muitos acreditam que essa posição está relacionada ao “like”, mas, neste momento, falo de Justiça.

Da boa e velha Justiça.

Da honra daqueles que acompanham o dia a dia do seu cliente, do processo, das mensagens, das diligências, dos despachos e das intercorrências. Daqueles que, muitas vezes, precisam lidar até com os que “viram no Google” e já se sentem aptos a dar palpite em um processo complexo, no qual somente um olhar aguçado é capaz de encontrar a saída para os melhores desfechos.

Há ainda os que lutam com a tecnologia e os que já se uniram a ela.

No Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), por exemplo, na distribuição de processos, o robô realiza 14 (quatorze) verificações daquilo que foi distribuído para, então, encaminhar ao juízo e seguir para o próximo passo. Diante disso, alguns ainda insistem em dizer que a tecnologia não está presente no nosso dia a dia.

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Está, e cada vez mais.

É um refinamento do que há de mais estonteante na advocacia: a magia de compreender o tema do cliente e reunir a expertise adquirida ao longo da experiência com a inovação.

Assim, neste Dia do Advogado, a pergunta que fica é: o que você deseja? Percorrer o mesmo caminho ou alcançar o sucesso desbravando o novo?

A verdade é que não há como permanecer na mesma posição. As águas mudaram. A direção do vento sopra de outra forma. Mas tudo nos conduz a um novo amanhã e a um novo florescer.

Estudo, inovação, emoção – tudo aquilo que sempre fez parte da advocacia, agora com um tempero tecnológico e o sabor da rapidez.

O mesmo caminho não será mais percorrido. Agora temos o novo, e precisamos inovar o nosso olhar para esse novo mundo. E ter a coragem de brilhar nele.

Feliz Dia do Advogado, ao profissional essencial à Justiça.

Por Herlen Koch

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